Margem de caderno: Te vejo na quarta • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 20 de setembro de 2005

Margem de caderno: Te vejo na quarta

Estocado em Jurássicas

Uma das coisas marcantes que aprendi estudando à noite na Federal (fora, naturalmente, a jogar truco) é que estudar à noite dá muito sono – mesmo em arrogantes heróis da resistência como eu. O efeito Zeigarnik parece não funcionar tão bem quando a interrupção em questão é uma cochilada na fórmica dura da carteira.

Particularmente difícil foi o período em que eu tinha de acordar às 05h30 para tomar o ônibus que me levava a Campo Largo, onde fiz estágio na área de Entrada de Materiais da INCEPA. Eu passava o dia dando entrada em notas fiscais e acompanhando o sonolento ir e vir de correias de transporte e de caminhões repletos de todo tipo imaginável de argila e caulim. O expediente terminava às 17h00, quando eu me arrastava até o ônibus que me largaria na esquina da Almirante Tamandaré com a Souza Naves mais ou menos às 18h15. As aulas na Federal começavam parcos quinze minutos depois, no edifício Dom Pedro II do complexo da Reitoria, que devia ficar a umas vinte quadras dali – e só terminava 23h30. Eu ia à pé, voltava à pé por ruas adormecidas e chegava em casa pouco depois da meia-noite. Era só o tempo de tomar banho, deitar a carcaça e ouvir de novo o despertador, apitando imediatamente cinco horas depois. E encher o bucho de pó de guaraná pra enfrentar de novo o mesmo tranco.

Nesse contexto, qualquer conteúdo vira conversa pra boi dormir. Ou dose pra leão.

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FALTAM 4 DIAS PARA A EXPEDIÇÃO CORDEL

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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