O teclado do seu PC é mais sujo do que o assento do WC • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 20 de janeiro de 2006

O teclado do seu PC é mais sujo do que o assento do WC

Estocado em Quase Ciência

Um estudo de 2002 que passou despercebido (por mim) revela que as superfícies das áreas de trabalho pessoal (sua escrivaninha) de um escritório escondem mais bactérias do que as superfícies das áreas comuns (o corredor e o banheiro).

Segundo o estudo, patrocinado por um fundo da Clorox Company, o foco número 1 dos germes dentro de um escritório é o telefone, seguido de perto pelas escrivaninhas, pelas abas das torneiras dos bebedouros, pelos trincos do forno de microondas e pelos teclados de computador.

Surpreendentemente, os assentos de banheiro mostraram de forma consistente ter os menores níveis de bactérias das 12 superfícies testadas no estudo.

“Não pensamos duas vezes em comer nas nossas mesas de trabalho, muito embora a escrivaninha média contenha 100 vezes mais bactérias do que uma mesa de cozinha e 400 vezes mais bactérias do que a média de uma privada de banheiro”, diz o professor Charles P. Gerba, que liderou o estudo.

Com mais gente gastando cada vez mais tempo nas suas escrivaninhas, as bactérias encontram muito do que se alimentar.

O lugar da sua mesa onde você coloca a sua mão abriga neste momento cerca de 10.000.000 bactérias.

Fonte


Outra série de estudos conduzido pelo professor Gerba procurou os focos de germes dentro de casa.

Entre outras coisas, o estudo provou que as residências de homens solteiros (apesar das aparências) contém menos bactérias, já que eles raramente “fazem a limpeza”, e dessa forma não espalham as bactérias por aí, como fazem as asseadas donas de casa.

O lugar mais sujo e nojento e contaminhado da casa é, naturalmente, a cozinha. Dentro da cozinha, o objeto mais imundo e mais saltitante de coliformes fecais é a esponja, seguido pela pia, pela tábua de carne e pelo chão (que é o lugar mais limpo da cozinha). A banheira é mais suja do que o chão do banheiro, e a privada é o lugar mais limpo de todos.

Das xícaras que o professor examinou, vinte por cento estavam nadando em coliformes fecais, cortesia das esponjas com que foram lavadas. Além disso, pode ser útil saber que, no que diz respeito à contagem de bactérias, o estudo não encontrou qualquer diferença entre água de torneira e água de garrafa.

“Não importa o que você pense,” diz o professor Gerba, “sua cozinha é muito mais suja do que o seu banheiro. É por isso que o seu cachorro gosta de beber água da privada”.

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.


 

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