19 de Outubro de 2006

Tempo ocioso é custo

Jurássicas

Já ensinou-me o professor de Métodos Quantitativos durante o curso de Administração na Federal. Por isso aproveitei a única brecha daquela aula para fazer este desenho. Isso era 1989 e eu já não perdia tempo.

Viva Taylor.

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03 de Maio de 2006

A primeira aventura de Oxi©

Jurássicas

Eu tinha perto de dez anos e desenhava sem parar o Snoopy; minha irmã Alice, prescientemente preocupada com as questões contemporâneas de copyright, disse um dia que eu precisava parar de copiar e inventar um personagem só meu.

Como resultado, o primeiro personagem só meu da minha carreira foi minha irmã que inventou: trata-se do Oxi©, um extraterrestre em forma de elipse com duas pernas fininhas, duas antenas e duas barbichas de cada lado do rosto/corpo.

“Lá se vai um rapaz muito corajoso.”

Encontrei esses dias a primeira aventura do personagem, OXI E A ATERRISAGEM (sic), que desenhei num dos incontáveis blocos artesanais, feitos de folhas grampeadas de papel-contínuo usado, que meu pai subtraía da firma em que trabalhava.

Na história descobrimos que Oxi© nasceu no planeta Ariom; que ele viaja numa espaçonave giratória em forma de balão que é grande demais para ele e que por isso para entrar nela o extraterrestre precisa da ajuda de um funil; e – especialmente digno de nota e detalhe do qual eu não me recordava – que esse corajoso explorador alimenta-se apenas de livros.

Análises espectográficas demonstram que a multidão na cena final não fui eu quem desenhei; estou supondo que tenha sido mesmo a Alice.

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20 de Outubro de 2005

Margem de caderno: Batman e Robin

Jurássicas

Mesmo bat-caderno, páginas diferentes.

20 de Setembro de 2005

Margem de caderno: Te vejo na quarta

Jurássicas

Uma das coisas marcantes que aprendi estudando à noite na Federal (fora, naturalmente, a jogar truco) é que estudar à noite dá muito sono – mesmo em arrogantes heróis da resistência como eu. O efeito Zeigarnik parece não funcionar tão bem quando a interrupção em questão é uma cochilada na fórmica dura da carteira.

Particularmente difícil foi o período em que eu tinha de acordar às 05h30 para tomar o ônibus que me levava a Campo Largo, onde fiz estágio na área de Entrada de Materiais da INCEPA. Eu passava o dia dando entrada em notas fiscais e acompanhando o sonolento ir e vir de correias de transporte e de caminhões repletos de todo tipo imaginável de argila e caulim. O expediente terminava às 17h00, quando eu me arrastava até o ônibus que me largaria na esquina da Almirante Tamandaré com a Souza Naves mais ou menos às 18h15. As aulas na Federal começavam parcos quinze minutos depois, no edifício Dom Pedro II do complexo da Reitoria, que devia ficar a umas vinte quadras dali – e só terminava 23h30. Eu ia à pé, voltava à pé por ruas adormecidas e chegava em casa pouco depois da meia-noite. Era só o tempo de tomar banho, deitar a carcaça e ouvir de novo o despertador, apitando imediatamente cinco horas depois. E encher o bucho de pó de guaraná pra enfrentar de novo o mesmo tranco.

Nesse contexto, qualquer conteúdo vira conversa pra boi dormir. Ou dose pra leão.

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FALTAM 4 DIAS PARA A EXPEDIÇÃO CORDEL

26 de Janeiro de 2005

Margem de caderno: B & R

Jurássicas