A verve de Maeve • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 12 de fevereiro de 2005

A verve de Maeve

Estocado em The Net

Uma das minhas escritoras favoritas não tem, que eu saiba, nada publicado – convencionalmente. Trata-se de Maeve Vella, uma espertíssima australiana que conheci no mesmo abençoado fóro da internet onde esbarrei em Julian Crouch e Jeff Wong. Tudo que a moça escreve, mesmo nas mais corriqueiras comunicações, é cheio de ironia e verve e lirismo.

Uma vez ela mandou-me uma história curta que tratei sensatamente de elogiar. Ela respondeu:

Oh.

Ooh.

Li seu email e logo depois o Jools entrou no yahoo. Sinto dizer que tive de registrar uma queixa com ele. Contra você. Sim, você.

Veja, acordei esta manhã com os costumeiros pavor e desespero, então liguei o computador e li sua resposta à minha história. Tanto louvor e energia positiva me fizeram deixar cair no chão o desespero, que partiu-se em pedaços. Meu pavor também anda desaparecido – saiu berrando da casa e pegou carona num caminhão de toras.

Não é barato repor esses artigos. Posso ser forçada a passar sem eles.

A bit of my friend Maeve Vella’s wit:

Oh.

Ooh.

I read your email and then Jools came on yahoo. I’m afraid I had to register a complaint with him. About you. Yes, you.

See, I woke up today with the usual dread and despair, then I turned on the computer and read your response to my story. Such praise and positive vibeness made me drop my despair and it shattered on the floor. Also, my dread is missing – it ran screaming from the house and thumbed a ride on a logging truck.

Replacement of these items is costly. I may be forced to do without them.

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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