Manuscritos estocados sob a rubrica 'Livros'
28 de Setembro de 2009

Em Seis Passos: O LIVRO

Livros

Agora sim: Em 6 passos o que faria Jesus foi lançado em setembro de 2009 pelos impenitentes da Garimpo EditorialSe não encontrar o livro na livraria mais suspeita ou mais próxima, você pode comprá-lo online no sáite da Garimpo.

O último capítulo, que deve amarrar todo o conteúdo anterior (para quem acha esse tipo de coisa necessária), estará disponível apenas na edição em papel; chama-se Além da memória e foi instigado por uma sacada do insubmisso Rondinelly Gomes de Medeiros.

O livro não tem capa, mas com conteúdo tão precário quem precisa dessas definitudes? Partamos sem entraves para as entranhas.

25 de Maio de 2009

Uma história

Livros

Contada pelo Tuco da Trilha. Clique para ler.

18 de Abril de 2009

Bluteau redefine a internet

Gírias e Falares, Grandes Navegações, Livros

O formidável dicionário de Raphael Bluteau, escrito entre 1712 e 1728, pode ser agora consultado na íntegra pela internet. Basta visitar esta página dos Instituto de Estudos Brasileiros da USP, e na coluna da esquerda escolher o link Vocabulario Portuguez. Para ler minha recomendação original à obra de Bluteau, clique aqui.

Bluteau na internet
Bluteau, o magnífico

30 de Março de 2009

Vara de condão

Brasil, Livros

O Brasil é a terra matriz da natureza e do mundo das fadas, terra da fantasia e da insensatez, da anarquia, da especulação, terra de macacos, frades e mulatos, o estado imperial de um arlequim de traje multicor, que com sua vara de condão transforma ouro em papel, pão em pedra, homens em animais, e que, na velha pantomima Juca, o macaco brasileiro, mostra sua ascendência sobre súditos quadrúpedes.

Carl Seidler, Dez anos no Brasil (1835)

O texto integral de Dez anos no Brasil (título original Zehn jahre in Brasilien), saborosa confissão de um mercenário alemão que visitou a terra no início do século XIX e odiou rigorosamente tudo que viu, está disponível na página da série O Brasil visto por estrangeiros da Biblioteca Digital do Senado Brasileiro. O texto está em formato pdf: para ler é preciso ter instalado no seu navegador o Acrobat Reader. A leitura é um pouco truncada, visto que é preciso ler/baixar um capítulo de cada vez. Uma versão mais antiga, mas completa, pode ser subtraída das prateleiras digitais do armazém archive.org. Se você prefere o cheiro de livro antigo e a sensualidade do papel e da impressão, pode fazer como eu e comprar um exemplar usado.

Morda-se de inveja, Diogo Mainardi.

16 de Novembro de 2008

A cidade e a memória

Livros

Inutilmente, magnanimo Kublai, tenterò di descriverti la città di Zaira dagli alti bastioni. Potrei dirti di quanti gradini sono le vie fatte a scale, di che sesto gli archi dei porticati, di quali lamine di zinco sono ricoperti i tetti; ma so già che sarebbe come non dirti nulla. Non di questo è fatta la città, ma di relazioni tra le misure del suo spazio e gli avvenimenti del suo passato: la distanza dal suolo d’un lampione e i piedi penzolanti d’un usurpatore impiccato; il filo teso dal lampione alla ringhiera di fronte e i festoni che impavesano il percorso del corteo nuziale della regina; l’altezza di quella ringhiera e il salto dell’adultero che la scavalca all’alba; l’inclinazione d’una grondaia e l’incedervi d’un gatto che si infila nella stessa finestra; la linea di tiro della nave cannoniera apparsa all’improvviso dietro il capo e la bomba che distrugge la grondaia; gli strappi delle reti da pesca e i tre vecchi che seduti sul molo a rammendare le reti si raccontano per la centesima volta la storia della cannoniera dell’usurpatore, che si dice fosse un figlio adulterino della regina, abbandonato in fasce lì sul molo.

Di quest’onda che rifluisce dai ricordi la città s’imbeve come una spugna e si dilata. Una descrizione di Zaira quale è oggi dovrebbe contenere tutto il passato di Zaira. Ma la città non dice il suo passato, lo contiene come le linee d’una mano, scritto negli spigoli delle vie, nelle griglie delle finestre, negli scorrimano delle scale, nelle antenne dei parafulmini, nelle aste delle bandiere, ogni segmento rigato a sua volta di graffi, seghettature, intagli, svirgole.

Italo Calvino, Le Città Invisibili