02 de Maio de 2011

O ateísmo lúcido de Lovecraft

Fé e Crença

Meu professor de redação H. P. Lovecraft, de quem herdei o vício de abusar de adjetivos, era um ateu convicto, ocasionalmente militante. A mesma convicção materialista que o fez eliminar dos seus contos de terror qualquer traço do sobrenatural levou-o a duvidar de todas as manifestações tradicionais de religião. Sua histórias não são povoadas por vampiros, fantasmas ou assombrações, e pelo mesmo motivo no seu universo não há espaço para Deus ou para intervenções sobrenaturais1. Tudo no cosmos é gerado pelo acaso, e este domado apenas pelas leis cegas da física. No grande contexto do universo, a vida orgânica na terra não passa de “um acidente minúsculo e temporário”, sendo a própria humanidade “um acidente ainda menor e mais temporário”.

Essas convicções, mais ou menos populares hoje em dia, estavam longe de serem comuns na década de 1930, a última do autor. Acho particularmente notável, no entanto, que a grande reserva que Lovecraft encontrou para apresentar contra o cristianismo não foi o fato de a fé cristã pressupor um universo sobrenatural que contrariava sua visão de mundo materialista. Sua indignação era ao mesmo tempo mais profunda e mais lúcida2:

O cristianismo não tem como ser levado a sério. É ingênuo e anticientífico culpar o mundo por não se conformar a ele – visto que se trata de uma ilusão quimérica e poética totalmente alienígena à natureza humana. [O cristianismo] é absurdo, porque nenhuma raça ou nação poderia (ou deveria) jamais chegar a conformar-se a ele.

E basta este trecho para Lovecraft se mostrar mais agudo e inclemente do que Richard Dawkins ou qualquer outro ateu militante da nova geração. Em particular, Lovecraft enxerga que o cristianismo é uma ameaça para o conceito de raças e nações justamente por propor um ideal elevado demais, um sonho de fraternidade aparentemente impraticável e “totalmente alienígena à natureza humana”.

Ao contrário dos ateus militantes contemporâneos, ele sabe avaliar o verdadeiro peso do seu adversário. Para Dawkins, o cristianismo é uma ameaça à civilização por ser uma religião como as outras; para Lovecraft, é uma ameaça justamente por não ser uma religião, já que as religiões tendem a apoiar e legitimar o estado de coisas. Para Dawkins o cristianismo é um risco perene porque recusa-se a reconhecer a natureza última da realidade; para Lovecraft, ele é um risco porque sonha teimosamente poder alterá-la. Para Dawkins, o cristianismo é uma ameaça por patrocinar a injustiça; para Lovecraft, é uma ameaça por sonhar uma justiça excessiva: por ser uma intransigente ingenuidade e uma declarada insensatez, uma poesia que pode transtornar o mundo se raças e nações não resistirem ao apelo evangélico de conformarem-se a ela. Para Dawkins o escândalo está em, diante de todas as evidências, o cristianismo recusar-se a reconhecer que não há céu; para Lovecraft está em, diante de todas as improbabilidades, o cristianismo insistir em implantá-lo na terra.

Dos dois, só Lovecraft sabe do que está falando.

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Wells encontra Jesus

NOTAS
  1. “O que posso dizer é que acho tremendamente improvável que exista qualquer coisa como uma vontade cósmica centralizada, um mundo espiritual ou a sobrevivência eterna da personalidade.” Carta de 16 de agosto de 1932 a Robert. E. Howard. []
  2. Carta de 14 de dezembro de 1932 a Elizabeth Toldridge. []
08 de Março de 2011

O gentil martírio dos desconversos

Manuscritos

Não teve por usurpação ser igual a Deus – ao contrário, aniquilou-se a si mesmo.
Filipenses 2:6,7

 

Que o ocidente encontra-se em franco processo de secularização a ninguém ocorreria negar. Cada dia se levanta e encontra Deus mais distante do centro do palco, onde uma vez incontestavelmente esteve. Menos gente se considera religiosa, menos gente acredita em Deus, menos gente fala com ele. Menos gente se mostra disposta a moldar o seu comportamento diante da ameaça do inferno e do pecado; menos gente acredita em milagres, menos gente os espera e os pede. Há menos orações públicas, menos crucifixos nas paredes, menos menções a alguma divindade na festa de entrega do Oscar. Menos gente recorre a Deus para prover ajuda, e mais gente duvida que Deus seja capaz de prover qualquer ajuda.

Porém, entre os que ainda creem, há uma linha de pensamento1 para a qual a secularização do mundo não representa uma vitória de Satanás e o lamentável afastamento da humanidade da promessa da salvação e dos exigentíssimos ideais do evangelho. Muito pelo contrário: o radical escanteamento de Deus, sua paulatina retirada do palco dos acontecimentos e das decisões, não deveriam ser encarados como derrota ou como ameaça, mas como a necessária consequência e a execução final daquele que era seu plano desde o começo. O divino afastamento seria o último e definitivo passo no processo de kenosis – o sacro esvaziamento vaticinado por Paulo no segundo capítulo da carta aos Filipenses e formidavelmente corporificado em Jesus.

Os cristãos, em especial os de matiz evangélico, costumam tomar por diretriz – sem de fato ponderar as implicações da coisa – que o planeta só deverá ser considerado realmente salvo quando todos sobre ele se mostrarem devidamente religiosos. Só diante da conversão completa, só depois que a religião ocupar cada espaço da vida, e em cada um, a boa nova do Reino será vitoriosa e seus arautos poderão descansar. Porém são cada vez mais numerosos os que acreditam encontrar, na Bíblia e na tradição, ampla evidência do contrário: só num mundo em que Deus não precise mais ser ensinado ou mencionado a sua boa nova se mostrará finalmente vitoriosa, finalmente relevante.

Ora, ambos os testamentos sonham com um momento em que a lei estaria gravada não em regras escritas mas nas tábuas do coração, um momento em que Deus seria adorado não em ritos ou palavras, não neste lugar de adoração ou naquele, mas em espírito – isto é, de verdade e na vida real. Apocalipse fala de uma Nova Jerusalém em que não haverá templo, e Bonhoeffer entreviu num fulgor que o cegava a aurora do cristianismo secular. Diante de tonalidade subversiva do Novo Testamento – que enxerga a cruz como vitória, que sustenta absurdamente que para ser grande é preciso ser o menor, e que insiste que Jesus deve estar ausente para que seu espírito esteja presente, – não é inconcebível que a morte de Deus no nosso mundo, aquela proclamada por Nietzsche, represente na verdade a sua incontornável vitória. Talvez a divindade seja humilde o bastante para sonhar com o momento em que será finalmente desnecessária; talvez seja magnânima o bastante para colocá-lo em prática.

Em outras palavras, o afastamento de Deus em palavras e rituais pode representar (ou ser requerimento para) a gradual assimilação de seu espírito por parte da humanidade. Se for assim, a secularização deve ser interpretada como a culminação de um processo apenas iniciado na Encarnação e na descida do Espírito. Quem sabe seja precisamente isso o que devamos entender em vertigens como “onde há o espírito de Jesus há liberdade” e “não os chamo mais de servos, mas de amigos”. É Jesus entendido com o arauto de uma formidável era na qual Deus não deseja ser servido; uma era na qual Deus não quer seguidores oficiais como o sacerdote e o levita, só quer amigos como o bom samaritano.

Se menciono o assunto, que requer melhor exposição e melhor defesa do que acabei de prover, é porque a coisa veio-me em mente enquanto pensava em dois caríssimos amigos que tomaram recentemente um passo semelhante de secularização. Os dois não se conhecem, mas em outro tempo trilhei com os dois o caminho cheio de recompensas do ativismo religioso. O que têm em comum, além desse espaço compartilhado na minha gratidão, é que no decorrer do último ano ambos encontraram espaço para me confessar – sem proselitismo, sem rancor e com toda a gentileza – que abriram mão não só dos confortos da igreja institucional, mas também os da crença na existência de Deus.

Em ambos os casos essa revelação representou um momento de infinita ternura; poucas vezes experimentei com essa inteireza a amizade, o amor e a comunhão com outro ser humano. Em especial, o instante foi pontuado pela singela graça do retrospecto e da antecipação: o fato de conhecer por experiência a integridade e o amor dessa gente, e a enormidade de saber que nada mudaria em sua postura a despeito da confissão de que haviam me achado digno.

A última vez que meu coração se enchera de ternura semelhante tinha sido diante da recatada conversão de Shayllon Marinho, que antes de dobrar-se à persuasão de Jesus era o mais cavalheiresco, articulado e gentil dos ateus militantes da internet brasileira – e que quando falamos pela última vez tivera apenas a porção ateu militante eliminada do seu caráter. Lembro ter sorrido sozinho ao concluir que Shayllon era figura tão evidentemente grande que nem mesmo o fato de estar tornando-se crente seria capaz de corrompê-lo.

A contradição – aparente contradição – está em que meus dois amigos moveram-se recentemente para longe da crença em Deus pelo mesmo motivo que levou Shayllon a mover-se em direção a ela: a irresistível influência da pessoa de Jesus.

Porque Jesus, debaixo de cuja sombra viveram a maior parte da vida, aparentemente acabou ensinando a meus dois amigos a mais libertadora e terrível das lições, a de que Deus é amor – é apenas e literalmente amor, – e que o amor não exige recompensa e não a espera. Se a prática da virtude depende da eterna vigilância e da promessa do céu, não é de fato virtude. Quem faz o bem esperando recompensa já recebeu, como diria o próprio Jesus, a sua recompensa. Os pecadores, afinal de contas, fazem o mesmo.

Em sua assustadora consistência pessoal, ambos aparentemente não encontraram alternativa de integridade além de recuar do espaço confortável da certeza da recompensa. Abraçaram, a seu modo, as assombrosas implicações do sacro esvaziamento, a kenosis.

Essa noção de recato como exibição de genuíno heroísmo cristão já havia sido, como todas as coisas, antecipada na literatura. Está presente, por exemplo, na conclusão do Três versões de Judas de Borges, em que o Salvador, recusando-se a assumir os méritos tão evidentes de Jesus de Nazaré, prefere aniquilar-se a si mesmo, “não tendo por usurpação ser igual a Deus”. Ao rebaixar-se à humanidade, Deus escolhe levar o princípio da encarnação às últimas consequências e abraça completas rejeição, incompreensão e ignomínia: escolhe ser Judas Escariotes.

O mesmo movimento de divino recuo está, de forma ainda mais singela e pungente, apresentado em São Manuel Bueno, Mártir, última obra de Miguel de Unamuno, à qual conduziu-me, com medidas iguais de inclemência e graça, o Alessandro Rodrigues Rocha. Manuel Bueno é a história desiludida (pelo menos na superfície) e avassaladoramente terna de um pároco de aldeia que deixa de acreditar em Deus mas escolhe não revelá-lo a ninguém, continuando a cuidar de suas ovelhas com todo o carinho e a exercer suas funções sacerdotais exatamente como havia feito quando ainda tinha fé. O peso da parábola está em que Dom Manuel deixa de acreditar em Deus mas muito evidentemente não deixa de acreditar no amor: se não revela aos seus paroquianos a sua falta de fé é precisamente porque os ama, porque não quer arrancar deles o único conforto universal que lhes resta, o da religião. O paradoxo, que todo leitor da parábola acaba intuindo, está em que nada pode haver de mais cristão do que essa atitude. O sacerdote que abandonou o cristianismo da fé mas não abandonou o cristianismo do amor torna-se emblema genuíno da encarnação, e Dom Manuel Bueno passa a representar uma nova estirpe de mártir, uma que abre mão até mesmo da consagração e do espetáculo. Sendo que a palavra mártir vem da raiz grega para “testemunha”, na perseverante integridade e no divino recato dos desconversos Deus talvez encontre o seu definitivo testemunho.

Não há credulidade ou incredulidade que resista à história do martírio de Dom Manuel, porque ela acaba demonstrando sem escapatória que diante da prática do amor tanto a incredulidade quanto a crença dissolvem-se em nada. No nosso mundo desiludido, a missão cristã pode ter de ser reescrita em “Dê evidência da existência do amor de Deus; se necessário, creia nele”. Porque se Deus é amor, Deus incrivelmente é amor.

E de fato, não é contraditório ao espírito do evangelho supor que há mais alegria no céu por um ateu que coloca o amor em prática do que por noventa e nove cristãos que dançam e cantam ritualmente ao redor dele. Ou, para fazer justiça aos meus dois amigos que abriram mão do lenitivo de Deus, para os quais “alegria no céu” pode não ser encarada como verdadeiro mérito: há mais fidelidade ao espírito de Jesus em fazer o que é certo sem esperar recompensa do que em quem forçar-se à integridade só para garantir a própria sobrevivência no paraíso.

Um Deus que faz tudo novo não deixaria de apreciar devidamente esta reviravolta. O próprio Jesus achou necessário insistir que, na avaliação final daquele dia, na divisão entre cordeiros e bodes, a integridade e o mérito não serão encontrados naqueles que julgavam-se seus abalizados portadores.

O reino só se descreve em comparações e a boa nova pode ser mais complexa e inesperada do que dão a entender nossas mais sensatas formulações teológicas. Na verdade, para que se faça justiça à inquieta herança do Jesus dos evangelhos, tudo na nossa fé que nos oferece tranquilidade pode ter de ser corajosamente colocado de lado.

Esta, afinal de contas, é a boa nova que esclarece que não basta dizer “Senhor, senhor”. Este, afinal de contas, é o Deus que quer misericórdia e não sacrifício, o Deus que é amor e não ortodoxia. Este, afinal de contas, é o homem que explica que quem quiser preservar a sua vida irá perdê-la, e que quem estiver disposto a perdê-la irá recebê-la de volta. Não me parece injusto supor, como já fez meu amigo Ivan Volcov, que a todos caberá receber o que não esperam: a salvação e a glória, se existirem, talvez estejam reservadas precisamente para aqueles que abriram mão de esperar esses confortos.

Leia também:
A luta de Jesus pela independência (a sua)
Temor e fé

NOTAS
  1. Articulada, por exemplo, por Gianni Vattimo em Depois da Cristandade. []
24 de Dezembro de 2008

Qualquer um

Manuscritos

Outro dia o filho que não tenho, e que já é grandinho o bastante para fazer esse tipo de pergunta, perguntou-me, olhando para o mundo, se existe esperança.

Era época de Natal e ele queria que minha resposta o enchesse de inspiração e de bons sentimentos; uma resposta que o capacitasse a abraçar o futuro com olhos brilhantes e pés otimistas. Queria, em outras palavras, uma mensagem.

– Esta, meu filho, é uma resposta que palavras não podem dar – menti o menos que pude, e invoquei não sei de onde um sorriso.

Quando ele for mais velho direi que não, que não há qualquer esperança. Andaremos lado a lado por um caminho no meio da tarde e confessarei que não enxergo esperança no mundo, nas religiões e instituições e, ainda menos, em mim mesmo. Direi que as belas mensagens otimistas que os homens trocam em ocasiões solenes são distrações que não chegam nem de perto a alterar a dura malha da realidade. As pessoas não se tornarão mais generosas, menos mesquinhas e mais iluminadas, porque vivi quarenta anos e a cada dia me distancio mais, eu mesmo, desse ideal ilusório.

Ele me olhará nos olhos e, sem dizer nada, abrirá um meio sorriso, porque verá que, embora não exista esperança, embora eu esteja convicto de que não há, cultivo ainda assim alguma.

Se tudo der certo, com o passar dos anos ele aprenderá a guardar a esperança como eu: como quem tem vergonha de permanecer criança e continuar olhando com fascinação para a chama de uma vela que qualquer um pode apagar.

08 de Setembro de 2008

Com Deus, Sem Deus

Goiabas Roubadas

Não temos como avançar nessa questão [de servir a Cristo no mundo] até que abracemos radicalmente a idéia de uma existência “sem Deus” no mundo. Isto é, até que nos recusemos a abraçar qualquer ilusão de sermos capazes de agir “com Deus” no dia a dia do mundo. Essa ilusão nos desencaminha vez após outra, fazendo com que abandonemos a justificação e a graça, levando-nos a adotar uma devoção artificial e uma ética legalista, convencendo-nos a abrir mão de nossa liberdade em troca de uma espécie de servidão às avessas.

Theodor Litt, na entrada de 24 de janeiro de 1941 de seu diário, depois de uma conversa com Dietrich Bonhoeffer

A presente terra pode ser levada a sério em sua dignidade, sua glória, sua maldição.

Dietrich Bonhoeffer, em carta de 1940 a Theodor Litt

Um cristão é um bicho estranho. Quisera Deus fossemos todos bons pagãos que seguissem a lei natural – para não falar na lei de Cristo.

Martinho Lutero, citado por Theodor Litt num cartão postal a Bonhoeffer, pouco antes de Bonhoeffer ser preso pelo seu envolvimento numa conspiração contra Hitler

Leia também:
Como se Deus não existisse
A anulação da bondade
Além da submissão

19 de Dezembro de 2007

Darwin ama você

Fé e Crença

Fé é não querer saber a verdade. — Friedrich Nietzsche

Afirmo que nós dois somos ateus; eu apenas creio em menos deuses do que você. Quando você entender porque não leva a sério todos os outros deuses, vai entender porque não levo a sério o seu. — Stephen Roberts

Com ou sem religião ainda haveria gente boa fazendo coisas boas e gente má fazendo coisas más. Para gente boa fazer coisas más é preciso religião. — Steven Weinberg

Não acredito em Deus. Meu deus é o patriotismo. Ensine cada homem a ser um bom cidadão e está resolvido o problema da vida. — Andrew Carnegie

Todo homem pensante é ateu. — Ernest Hemingway

A religião cria o tipo mais útil de escravos: os que pensam que são livres. — Paul Hampson

Não é que eu não goste de Deus; é o fã-clube dele que eu não suporto. — K. Lindberg

O fato de um crente ser mais feliz do que um ateu não prova mais do que um bêbado ser mais feliz do que um homem sóbrio. — George Bernard Shaw

Diga o que quiser sobre o doce milagre da fé que nada questiona, considero a capacidade para ela aterrorizadora e absolutamente vil. — Kurt Vonnegut

O homem não será livre até que o último rei seja estrangulado nas tripas do último padre. — Denis Diderot

Basta falar em termos de alocação de recursos, a religião não é muito eficiente. Há muita outra coisa que eu poderia fazer num domingo de manhã. — Bill Gates

A coisa toda é tão patentemente infantil, tão alheia à realidade, que qualquer amigo da humanidade sofre em pensar que a grande maioria dos mortais jamais será capaz de alçar-se além dessa visão de vida. — Sigmund Freud

A religião é tida pelo povo comum como verdadeira, pelos sábios como falsa e pelos governantes como útil. — Edward Gibbon

A igreja diz que a terra é plana, mas sei que ela é redonda porque já vi a sombra da lua, e tenho mais fé numa sombra do que na igreja. — Ferdinand Magellan

Não só Deus não existe, mas tente encontrar um encanador num final de semana. — Woody Allen

A Bíblia é provavelmente o livro mais genocida do cânone literário. — Noam Chomsky

Quando você pensa bem esse é um tremendo golpe, acreditar em alguma coisa agora em troca de algo depois da morte. Nem as corporações, com seus sistemas de recompensa, ousam deixar a coisa póstuma. — Gloria Steinem

E se houvesse um Deus, acho pouco provável que ele fosse vaidoso ao ponto de se ofender com quem duvidasse da sua existência. — Bertrand Russell

Não ore na minha escola e prometo que não vou pensar na sua igreja. — Autor desconhecido

Não é possível convencer um crente do que quer que seja, pois sua fé não é baseada em evidência, mas numa profundamente enraizada necessidade de acreditar. — Carl Sagan

Os homens raramente (se é que chegaram a fazê-lo) conseguiram conceber um Deus superior a eles mesmos. A maior parte dos deuses têm a postura e a moralidade de uma criança mimada. — Robert A. Heinlein

A confiança natural com que sei que a religião dos outros é tolice me ensina a suspeitar também da minha. — Mark Twain

Pessoas que não querem que riam das suas crenças não deveriam ter crenças tão engraçadas. — Autor desconhecido

Desconfio dessa gente que sabe tão bem o que Deus quer que eles façam, porque percebo sempre que coincide com seus próprios desejos. — Susan B. Anthony

A fé não lhe dá respostas, ela apenas faz você parar de fazer as perguntas. — Frater Ravus

A presença dos que buscam a verdade é preferível à dos que pensam que a encontraram. — Terry Pratchett

Deus é um comediante apresentando-se para um público apavorado demais para rir. — Voltaire

A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que está lendo. — Robert G. Ingersoll

A essência do cristianismo está na história do Jardim do Éden: o fruto proibido estava na árvore do conhecimento. Ou seja, todo o sofrimento que você está experimentando é porque quis saber o que está acontecendo. — Frank Zappa

O cristianismo não veio com novas de grande alegria, mas com uma mensagem de eterna dor. Veio com a ameaça de tortura nos lábios; representou guerra na terra e perdição depois dela. — Robert G. Ingersoll

Se você acabou vivendo uma vida miserável e tediosa porque ouviu sua mãe, seu pai, seu professor, seu padre ou algum cara na televisão gritando como você deveria viver, então putz – você merece. — Frank Zappa

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras. — Frierich Nietzsche

Se todas as religiões exclusivas estão certas e todo o resto do mundo está errado, não é que todo mundo está errado? — Kozy

Na natureza não há recompensas nem punições, há conseqüências. — Robert G. Ingersoll

Somos todos ateus com relação à maior parte dos deuses nos quais as sociedades já creram. Alguns de nós só vão um deus mais longe. — Richard Dawkins

Fé é acreditar naquilo que você sabe que não é assim. — Mark Twain

É difícil libertar tolos das cadeias que reverenciam. — Voltaire

Puritanismo é o temor recorrente de que alguém, em algum lugar, seja feliz. — H. L. Mencken

Quão difícil seria para 11 homens enforcar um traidor, mover uma pedra, remover um corpo e recolocar a mencionada pedra num período de três dias? — Cogito

Quem acredita em Deus nunca deve reclamar, não importa o que aconteça no mundo, porque nada acontece sem que seja a vontade do Todo-Poderoso. Por isso se eu quebrar a sua cabeça e matar a sua família, a culpa não é minha. Deus me mandou. — Suresh

Inferno seria passar a eternidade no céu com aqueles que têm certeza que vão para lá. — Ed Martin

Todo primata tem dificuldade em imaginar um universo que não seja governado por um macho alfa. — Autor desconhecido

A Bíblia está cheia de marcas digitais, e nenhuma tem o tamanho de Deus. — Autor desconhecido

Daqui a mil anos seremos todos ateus, ou não seremos mais. — Rich Rodriguez

Deus deveria ser executado por crimes contra a humanidade. — Bryan Emmanuel Gutierrez

Eu jamais morreria pelas minhas crenças, porque eu poderia estar errado. — Bertrand Russell

Se você for um verdadeiro buscador da verdade será necessário haver pelo menos um momento da sua vida em que você duvide de todas as coisas. — René Descartes

Não tenho medo da morte. Estive morto por bilhões e bilhões de anos antes de nascer, e isso não me causou o menor inconveniente. — Mark Twain

O sinal mais certo de que existe vida inteligente em outros lugares do universo é que nenhuma tentou entrar em contato conosco. — Bill Watterson

Se Deus não existisse seria preciso inventá-lo. — Voltaire

Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho unigênito, para que todo aquele que nele crê fosse capaz de acreditar em qualquer coisa. — Autor desconhecido

Diz o tolo em seu coração: “não há Deus”. O sábio o diz ao mundo inteiro. — Autor desconhecido

Darwin ama você. — Adesivo de automóvel

Se Deus existe, espero que tenha uma boa desculpa. — Woody Allen

Tiradas em grande parte daqui.