Voltando a Borges

Jorge Luis Borges tinha, admitidamente, suas obsessões – temas aos quais sempre voltava: tigres, labirintos, espadas, deuses nórdicos, a doutrina do Eterno Retorno. Eu também tenho as minhas, e a menor delas não é o próprio Borges, a quem não tenho outra escolha mas voltar incessantemente.

Já foi observado (inclusive, com mais enfado que modéstia, pelo próprio) que a obra do ficcionista Borges pressupunha uma concisão sem precedentes: seus contos expressam em dez páginas o que requereria, de outro, quinhentas.

“Livros sagrados, ou seja, livros que ensinam o que ensina o universo inteiro ou a consciência de cada homem”.

Porém o Borges dos ensaios é, estilisticamente, indistingüível do autor dos contos. Invejo (e quem me conhece sabe Continue lendo →


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