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A história somos nós, ninguém sinta-se prejudicado
Somos nós este campo de agulhas sob o céu
A história somos nós, atenção, ninguém sinta-se excluído
A história somos nós, somos nós estas ondas no mar,
Este rumor que rompe o silêncio,
Este silêncio tão difícil de relatar continue lendo >
As garotas da sociedade hoje em dia curtem poesia clássica
Então para conquistá-las é preciso citar com desenvoltura
Ésquilo e Eurípedes
Mas o poeta mais unânime
Que vai deixá-las simplesmente delirando
É o poeta que é conhecido
Como o Bardo de Stratford on Avon
Tire a poeira do seu Shakespeare
Comece a citá-lo agora
Tire a poeira do seu Shakespeare
E as mulheres ficarão boquiabertas
Basta declamar algumas linhas de Otelo
E elas vão achar que você é o máximo
Se sua loira não reage quando você a elogia
Diga a ela o que Antônio disse a Cleópatra
E se mesmo assim de tímida ela se finge bem
Basta lembrá-la que Tudo está bem quando acaba bem
Tire a poeira do seu Shakespeare
E ficarão todas aos seus pés
Tire a poeira do seu Shakespeare
Comece a citá-lo agora
Tire a poeira do seu Shakespeare
E as mulheres ficarão boquiabertas
Se sua garota é um sonho de Washington Heights
Dê a ela um Sonho de uma noite de verão
Se ela reclama quando você mexe nas roupas dela
Que são roupas? Muito barulho por nada!
Se ela diz que seus avanços são insanos
Dê-lhe um chute no Coriolanus
Tire a poeira do seu Shakespeare
E ficarão todas aos seus pés
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Letra e música de Frank Loesser, Oscar de melhor canção em 1949. Esther Williams e Ricardo Montalban (anos antes de A Ilha da Fantasia), depois Red Skelton e Betty Garrett, em Neptune’s Daughter.
Não posso ficar – Mas meu bem, está frio lá fora
Tenho mesmo de ir – Meu bem, está frio lá fora
A noite foi mesmo – Estava esperando você aparecer
Especial – Deixa eu segurar as suas mãos, estão um gelo!
Minha mãe vai começar a se preocupar – Princesa, qual é a pressa?
Meu pai vai andar pela sala – Ouça a lareira crepitar
Então é melhor eu me apressar – Querida, não precisa correr
Bem, talvez só mais meio copo – Coloque um disco enquanto eu sirvo
Os vizinhos podem pensar – Mas meu bem, a coisa está feia lá fora
Ei, o que tem nesse drink? – Você não vai conseguir um táxi a essa hora
Eu queria saber como – Seus olhos são como estrelas agora
Quebrar esse encanto – Deixa eu ficar com o seu chapéu, que penteado legal
Eu deveria dizer não, não, não senhor – Posso chegar mais perto?
Vou dizer que pelo menos tentei – Por que ferir meu orgulho?
Não posso mesmo ficar – Meu bem, não resista
Ahh, mas está frio lá fora
Tenho mesmo de ir – Mas meu bem, está frio lá fora
A resposta é não – Meu bem, está frio lá fora
Sua acolhida foi – Que bom pra mim que você apareceu
Tão calorosa – Olhe a tempestade pela janela
Minha irmã vai desconfiar – Nossa, seus lábios parecem deliciosos
Meu irmão vai estar na porta – Ondas numa praia tropical
Minha tia solteira é tão maliciosa – Nossa, seus lábios são deliciosos
Bem, talvez só mais um cigarro – Nunca vi tamanha nevasca
Tenho que chegar em casa – Mas meu bem, você vai congelar lá fora
Você me empresta o seu pente? – A neve está na altura dos joelhos lá fora
Você foi mesmo um amor – Adoro quando você pega na minha mão
Mas você não vê? – Como você pode fazer isso comigo?
Amanhã as pessoas vão falar – Pense no remorso que vai me perseguir
Pelo menos vão imaginar – Se você pegar pneumonia e morrer
Não posso mesmo ficar – Supere essa hesitação
Ah, mas está frio lá fora
* * *
I really can’t stay – But baby, it’s cold outside
I’ve got to go away – Baby it’s cold outside
This evening has been – Been hoping that you’d drop in
So very nice – I’ll hold your hands, they’re just like ice
My mother will start to worry – Beautiful, what’s your hurry
My father will be pacing the floor – Listen to the fireplace roar
So really I’d better scurry – Beautiful, please don’t hurry
well Maybe just a half a drink more – Put some records on while I pour
The neighbors might think – But baby, it’s bad out there
Say, what’s in this drink – No cabs to be had out there
I wish I knew how – Your eyes are like starlight now
To break this spell – I’ll take your hat, your hair looks swell
I ought to say no, no, no, sir – Mind if I move a little closer
At least I’m gonna say that I tried – What’s the sense in hurting my pride
I really can’t stay – Baby don’t hold out
Ahh, but it’s cold outside
I simply must go – But baby, it’s cold outside
The answer is no – Ooh baby, it’s cold outside
This welcome has been – I’m lucky that you dropped in
So nice and warm -– Look out the window at that storm
My sister will be suspicious – Gosh, your lips look so delicious
My brother will be there at the door – Waves upon a tropical shore
My maiden aunt’s mind is vicious – Gosh your lips are delicious
Well maybe just a cigarette more – Never such a blizzard before
I’ve got to get home – Oh, baby, you’ll freeze out there
Say, lend me your comb – It’s up to your knees out there
You’ve really been grand – I thrill when you touch my hand
But don’t you see – How can you do this thing to me
It’s bound to be talk tomorrow – Think of my life long sorrow
At least there will be plenty implied – If you caught pneumonia and die
I really can’t stay – Get over that old doubt
Ahh, but it’s cold outside
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“Lá no mato tudo é triste”, resume celebremente um verso triste de Tristeza do Jeca, obra do compositor paulista Angelino de Oliveira (1888-1964).
Nesta viola eu canto e gemo de verdade Cada quadra Representa uma saudade
A letra de Tristeza do Jeca é apenas a mais famosa das poesias sertanejas a associar o mato (isto é, a zona rural, o campo – a “roça” em oposição à “cidade”) à tristeza, ao choro e à lamentação. Está longe de ser a única. Antes de resvalar no country e no brega romântico a música sertaneja brasileira era um gemido só - um lamento de rasgar o coração motivado não pela desilusão amorosa, mas, estranhamente, pela leitura direta da tristeza na “paisagem existencial” do sertão.
Começou como um dia normal Consegui atravessar a manhã da maneira usual Peguei o ônibus a tempo Bom dia, Seu Motorista, dirige aí Sentado dentro do sobretudo agarrei-me à bengala E apertei o nariz contra a janela embaçada Ho hum A vida que levo faria até um morto bocejar