13 de Maio de 2006

“Araucaria brasiliana” na Flora brasiliensis

Grandes Navegações, História

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Flora brasiliensis

Flora brasiliensis

Flora brasiliensis

O pinheiro-do-paraná, com grinfas, pinhas e pinhões, conforme descrito na obra Flora brasiliensis, produzida entre 1840 e 1906 pelos editores Carl Friedrich Philipp von Martius, August Wilhelm Eichler e Ignatz Urban, com a participação de 65 especialistas de vários países. Flora brasiliensis contém tratamentos taxonômicos de 22.767 espécies de angiospermas brasileiras, reunidos em 15 volumes, divididos em 40 partes, com um total de 10.367 páginas. Até hoje a Flora brasiliensis, que recebeu apoio financeiro do Imperador Ferdinando I da Áustria, do Rei Ludovico I da Baviera e do nosso Dom Pedro II, é a única obra a [procurar] mapear a flora completa do Brasil.

Imagens extraídas do impecável sáite florabrasiliensis, que traz o conteúdo integral da obra, incluindo uma interessante introdução histórica. No sáite você pode inquirir as imagens em alta resolução, com opções de zoom e slideshow, e baixar até dez páginas por vez em formato PDF. De especial interesse parecem ser as pranchas do Volume I, que ilustram a vegetação das diferentes áreas geográficas do Brasil e contém preciosidades como esta árvore imensa sendo abraçada por mais de dez homens:

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Both em português and in English.

Flora brasiliensis

21 de Setembro de 2005

O último tio da terra

Quase Ciência, Sociedade

Um artigo da última Scientific American opina que a humanidade está numa encruzilhada sem precendentes – um momento de decisão marcado por coordenadas como energia, poluição, população, biodiversidade, saúde pública, alimentação, água, empregos e clima. Individualmente esses fatores sempre representaram problema, mas nunca neste grau e de forma tão interrelacionada quanto neste primeiro degrau do milênio.

O ano de 2005 marca o fulcro central de uma década que representará três transições fundamentais e únicas na história da humanidade. Antes do ano 2000 o número de jovens sempre foi maior do que o número de velhos. Desde 2000 há mais gente velha do que nova. Historicamente, sempre houve mais gente morando no campo do que na cidade. De 2007 em diante a população urbana será mais numerosa do que a rural. Desde 2003 as mulheres ao redor do mundo têm tido e continuarão a ter, em média, filhos suficientes apenas para repor o seu próprio lugar e o do pai na geração seguinte – ou menos.

As três mudanças são avassaladoras em sua singularidade e suas conseqüências, mas a última me pegou particularmente de jeito. Eu, que como muitos idealizo e sinto falta da grande família grande, vou continuar sentindo.

As tendências são evidentes na vida diária. Muitos de nós já tiveram a experiência de se perder na sua cidade natal, que cresceu ao ponto de não a reconhecermos mais. O crescimento, porém, tende a se desacelerar à medida que as famílias diminuem. Cada vez mais crianças crescem não apenas sem irmãos, mas sem tios, sem tias e sem primos.

Caracas, crescer sem irmãos já me parece suficientemente ruim, mas sobreviver sem tios, tias e primos me parece inconcebível. Chegará o dia em que o último tio dará o seu último suspiro e então seu cargo será uma curiosidade, mera nota de rodapé no museu de figuras históricas que não existem mais – ao lado de “taquígrafo”, “meeirinho” e do sujeito que acendia as lamparinas nas esquinas quando anoitecia.

Os jantares de final de ano da família terão, no máximo, oito pessoas – normalmente, apenas três.

FALTAM 3 DIAS PARA A EXPEDIÇÃO CORDEL

28 de Março de 2005

Todos os homens

Homens e Mulheres, Quase Ciência

A ciência confirma o que as mulheres já sabiam há anos.

Não apenas homens e mulheres são geneticamente distintos – ao ponto de ser quase correto afirmar que somos animais de espécies diferentes que acontecem de produzir prole fértil.

O cromossomo Y, que define a masculinidade, tem outras surpresas. Como esclarece Delia K. Cabe em The Book Of Y:

As mulheres trazem 23 pares de cromossomos, cada conjunto uma unidade completa – como um par de meias novo em folha. Nas mulheres o 23º par é um XX. Os homens também têm 23 pares, mas o 23º par é a dupla XY – uma meia completa e seu parceiro em frangalhos, o cromossomo Y, que é na verdade um X com uma das pernas cortada. O aleijado cromossomo Y tem apenas 20 ou 30 genes, comparado aos cerca de 2000 ou 3000 genes do poderoso cromossomo X.

Os genes que o cromossomo Y perdeu ao longo do tempo tornaram-no incapaz de recombinar-se – isto é, de trocar genes com o X, como fazem os outros pares de cromossomos de modo a peneirar mutações danosas e preservar a sua integridade1.

O cromossomo Y é o estranho no ninho e não tem um parceiro de troca. Ao contrário dos extrovertidos X, o cromossomo Y é fechadão e não conversa nem troca informações com nenhum outro: para não se degenerar completamente ele aprendeu a trocar genes internamente. Talvez seja por isso, penso eu, que os homens são tão emsimesmados e relutantes em efetuar a partilha. Muito literalmente, a partilha não é natural em nós.

Mas não é só isso. Por causa dessa sua limitação inerente, o cromossomo que define o sexo masculino (ao contrário de todos os outros) é passado de pai para filho através de clonagem, não sexualmente. O homem recebeu o cromossomo Y inalterado do seu pai, que recebeu o mesmo cromossomo Y do seu avô, que recebeu-o do seu bisavô e assim por diante, até Adão. Ao contrário das mulheres, que são fruto de saudáveis recombinações, os homens são frutos de precária clonagem.

Todas as mulheres são diferentes entre si, mas todos os cromossomos Y são de certa forma o mesmo. Num certo sentido muito profundo é correto dizer que todos os homens são iguais.

1 No restante do genoma humano, os 22 pares de autossomos (cromossomos não sexuais) alinham-se quando as células estão preparando-se para se dividir de modo a criar esperma e óvulos para a geração seguinte. Nessa ocasião os pares de cromossomos freqüentemente passam por cima uns dos outros e trocam entre si porções de genes. Nessa troca genética seqüências que contem "erros tipográficos" (envolvendo apenas uma ou duas das letras genéticas) ou grandes regiões com DNA faltante ou rearranjado (que ocasionam mudanças funcionais – mutações) podem ser retificadas pela substituição das seqüências danificadas por seqüências normais.

13 de Março de 2005

Muito pêlo contrário

Quase Ciência

Os brutos também pensam.

O Dr. Aikarakudy Alias, psiquiatra do Chester Mental Health Center de Illinois, divulgou em 1996 o resultado de pesquisas conduzidas durante 22 anos entre estudantes e professores universitários nos Estados Unidos e na Índia. Sua conclusão: os homens com corpo peludo são “estatisticamente” mais inteligentes.

Homens peludos são mais inteligentes.

O estudo revelou que 45% dos estudantes universitários americanos são “muito peludos”, comparados com os meros 10% da população total masculina. Uma pesquisa conduzida entre 117 membros da Mensa (gente com QI acima de 140) no sul da Índia produziu resultados similares: os homens mais inteligentes têm maiores chances de terem peito (e, em menor grau, costas) peludos.

E não é só isso; dentre os estudantes universitários, os que têm peito peludo são mais populares, mais emocionalmente estáveis, tiram melhores notas e tornam-se profissionais mais bem sucedidos do que seus companheiros lisos.

Na conferência da Associação de Psiquiatria Européia em que esses resultados foram anunciados pela primeira vez, alguém da platéia pediu, na hora das perguntas, que o Dr. Alias abrisse a sua camisa.

Ele se recusou.

Leia também:
Alias

12 de Julho de 2004

Beleza interior

Grandes Navegações, História

Anatomia dos sonhos: quando as pessoas são um livro aberto – ou estão abertas dentro de um livro. Não fiz Medicina, mas uma aula de Administração na Federal era mais assim do que assim.

Para o texto completo e fascinante da exposição (em inglês), clique aqui.