O gerenciamento da esperança [1]

Quando descrevo meu amigo Claudio Oliver como pessimista e desiludido posso ter desenhado a imagem de um cara amargo e sem esperança, o que não poderia estar mais longe da verdade. O Oliver não deixa que a dureza das suas ideias se cristalize em cinismo, como eu faço, mas transmuta o que poderia gerar cólera e rancor em coragem e gentileza, em disponibilidade e abundância.

Porém, dentro todos, o Oliver terá entendido que não pode haver elogio maior do que “desiludido”. Para se ter esperança é preciso não se ter ilusões: do contrário o que você tem não é esperança, é ilusão.

A respeito do colapso da civilização, aquele iminente

Assim como nos dias antes do dilúvio, as pessoas comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento […] e não o perceberam, até que veio o dilúvio.
Mateus 24:38,39

A respeito do colapso da civilização cabe deixar uma nota, já que falamos aqui de coisas muito menos prementes e menos certas. Não deixa de ter uma simetria poética o fato de que ao longo da história as pessoas estiveram prontas a ouvir um maluco ocasional que anunciava sem qualquer fundamento o fim do mundo – que tenham vendido tudo, subido aos montes, raspado a cabeça, mudado de continente, anunciado o fim em bares, feito convertidos, vasculhado o céu em busca Continue lendo →

O triunfo do simulacro

Daniel Oudshoorn, escrevendo sobre porque não tenho uma conta do Facebook, ou explicando de que modo posso um dia voltar a ter (já tive como ele uma conta secreta, por dois ou três anos: dois amigos, deve ter sido uma espécie de recorde):


Depositado em juízo por Paulo Brabo · Desde 2004 · Sobre o autor e esta Bacia · Leia um livro · Olhe desenhos · Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo nas Índias Ocidentais · Fale comigo · A Bacia das Almas é filiada ao Monastério de São Brabo nas Índias Ocidentais