Terceira lei do tempo

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O tempo passa.

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Veja também:
Primeira lei do tempo
Segunda lei do tempo

Happy New Year (1980)

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Nada é mais surreal, mais semelhante a vastas e lentíssimas cócegas cósmicas, do que experimentar a passagem do tempo.

A ideia de dividir o tempo, de forma semelhante ao que fazemos com o espaço, ocasiona toda espécie de dissonância cognitiva. É particularmente difícil apreender nossa relação com o passado. Para o futuro o espaço oferece uma metáfora mais ou menos adequada, já que o futuro é o que nos aguarda adiante, o que está além da próxima curva, no virar da esquina.

Estagnados no dia seguinte



Não vivam ansiosos quanto ao futuro. Não vivam inquietos pelo dia de amanhã, porque o amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.

O código-fonte da revolução que não haverá

O que você só vai entender tarde demais é que Jesus não disse que não vivêssemos ansiosos com o futuro porque deveríamos crer que tudo acabaria dando certo no sentido de paz e prosperidade (não deu para ele e para nenhum dos seus seguidores), mas porque enquanto vivemos obcecados pelo futuro não nos forçamos a viver o único momento singular e portanto santo, o presente. Seu “o amanhã cuidará de si mesmo” corresponde ao Continue lendo →

Tudo é vaidade

 

Segundo Ricardo Montalbán, um ator experimenta cinco fases em sua relação com a indústria cinematográfica:

  1. Quem é Ricardo Montalbán?
  2. Para esse papel quero Ricardo Montalbán.
  3. Para esse papel quero um tipo Ricardo Montalbán.
  4. Para esse papel quero um jovem Ricardo Montalbán.
  5. Quem é Ricardo Montalbán?

O que dura uma idéia

[Sexto Empírico] (Adversus mathematicus, XI, 197) nega o passado, que já foi, e o futuro, que não é ainda, e argumenta que o presente ou é divisível ou é indivisível. Não é indivisível, pois nesse caso não teria princípio que o vinculasse ao passado nem fim que o vinculasse ao futuro; não teria sequer meio, porque não tem meio o que carece de princípio e fim. Tampouco é divisível, pois nesse caso constaria de uma parte que foi e de outra que não é. Ergo, o presente não existe, mas como tampouco existem o passado e o porvir, o tempo não existe.

O tempo não existe.

F. H. Bradley redescobre e melhora essas perplexidades. Observa (Appearance Continue lendo →

A família pré-industrial

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Papai tá lá na roça, mamãe foi ajudar

Não adianta: nossa tendência é idealizar o passado. Nada é mais belo e admirável ou idealizável do que o passado, especialmente à medida que vai se ficando velho, e com o devido tempo todo mundo fica.

Exigimos que as coisas sejam como sempre foram, porque é verdade auto-evidente que eram melhores antes. A família, por exemplo. Já deixei registrada aqui e aqui a falta que ela me faz: a família grande, relíquia de um tempo irrecuperável.


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