De como os regulamentos afastam irresistivelmente os homens da virtude • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 19 de fevereiro de 2014

De como os regulamentos afastam irresistivelmente os homens da virtude

Estocado em Goiabas Roubadas

Porque corporações livres, bem-nascidas, bem-criadas e capacitadas, na companhia de outras corporações honestas, têm um instinto e um estímulo natural que as leva a ações virtuosas e as afasta do vício, a que se dá o nome de honra. Essas mesmas corporações, quando vilmente reprimidas e limitadas através de interferências e restrições, desviam-se daquela nobre disposição que costumava incliná-las à virtude, de modo a que possam se desvencilhar e romper os grilhões da servidão que tão tiranicamente as escraviza.

Este é François Rabelais (1483-1553), descrevendo em Gargantua e Pantragruel a excelência um monastério utópico com uma única regra, “faça o que bem entender”. Tomei a liberdade de substituir “pessoas” por “corporações”, para que esse mesmo trecho possa explicar as virtudes muito evidentes do liberalismo econômico.

 

 

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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