Dicionário do Arthur (atualizado) • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 03 de abril de 2005

Dicionário do Arthur (atualizado)

Estocado em Família · Gírias e Falares

O Arthur, meu sobrinho via Hélião, não diz problema, diz poguêma.
Ele não diz mortadela, diz umbrella.
Ele não diz lavanderia, diz vandelinha.
Ele não diz maternal, diz martenal.
Ele não diz dedo mínimo, diz nimo, ou (só para tocar horror) tchitcho.
Ele não diz jogar bola, diz jogar de bola.
Ele não diz Papai Hélio, diz Pélio.
Ele não diz vamos ver, diz munver.
Ele não diz (depois de recolocar o carrinho na pista do autorama pra você) pronto, tente agora, diz vai, try, man.
Ele não diz massagem, diz machagem (ou, mais freqüentemente, cosquinha).
Ele não diz trovão, diz tovão – e sempre acrescenta, logo depois, “bum, bum, bum, bum”, imitando o barulho.
Ele não diz desculpe, diz ops, foi mal.
Ele não canta (no banho) “Glória a Deus nas alturas”, canta “Glória a Deus nas Astúrias”.
Ele não diz armário, diz marário.
Ele não diz própria, diz pópura.
Ele não diz atrás, diz na trás.
Ele não diz filisteus, diz filhos teus.
Ele não diz livro, diz livrro (ou, às vezes, librro).
Ele não diz vamos (vamos brincar?), diz mamos (mamos brincar?).
Ele não diz catchup, diz cachúp.
Ele não diz seu, diz de você.
Ele não diz macaco, diz mânqui.
Ele não diz tio Paulão, diz tio Pulão.
Ele não diz McDonalds, diz MolequeDonald’s (ou, se entendi errado ele queria dizer no McDonald’s e disse no LequeDonald’s).
Ele não diz leite condensado, diz leite conlensado.

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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