A fantasia e a razão • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 01 de fevereiro de 2010

A fantasia e a razão

Estocado em Goiabas Roubadas

Se acontece de uma obra, sob o risco de tornar-se de outra forma vergonhosa ou falsa, requerer uma medida de fantasia, e que certos membros ou elementos de uma figura sejam alterados mediante o empréstimo de outras espécies — por exemplo, transformando-se em golfinho a porção traseira de um grifo ou de um cervo, — essas alterações se mostrarão excelentes e a substituição, por mais irreal que possa parecer, merece ser declarada uma valiosa invenção no gênero do monstruoso. Quando um pintor introduz quimeras e outros seres imaginários nesse tipo de obra de arte, a fim de divertir e entreter os sentidos, bem como cativar os olhos dos mortais que anseiam por ver coisas impossíveis e não classificadas, o artista demonstra maior respeito à razão do que se produzisse as imagens usuais de homens e animais.

Michelângelo (1475-1564), numa conversa com o português Franciso de Olanda.
Citado em No Go the Bogeyman (pp. 249, 250)

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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