Batman, Sócrates e Jesus:
buscai primeiro a sua justiça

Nunca deixe Sócrates perguntar ao Batman o que é justo

Um dos motivos pelos quais sou 100% impermeável ao apelo dos quadrinhos e filmes de super-herói é que a obsessão norte-americana com a justiça não faz qualquer sentido para um sujeito nas minhas latitudes. As narrativas de super-herói são ensaios e variações na sondagem dos extremos da aplicação da justiça, e o sertanejo/letão/italiano dentro de mim não consegue conceber exercício mais almofadinha e mais maçante.

Os uniformes e narrativas de origem mudam, mas o arcabouço é o mesmo: o super-herói é compelido a agir porque tem despertado o seu senso de justiça, e este é despertado quando ele entende que a justiça tradicional Continue lendo →

Os usos políticos do ateísmo: o capitalismo é o preço da paz

Houve tempo em que o principal método para se justificar o uso da violência era alegando-se o direito divino dos governantes. Nos nossos dias, para substituir as obsoletas justificativas religiosas inventaram-se outras. Essas novas justificativas são tão inadequadas quanto as antigas, mas sendo novas a maioria das pessoas não consegue perceber de imediato a sua futilidade.
Leon Tolstoi em Carta a um hindu (1908)

 

O ateísmo não é reacionário por natureza ou por tradição. É o contrário: pela inclemência do seu ponto de vista, os ateus estiveram por milênios entre os críticos mais lúcidos e articulados da cultura e da sociedade, Continue lendo →


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