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	<title>A Bacia das Almas &#187; The Net</title>
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	<description>Onde as ideias não descansam</description>
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		<title>Como escrever como o Paulo Brabo</title>
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		<pubDate>Tue, 11 Jan 2011 13:09:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gírias e Falares]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[humor]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrevendo sobre teologia e outras coisas sem grande importância, o impertinente (e mineiro, como se houvesse diferença1) Rogerio Brandão revelou sem querer cinco dos sete segredos que compõem o meu estilo. Seguindo esses cinco passos muito simples você alcançará rejeição imediata na terra, etc. Apresente-se como “principal dos pecadores” usando termos marcantes. Ex: patife, canalha, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrevendo sobre teologia e outras coisas sem grande importância, o impertinente (e mineiro, como se houvesse diferença<sup><a href="http://www.baciadasalmas.com/2011/como-escrever-como-o-paulo-brabo/#footnote_0_2466" id="identifier_0_2466" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Este &eacute;, naturalmente, o oitavo segredo: apresente duas coisas diferentes e depois finja acreditar que s&atilde;o uma mesma. E este &eacute; tamb&eacute;m o nono: apresente uma conclus&atilde;o arbitr&aacute;ria e emoldure-a com um &amp;#8220;naturalmente&amp;#8221;, de modo a gerar perplexidade universal.">1</a></sup>) <a href="http://teologia-livre.blogspot.com">Rogerio Brandão</a> revelou sem querer cinco dos sete segredos que compõem o meu estilo. Seguindo esses cinco passos muito simples você alcançará rejeição imediata na terra, etc.</p>
<ol>
<li>Apresente-se como “principal dos pecadores” usando termos marcantes. Ex: <em>patife, canalha, farsa, maltrapilho</em>, etc.</li>
<li>Vincule o Evangelho e escritos sacros com expressões fortes que são normalmente usadas para coisas “profanas”. Ex: <em>rebeldia do Reino, subversão de Jesus, sensualidade da mensagem, transgredir para o bem</em>.</li>
<li>Use, de igual modo, termos chocantes e metafóricos para destacar ideias principais. Ex: <em>prenhe de esperanças, parir escritos, beijar a ferida aberta pelo própria pena</em>.</li>
<li>Procure roubar termos da literatura e das ciências literárias. O pior deles ainda é: <em>O protagonista</em>.</li>
<li>Esbanje advérbios ou adjetivos (ou a união dos dois) para deixar claro o modo, a forma e a intensidade do que você quer dizer. Lembre-se sempre de uma contradição de sentidos. Ex. <em>desesperadamente correto, constrangedoramente lúcido, lucidamente constrangedor, vivendo absurdamente na linha do possível.</em> </li>
</ol>
<p align="right"><small><strong>Rogério Brandão</strong>, em <a href="http://teologia-livre.blogspot.com/2011/01/being-paulo-brabo.html">Being Paulo Brabo</a></small></p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug057.gif"></p>
<b><small>NOTAS</small></b><ol class="footnotes"><li id="footnote_0_2466" class="footnote">Este é, naturalmente, o oitavo segredo: apresente duas coisas diferentes e depois finja acreditar que são uma mesma. E este é também o nono: apresente uma conclusão arbitrária e emoldure-a com um &#8220;naturalmente&#8221;, de modo a gerar perplexidade universal.</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>Como efetivamente não me seguir</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Sep 2010 10:14:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Um impenitente abriu em meu nome uma conta no twitter &#8211; estou lá, como brabo_sp (sp?), com fotografia, endereço e tudo &#8211; e já tenho seguidores sem que seja eu mesmo a estar guiando. Não me incomoda tanto a apropriação da imagem, porque eu mesmo me aproprio constantemente da minha e da de alguns outros, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um impenitente abriu em meu nome uma conta no twitter &#8211; estou lá, como <a href="http://twitter.com/brabo_sp">brabo_sp</a> (sp?), com fotografia, endereço e tudo &#8211; e já tenho seguidores sem que seja eu mesmo a estar guiando.</p>
<p>Não me incomoda tanto a apropriação da imagem, porque eu mesmo me aproprio constantemente da minha e da de alguns outros, mas é no mínimo curioso ver alguém fazendo em meu nome o que eu jamais faria e me apresentando como eu jamais me apresentaria. Aparentemente não há escapatória: o que eu não quero, isso faço, e o infortúnio dessa contradição se infiltra na realidade mesmo quando tomo todas as providências para evitá-lo.</p>
<p>Deixe-me atestar, então, muito candidamente, que não sou eu. Não sei quem está falando e não sei quem está ouvindo. Como já disse a quem perguntou, minha religião não me permite ter uma conta no twitter, e sinto-me grandemente bem-aventurado por essa graça, além de manter-me inteiramente disposto a dividi-la.</p>
<p>Portanto, se você quiser <em>não me seguir</em> ao mesmo tempo em que dá ao mundo e a si mesmo a impressão de que está me seguindo, vai encontrar um simulacro de mim no twitter, dizendo coisas que eu aparentemente já disse. Para efetivamente me seguir, basta não me seguir &#8211; em grande parte porque não sou eu quem você pensa que está seguindo.</p>
<p>Deve haver alguma lição nisso tudo.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug010.gif"></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/os-rumores-a-seu-respeito/">Os rumores a seu respeito</a><br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/nao-me-sigam/">Não me sigam</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Una confesión necesaria</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Aug 2010 05:02:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[El otro día un cristiano, alterado por la precariedad de mi profesión de fe, me llevó a un rincón y me pidió que admitiera de una vez por todas si creo en el cielo y el infierno, la resurrección y la naturaleza dual, en el cielo y en el lago fuego, en la divinidad de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>El otro día un cristiano, alterado por la precariedad de mi profesión de fe, me llevó a un rincón y me pidió que admitiera de una vez por todas si creo en el cielo y el infierno, la resurrección y la naturaleza dual, en el cielo y en el lago fuego, en la divinidad de Cristo y el nacimiento virginal, en la Trinidad y la creación en siete días, en el regreso de Cristo en las nubes y el Armagedón, en el Anticristo y los cuatro jinetes, en los milagros de Jesús y las plagas de Egipto, en el juicio y la vida eterna.</p>
<p>La respuesta ya la tenía lista, y no se asombre de verme usándola nuevamente:</p>
<p>&#8211; Conozco gente mucho mejor que yo &#8211; dije &#8211; que cree en cosas mucho peores.</p>
<p align="right"><small><a href="http://www.baciadasalmas.com/2009/uma-confissao-necessaria/">Este meu texto</a>,<br />
vertido por <a href="http://sospechandorumbos.blogspot.com/2010/08/pero-crees-en.html">Héctor Moreno</a></small></p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug027.gif"></p>
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		<title>Brabo em castelhano</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Jan 2010 11:19:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fé e Crença]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[La intolerancia religiosa ha de ser tan antigua propia­mente como la idea de religión. Pero el dudoso mérito de los cristianos (a partir de ahora uso el término “cristianos” en su peor acepción, que es también la única acepción) es la de haber refinado el concepto de intolerancia religiosa asociándolo alternativa­mente a la esclavitud, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>La intolerancia religiosa ha de ser tan antigua propia­mente como la idea de religión. Pero el dudoso mérito de los cristianos (a partir de ahora uso el término “cristianos” en su peor acepción, que es también la única acepción) es la de haber refinado el concepto de intolerancia religiosa asociándolo alternativa­mente a la esclavitud, a la tortura y a la muerte en gran escala.</p></blockquote>
<p><a href="http://monjaguerrillera.com/tag/paulo-brabo/"> <img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2010/bits/santo-paulo-copia.jpg" title="Lo que Ha­ría Jesús en Seis Pasos" border=0 class="alignright" /></a></p>
<p>A impenitentíssima e incansável <a href="http://monjaguerrillera.com">Monja Guerrillera</a>, que tem dado meritório e abundante testemunho de sua fidelidade ao <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/1-viva-a-intolerancia/">Primeiro Passo</a>, está (com minha conivência e de seu posto monacal no <em>Monte dos Eucaliptos</em><sup><a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/brabo-em-castelhano/#footnote_0_2176" id="identifier_0_2176" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="Uma por&ccedil;&atilde;o a&eacute;rea, alada e imagin&aacute;ria da grande Buenos Aires.">1</a></sup>), traduzindo meu panfleto <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/1-viva-a-intolerancia/">Em seis passos o que faria Jesus</a> para o idioma de Borges e de Cervantes.</p>
<p>A quem interessar possa cabe, portanto, recomendar e embarcar na leitura (a tradução está em andamento) de <a href="http://monjaguerrillera.com/tag/paulo-brabo/"><strong>Lo que Ha­ría Jesús en Seis Pasos</strong></a>.</p>
<p>Quanto a você, Gaby, este é o tipo de disciplina monástica que traz embutida em si sua própria punição; é o tipo de glória que traz em si sua própria vergonha. Apenas não nos cabe imaginar que nosso trabalho se verá concluído, ou que nossos sucessos devam ser capazes de nos prover qualquer conforto. Esta é a natureza da guerrilha, e seu único método.</p>
<p>A luta continua.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug015.gif"></p>
<b><small>NOTAS</small></b><ol class="footnotes"><li id="footnote_0_2176" class="footnote">Uma porção aérea, alada e imaginária da grande Buenos Aires.</li></ol>]]></content:encoded>
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		<title>O impronunciável</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 20:27:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas vezes as imagens falam, incrivelmente, mais do que as palavras. [Foto: Decio Figueiredo]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.deciofotografo.com.br/baciadasalmas/"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2009/lancamento-bacia.jpg" title="9 de dezembro de 2009" /></a></p>
<p>Algumas vezes as imagens falam, incrivelmente, mais do que as palavras.</p>
<p><small>[Foto: <a href="http://www.deciofotografo.com.br">Decio Figueiredo</a>]</small></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fortissimo</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Nov 2008 09:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>

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		<description><![CDATA[É Páolo, e não Paôlo. Tive de atravessar monti e mari para descobrir o verdadeiro nome do meu irmão meio toscano meio lombardo. Foi só no meu terceiro ou quarto dia na Toscana (chamávamos um ao outro de &#8220;mano&#8221;) que descobri que na Itália o nome Paolo não se pronuncia Paôlo, como dizemos comumente aqui, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É Páolo, e não Paôlo.</p>
<p>Tive de atravessar <em>monti e mari</em> para descobrir o verdadeiro nome do meu irmão meio toscano meio lombardo. Foi só no meu terceiro ou quarto dia na Toscana (chamávamos um ao outro de &#8220;mano&#8221;) que descobri que na Itália o nome Paolo não se pronuncia Paôlo, como dizemos comumente aqui, mas <em>semplicemente</em> Páolo, que em tudo soa como o nosso Paulo (da mesma forma, &#8220;Paola&#8221; pronuncia-se italianamente Páola, não Paôla).</p>
<p>Essa descoberta de um nome secreto que é um reflexo ignorado de meu próprio (<em>il nome mio nessun saprà</em>, já profetizava <em>Nessun Dorma</em>) é emblema suficiente da minha sacrossanta peregrinação ao Velho Mundo na figura da Itália.</p>
<p>Sobre a viagem em si nada tenho a dizer que possa ser expresso em palavras. Terá de bastar dizer que estive em lugares em que &#8220;milenar&#8221; não é uma metáfora; que beijei com os lábios e pés descalços as ruas de Dante, as <em>logge</em> de Florença e as pontes da Toscana; que meus olhos pousaram nus sobre o vivo pé esquerdo de David, sobre os vertiginosos <em>prigioni</em> de Michelangelo e sobre as expressões surrealmente contemporâneas de Masaccio; que maravilhei com a Pisa pré-cristã, pisei descalço o monumento aos pracinhas brasileiros em Pistóia e chorei na igreja onde foi sepultada Beatriz.</p>
<p>Não será inacurado dizer que não retornei dessa viagem à Itália. Fui irremediavelmente transformado pelo peso da história, pela variedade da criação, pela generosidade das pessoas. Não sou mais quem era, e portanto nada mais será como era. <em>Il colpo è fatto</em>.</p>
<p>Minha gratidão a Hélio Rotth Cantos, o Caronte às avessas que transportou-me do Inferno à Mansão dos Vivos, e a Paolo, o Virgílio que mostrou-me nela as réstias muito claras do Paraíso. <em>Lasciate ogni speranza</em>, vós que amigos não tendes.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Em cores</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Jun 2008 14:19:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Ricardo Oliveira, jornalista de cultura e Irmão Comédia, em sua passagem pelo Monastério semana passada. &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo Oliveira, <a href="http://diversita.blogspot.com/">jornalista de cultura</a> e Irmão Comédia, em sua passagem pelo Monastério semana passada.</p>
<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/3157339/view-large?"><img src="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/3157339/standard" title="Clique para ampliar"></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/3157340/view-large?"><img src="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/3157340/standard" title="Clique para ampliar"></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>15 minutos de infâmia</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Apr 2008 09:44:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[> Insurreição mineira Impedidos antidemocraticamente de deixar as suas contribuições na Bacia, um punhado de revolucionários, liderados por um mineiro alemão, estão cometendo comentários sobre as postagens da Bacia numa comunidade rebelde do orkut (!). Informamos que esses insurretos serão acionados e perseguidos por todos os meios legais até a eliminação total. Toda resistência é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>> Insurreição mineira</strong><br />
Impedidos antidemocraticamente de deixar as suas <a href="http://www.baciadasalmas.com/2008/10-coisas-que-voce-pode-nao-saber-sobre-a-bacia">contribuições na Bacia</a>, um punhado de revolucionários, liderados por um mineiro alemão, estão cometendo comentários sobre as postagens da Bacia numa <a href="http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=10124134">comunidade rebelde do orkut</a> (!). Informamos que esses insurretos serão acionados e perseguidos por todos os meios legais até a eliminação total. Toda resistência é futil.</p>
<p><strong>> Salvo engano, a novela</strong><br />
Informa-me a <a href="http://meumundoenadamaisevellyn.wordpress.com/2008/03/31/blogar-nao-e-brincadeira">Evellyn</a> que <a href="http://www.baciadasalmas.com/2008/ode-ao-pessimismo">um páragrafo</a> da Bacia foi citado em mais uma prova de língua portuguesa da Fundação Carlos Chagas. Anotação para mim mesmo: escrever mais sobre pessimismo, porque pode dar certo. <a href="http://www.scribd.com/full/2441520?access_key=key-2lu2o147plght1f05gge">Clique aqui</a> para ver a página inteira.</p>
<p><object codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" id="doc_128169390380218" name="doc_128169390380218" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle"	height="550" width="100%" ><param name="movie"	value="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441520&#038;access_key=key-2lu2o147plght1f05gge&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list"><param name="quality" value="high"><param name="play" value="true"><param name="loop" value="true"><param name="scale" value="showall"><param name="wmode" value="opaque"><param name="devicefont" value="false"><param name="bgcolor" value="#ffffff"><param name="menu" value="true"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><param name="salign" value=""><param name="mode" value="list"><embed src="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441520&#038;access_key=key-2lu2o147plght1f05gge&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" play="true" loop="true" scale="showall" wmode="opaque" devicefont="false" bgcolor="#ffffff" name="doc_128169390380218_object" menu="true" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" salign="" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" mode="list" height="550" width="100%"></embed></object></p>
<p><small>
<p align="center">Leia também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano/">Salvo engano</a><br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano-de-novo/">Salvo engano de novo</a><br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano-etc">Salvo engano, etc</a></p>
<p></small></p>
<p><strong>> Irmãos Komezia</strong><br />
Escreve-me <a href="http://www.atrilha.blogspot.com/">o Tuco</a> por email para contar que, ao fazer no oráculo do Google uma busca por imagens do escritor russo <strong>Dostoiévski</strong>, deparou-se com resultados inusitados. <a href="http://images.google.com.br/images?imgsz=xxlarge&#038;um=1&#038;hl=pt-BR&#038;q=dostoievski">Clique aqui</a> para fazer a mesma busca no Google e quem sabe encontrar a mesma coisa.</p>
<p><a href="http://images.google.com.br/images?imgsz=xxlarge&#038;um=1&#038;hl=pt-BR&#038;q=dostoievski">Imagens de Dostoiévski no Google</a></p>
<p>Se não encontrar nada que lhe pareça relevante, veja <a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2008/dostoievski-tuco.png">esta captura</a> da página de respostas do Google e encontre o Wally com <a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/auto-retrato-2/">esta</a>.</p>
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		<title>Tom Grando e o Resgate da Curicaca de Ouro</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2007 08:18:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[coreldraw]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu camarada Tom Grando, gente boníssima e força da natureza, está fazendo aniversário. O poster que fiz para marcar a data, que não é pequena: Leia também: O bolicho do Guartelá]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu camarada Tom Grando, gente boníssima e <a href="http://www.geoexperience.net">força da natureza</a>, está fazendo aniversário. O poster que fiz para marcar a data, que não é pequena:</p>
<p align="center"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2007/tom-grando-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2007/tom-grando.jpg" title="Clique para ampliar" /></a></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/o-bolicho-do-guartela">O bolicho do Guartelá</a></p>
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		<title>O bolicho do Guartelá</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jun 2007 02:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quase Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[A convite do agrônomo e empresário e cantante Alessandro Casagrande (que havia sido por sua vez convidado pelo Tom)&#160;passei 48 horas, entre sexta e domingo, acampado na&#160;fazenda/reserva Curucaca, nos campos&#160;que derramam-se escarpa&#160;abaixo no cânion do Guartelá (na estrada entre Castro e Tibagi). A&#160;reserva Curucaca é formidável propriedade&#160;do Tom e da Gi (e do Francisco, de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a title="Clique para ampliar" href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=541062164&amp;size=l" atomicselection="true"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1147/541062164_d0fa35584a_m.jpg"></a></p>
<p>A convite do agrônomo e empresário e cantante Alessandro Casagrande (que havia sido por sua vez convidado pelo Tom)&nbsp;passei 48 horas, entre sexta e domingo, acampado na&nbsp;fazenda/reserva Curucaca, nos campos&nbsp;que derramam-se escarpa&nbsp;abaixo no cânion do Guartelá (na estrada entre Castro e Tibagi).</p>
<p>A&nbsp;reserva <a href="http://www.flickr.com/photos/tags/curicaca/">Curucaca</a> é formidável propriedade&nbsp;do Tom e da Gi (e do Francisco, de três anos), que são&nbsp;biólogos e&nbsp;matutos&nbsp;e pessoas extraordinárias. Os dois receberam-nos com graça&nbsp;e&nbsp;exuberância, mantendo sempre um abraço&nbsp;à mão, uma piada na ponta da língua&nbsp;e&nbsp;muita comida na mesa. Compunham ainda o grupo a Dany (geneticista e líder de torcida),&nbsp;os italianos Enzo e Maria e seus filhos gêmeos Eva e Tiago &#8211; sem contar a Cuca, a impassível esfinge canina do Guartelá.</p>
<p><a title="Clique para ampliar" href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=541065366&amp;size=l" atomicselection="true"><img style="margin: 0px 0px 5px 5px" src="http://farm2.static.flickr.com/1014/541065366_788ab950dd_m.jpg" align="right"></a> Sou testemunha de que o&nbsp;Tom e a Gi chegam aos mais encantadores&nbsp;(e sensatos)&nbsp;extremos para preservar a fauna, a flora e a cultura local da região. Na fazenda Curucaca a eletricidade vem de uma bateria solar, a água límpida vem do banhado, as cervejas resfriam-se na nascente e&nbsp;a água quente vem da mangueira exposta ao sol do meio do dia (banho quente, <em>cari amici</em>,&nbsp;só entre as onze e as três da tarde). O banheiro é visitado por cobras venenosas que não ocorreria a ninguém expulsar, quanto mais matar, e o pequeno Francisco faz carinho sem qualquer&nbsp;intimidação em pererecas e répteis ápodes (sem patas, que parecem cobras. Um desses, que aparece na minha mão na fotografia, me mordeu, o bandidinho).</p>
<p>Porém a&nbsp;grande paixão do Tom e da Gi (e seu maior&nbsp;interesse do na região e na reserva) é preservar&nbsp;o que&nbsp;resta&nbsp;dos campos gerais, vegetação de estepe que já cobriu a maior parte do interior do Paraná, e de cuja cobertura original resta menos de um por cento. Explicou-me o Tom que um pequeno trecho de campos e banhado com a feição dos campos gerais fixam carbono C4, capturam a luz solar,&nbsp;retém e purificam&nbsp;água e&nbsp;emitem oxigênio na atmosfera de forma muitas vezes mais eficiente&nbsp;do que uma exuberante floresta tropical que ocupe a mesma superíficie. &#8220;Não é à toa que os quatro maiores rios do estado nascem nas regiãos dos campos&#8221;.
</p>
<p>O problema é que existem leis que limitam a exploração de florestas nativas, mas lei alguma regulamenta o uso dos campos no Brasil. As charmosas árvores da mata atlântica têm onde reclinar a cabeça, mas não as gramíneas, flores minúsculas, líquens&nbsp;e lobos-guarás das estepes e cerrados brasileiros. No Paraná, o que resta dos campos gerais dá cada vez mais lugar a pastos, plantações de soja e florestas comerciais de eucalipto e pinus, e o mesmo cenário repete-se no interior do Rio Grande do Sul. Quando o casal de biólogos chegou à região do Guartelá, na virada do milênio, a vegetação ao redor dos limites&nbsp;da&nbsp;Curucaca estava passavelmente preservada. Hoje o horizonte mudou: em virtualmente todas as propriedades vizinhas (com exceção do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Canyon_guartel%C3%A1">Parque do Guartelá</a>) o bege-savana dos campos foi substituído pelo verde pasteurizado das plantações de soja e pelo rubro das mudas eucalipto &#8211; plantas que, nem de longe, serão capazes de preservar os recursos de água, oxigênio e carbono da forma como faz o delicado ecossistema dos campos gerais.</p>
<p align="center"><a title="Clique para ampliar" href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=541066168&amp;size=l" atomicselection="true"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1140/541066168_e1a02650c6_m.jpg"></a> <br /><small>O novo horizonte do Guartelá:<br />a soja avançando sobre as estepes</small></p>
<p>É&nbsp;pela&nbsp;consciência&nbsp;da seriedade dessa situação que&nbsp;95% da área da fazenda Curucaca é mantida <em>radicalmente </em>intocada. Quando um vizinho perguntou se ele não temia ter nas mãos tanta terra &#8220;improdutiva&#8221;, o Tom respondeu exuberantemente e com acerto: &#8220;Como improdutiva? Eu produzo água! A água que <em>você bebe</em> vem da minha propriedade&#8221;. E mostrou-me os canos para comprovar que a água de um único&nbsp;banhado da Curucaca supre de água potável quatro outras propriedades ao redor.</p>
<p>Como preservar algo de que ninguém reconhece a importância? Uma liga de ambientalistas da qual o Tom é militante e porta-voz está lutando para fazer avançar um projeto que regulamenta a exploração dos campos, mas o lobby das indústrias conta com a dura eloqüência do patrocínio. O Tom e a Gi estão praticamente sozinhos nos seus esforços&nbsp;para salvar&nbsp;a Terra, mesmo sabendo que é quase certamente&nbsp;tarde demais.</p>
<h5>&#8220;TIRO DADO, BUGIO DEITADO.&#8221;</h5>
<p align="left">Gente que se entrega para salvar a humanidade continua, paradoxalmente, sendo gente, e tivemos um convívio adorável nos três dias e duas noites do acampamento.</p>
<p align="left">Abrimos a boca diante do céu estrelado, assamos carne maturada, molhamos pés e tornozelos na cachoeira; comemos pinhão assado na grelha, queijo derretido na frigideira com pão de milho, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guacamole">guacamole</a> sobre pão sírio assado pelo Tom na churrasqueira e&nbsp;bebemos café tropeiro, que é negro como a morte e é feito com água&nbsp;misturada diretamente&nbsp;no pó, acalmada&nbsp;com um tição ardente metido chaleira adentro. <a title="OLHA A COBRA! Clique para ampliar" href="http://www.flickr.com/photo_zoom.gne?id=541060740&amp;size=l" atomicselection="true"><img style="margin: 15px 15px 0px 0px" src="http://farm2.static.flickr.com/1111/541060740_ecc236de31_m.jpg" align="left"></a>Jogamos <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Truco">truco</a> e demos risada e xingamos saudavelmente uns aos outros, bebemos cerveja e vinho e caipirinha de limão vermelho e&nbsp;água puríssima; dei umas baforadas no cachimbo do Tom, que quando fumava imitava um preto velho e fazia ao mesmo tempo cara de Humphrey Bogart. No sábado a noite os italianos cozinharam e tivemos <em><a href="http://www.deliciousdays.com/archives/2006/11/08/orecchiette/">orechiette</a> </em>com brócolis e espaguete com <em><a href="http://it.wikipedia.org/wiki/Pesto">pesto</a>, </em>dos quais comi quatro pratos mais do que generosos. O Tom e o Alessandro, que formam juntos&nbsp;a dupla gaúcha nativista&nbsp;<em>Joaçaba e Jaborá, </em>conversavam um com o outro improvisando longos rosários de frases rimadas, testando para ver quem saía com a solução mais engraçada ou ultrajante; fizeram show ao vivo e repetiram à náusea o refrão do seu hit <em>O Bolicho do Qua-qua-qua </em>(&#8220;ÉÉÉÉé é o bolicho do qua-qua-quááá!&#8221; &#8211; do mesmo álbum: <em>Caminhos de sangue, </em>sobre os animais silvestres atropelados na rodovia e <em>Eucalipampa, </em>sobre a invasão do pampa gaúcho por florestas de eucaliptos). Ouvimos as aventuras de infância do&nbsp;Enzo na aldeia italiana cuja escola primária era um presídio reformado (com grades nas janelas!), contamos de caminhonetes desembestadas, facões letais, lagartas fedidas, barcos-voadores, espécies extintas e ditados raros (no topo da lista: &#8220;Tiro dado, bugio deitaaaado&#8221;; outras entradas notáveis: &#8220;Saia da minha propriedaaaade!&#8221; e&nbsp;&#8221;O que é que pode dar errado?&#8221;). A água acabou enquanto a Maria tomava banho, uma agressiva aranha <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Armadeira">armadeira</a> maior que o meu punho apareceu no pior dos momentos (&#8220;<em>não existe</em> aranha desse tamanho&#8221;, disse o Tom quando as crianças mostraram o tamanho com a mão, mas o biólogo&nbsp;ficou quieto quando viu as dimensões do bicho na parede junto do beliche); fomos despertados pelos berros dos&nbsp;jacus e vimos estrelas cadentes; houve momentos de tensão, voaram lascas de verniz,&nbsp;falamos em três línguas e cantamos em mais uma ou duas. Voltamos felizes e cansados e talvez gratos, trazendo sacolas de lixo para a cidade, onde é o seu lugar.</p>
<h5>&nbsp;</h5>
<p align="center"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1157/541057052_53db811c81_o.jpg"> <br /><small>O Brabo no seu ambiente, mas de roupa</small></p>
<p align="center"><img src="http://farm2.static.flickr.com/1020/541165471_9836ffe8ca_o.jpg">&nbsp;<br /><small>A tripulação do bolicho do Guartelá. Atrás: Brabo, Alessandro, Tom.<br />Na frente: Cuca, Maria, Dany, Eva, Tiago, Enzo, Gi e Francisco.</small></p>
<p align="center"><small><small><a href="http://www.flickr.com/photos/paulobrabo/tags/guartela/">Clique aqui</a> para ver&nbsp;mais fotos da expedição</small>.</small></p>
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		<title>Of Course</title>
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		<pubDate>Tue, 29 May 2007 10:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu amigo Julian Crouch. Não nos víamos pessoalmente desde a conclusão da Cordelorum Expeditione&#160;em outubro de 2005,&#160;mas neste fim de semana nossos caminhos voltaram a se cruzar por algumas horas, entre o sábado e o domingo. Em São Paulo, que é supostamente &#8220;como Londres, but bigger,&#8221; comemos como reis no Baby Beef e colocamos a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu amigo Julian Crouch. Não nos víamos pessoalmente desde a <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/tudo/">conclusão</a> da <em><a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/polichinelo-encontra-lampiao/">Cordelorum Expeditione</a></em>&nbsp;em outubro de 2005,&nbsp;mas neste fim de semana nossos caminhos voltaram a se cruzar por algumas horas, entre o sábado e o domingo.</p>
<p>Em São Paulo, que é supostamente &#8220;como Londres, <em>but bigger,</em>&#8221; comemos como reis no <em>Baby Beef</em> e colocamos a conversa em dia sobre corações e espetáculos. A&nbsp;pé, em homenagem aos nosso dias no sertão, visitamos juntos o MASP&nbsp;(exposições de Darwin e Goya &#8211; &#8220;<em>Darwin is overrated</em>&#8220;) e ao Parque do Ibirapuera, que o Julian insistia em chamar, para me provocar, de <em>Central Park. </em>O Julian ficou mais impressionado com o desenho que as raízes das árvores formam nas calçadas do Ibirapuera do que com os <em>bad Picassos </em>do Masp, mas está na índole dele crer que a beleza é comum.</p>
<p>Despedimo-nos ao meio-dia de domingo e voltei para o Monastério&nbsp;trazendo, agradecido,&nbsp;os três pequenos volumes da série de&nbsp;<a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/the-great-fire-of-london/">cordéis britânicos</a> que Julian produziu sobre O Grande Incêndio de Londres. </p>
<p>&#8220;I&#8217;ll be back&#8221;, ele sorriu, enquanto tomávamos nosso último suco de laranja numa padaria.
<p>Devo muita coisa a esse sujeito, mas devo aqui confessar pelo menos uma. Pirateei do Julian o uso muito peculiar que ele faz de expressões como&nbsp;&#8221;é claro&#8221;, &#8220;naturalmente&#8221;,&nbsp;&#8221;obviamente&#8221;. Se Borges me ensinou o poder do &#8220;talvez&#8221; especulativo, Julian ensinou-me o poder do &#8220;naturalmente&#8221; em lugares inesperados. </p>
<p>Algumas semanas atrás, por exemplo, ao anunciar que vinha ao Brasil para uma semana de oficinas<em>&nbsp;</em>com o pessoal de sua companhia de teatro, disse-me o Julian que estava sendo tão espetacularmente abençoado pela vida&nbsp;que quando nos encontrássemos novamente&nbsp;eu não seria capaz de reconhecê-lo.</p>
<p>– I will be much younger, of course &#8211; explicou ele.</p>
<p>&#8220;Estarei muito mais jovem, naturalmente&#8221;.</p>
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		<title>Just yesterday</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Jan 2007 02:01:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[MP3]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Aos rios subterrâneos de Brescia [Visite a Bacia para ouvir o áudio] Just Yesterday, Paulo Brabo Just Yesterday Yesterday I saw a little childYesterday I saw a falling starJust yesterday I saw your face in the moonlight Yesterday I saw a burning starYesterday I saw a falling skyJust yesterday I saw your face in the [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><small>Aos rios subterrâneos de Brescia</small></p>
<p></p>
<p>
<p style="text-align:center;">[Visite a Bacia para ouvir o áudio]<br /><small> <strong>Just Yesterday,</strong> Paulo Brabo </small></p>
<p><strong>Just Yesterday</strong></p>
<p>Yesterday I saw a little child<br />Yesterday I saw a falling star<br />Just yesterday I saw your face in the moonlight</p>
<p>Yesterday I saw a burning star<br />Yesterday I saw a falling sky<br />Just yesterday I saw your face in the moonlight</p>
<p>Yesterday I saw a falling child<br />Yesterday I saw a burning sky<br />Just yesterday I saw your face in the moonlight</p>
<p>Just yesterday I saw your face</p>
<h5>* * *</h5>
</p>
<p><strong>Ontem mesmo</strong></p>
<p>Ontem vi uma criancinha<br />Ontem vi uma estrela cadente<br />Ontem mesmo vi seu rosto ao luar</p>
<p>Ontem vi uma estrela ardente<br />Ontem vi um céu cadente<br />Ontem mesmo vi seu rosto ao luar</p>
<p>Ontem vi uma criança cadente<br />Ontem vi um céu ardente<br />Ontem mesmo vi seu rosto ao luar</p>
<p>Ontem mesmo vi seu rosto</p>
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		<title>Teologia do abraço</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Dec 2006 23:55:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Nick, Marconi, Valdinei, Samuel, Reginaldo, Tuco, Tato, Sil, Jav, Edelena, Flying Dutchman, pessoal da Faculdade e todos cujo nome ainda não gravei, mas dos quais saiu virtude.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nick, Marconi, Valdinei, Samuel, Reginaldo, Tuco, Tato, Sil, Jav, Edelena, Flying Dutchman, pessoal da Faculdade e todos cujo nome ainda não gravei, mas dos quais saiu virtude.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Tocaiado pela beleza</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Dec 2006 11:14:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Para meu eterno demérito fui tratado (eu, a farsa) com toda a deferência que não mereço: acolhido, alimentado, paparicado, mencionado, incluído, aceito e estimulado. Eu, que já devo tanto, vivo agora debaixo do débito adicional que me impuseram duas casas de anfitriões e suas respectivas audiências. Dois assinantes da Bacia que eu não esperava ter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;"><small> Para meu eterno demérito fui tratado (eu, a farsa) com toda a deferência que não mereço: acolhido, alimentado, paparicado, mencionado, incluído, aceito e estimulado. Eu, que já devo tanto, vivo agora debaixo do débito adicional que me impuseram duas casas de anfitriões e suas respectivas audiências. Dois assinantes da Bacia que eu não esperava ter conhecido pessoalmente se materializaram magnificamente no interior do meu abraço: o Vinicius de Maringá e o Agente Faustini do Serviço Secreto de Sua Majestade. Todas as portas se abriram para o homem que abria portas: neste mundo a beleza é comum. </small></p>
<p></p>
<p>Não tenho vocação para iconoclasta. Até os trinta eu cria, sob a influência de Macedonio Fernández, que a beleza é privilégio de uns poucos autores; agora sei que é comum e que está à espreita nas páginas casuais do medíocre ou num diálogo de rua. Assim, meu desconhecimento das letras malaias e húngaras é total, mas estou seguro de que se o tempo me oferecesse a ocasião de seu estudo, encontraria nelas todos os alimentos que requer o espírito.</p>
<p>
<p style="text-align:right;"><small> <strong>Jorge Luis Borges,</strong> <em>Sobre os clássicos,</em> em Outras Inquisições </small></p>
<p>Leia também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/o-evangelho-de-borges/">O evangelho de Borges</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Jejum de três dias</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Dec 2006 09:11:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou saindo hoje em viagem numa missão que deve por enquanto permanecer secreta, devendo voltar nesta segunda-feira. Aproveitando o ensejo, resolvi criar coragem e fazer o que não faço desde os primeiros dias da Bacia, em março de 2004: um jejum completo de postagens. Mesmo quando passei mais de duas semanas no nordeste, no ano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou saindo hoje em viagem numa missão que deve por enquanto permanecer secreta, devendo voltar nesta segunda-feira.</p>
<p>Aproveitando o ensejo, resolvi criar coragem e fazer o que não faço desde os primeiros dias da Bacia, em março de 2004: um jejum completo de postagens. Mesmo quando passei mais de duas semanas no nordeste, no ano passado, deixei documentos pré-postados para preencher quase diariamente a lacuna. Outras vezes passei um ou dois dias viajando e minha ausência não se percebeu pela mesma razão.</p>
<p>Não desta vez. As idéias não descansam, mas alguma vezes a língua deve jejuar. Se sentirem por alguma razão falta desta Bacia, saibam que estará doendo mais em mim do que em vocês.</p>
<p>Porém nenhum silêncio é, ai de nós, para sempre. Quero deixar avisado que no sábado dia 16 de dezembro, das 18h00 às 21h00, devo estar no hotel Mercure Apartments Platz em Joinville como palestrante do <strong>II Café Teológico</strong> &#8211; imprudentemente convidado que fui pelo Valdinei Gandra do sáite <a href="http://www.cafeteologico.com.br">cafeteologico.com.br</a>. Se você tem estômago forte e crê que teologia e café colonial são de alguma forma compatíveis, pode inscrever-se ligando para 47 3433 3394 e exigindo o seu lugar com a Janaína. O tema será, naturalmente, <em>Teologia Narrativa: O evangelho no idioma da pós-modernidade.</em> Na mesma ocasião devo conhecer finalmente o Marconi e a Mariana, recém-chegados, da outra América, à civilização.</p>
<p>Por enquanto, deixo-vos a minha paz, exatamente como o mundo a dá. Lembrem da lucidez que têm em comum <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/se-te-queres">Fernando Pessoa</a> e os <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/mortos-mortos-mortos">criadores do seriado South Park</a>, e vivam ignorando todas as ausências, especialmente as minhas.</p>
<p>Comamos e bebamos, porque amanhã estaremos offline.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug061.gif" alt="" width="55" height="69" /></p>
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		<title>Salvo engano, etc</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Dec 2006 02:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[A tendência está aparentemente confirmada: a Bacia é leitura obrigatória dos professores que elaboram provas de concurso, não somente para cargos públicos, mas agora também de vestibular. Desta ainda não tenho comprovação oficial, mas dois amigos me informaram (um via torpedo, outro via recado do orkut &#8211; bem-vindo ao século XXI) que um de meus [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A tendência está aparentemente confirmada: a Bacia é leitura obrigatória dos professores que elaboram provas de concurso, não somente para <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano">cargos</a> <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano-de-novo">públicos</a>, mas agora também de vestibular. Desta ainda não tenho comprovação oficial, mas dois amigos me informaram (um via torpedo, outro via recado do orkut &#8211; bem-vindo ao século XXI) que um de meus textos compareceu na prova principal da PUC Campinas este fim de semana.</p>
<p>Ainda não sei de que texto se trata (o <a href="http://www.puc-campinas.edu.br/vestibular2007">sáite do concurso</a> só tem para oferecer os gabaritos, não o conteúdo das provas): estou procurando descobrir via informantes originais e e-mail. Porém, sendo texto meu deve naturalmente primar pela qualidade e pelo bom gosto &#8211; para não mencionar aquela sentida humildade que é tônica de tudo que me sai da mão.</p>
<p>Mais notícias a qualquer momento ou em edição especial.</p>
<p><small> <strong>Editado às 08h30</strong> </small><br />Meu amigo Moisés Cantos mandou-me por e-mail um scan da página da prova relevante para esta discussão. Numa das propostas de redação, os dois primeiros parágrafos de <a href="http://www.baciadasalmas.com/2004/a-ansiedade-das-coisas">A ansiedade das coisas</a> aparecem contrapostos ao texto de um certo José Miguel <del>Winsk</del> Wisnik.</p>
<p><a href="http://www.scribd.com/full/2441573?access_key=key-2i6a5h8lixn6oiyicuka">Clique aqui</a> para ver a página inteira.</p>
<p><object codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" id="doc_232575017041717" name="doc_232575017041717" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle"	height="550" width="100%" ><param name="movie"	value="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441573&#038;access_key=key-2i6a5h8lixn6oiyicuka&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list"><param name="quality" value="high"><param name="play" value="true"><param name="loop" value="true"><param name="scale" value="showall"><param name="wmode" value="opaque"><param name="devicefont" value="false"><param name="bgcolor" value="#ffffff"><param name="menu" value="true"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><param name="salign" value=""><param name="mode" value="list"><embed src="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441573&#038;access_key=key-2i6a5h8lixn6oiyicuka&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" play="true" loop="true" scale="showall" wmode="opaque" devicefont="false" bgcolor="#ffffff" name="doc_232575017041717_object" menu="true" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" salign="" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" mode="list" height="550" width="100%"></embed></object></p>
<p>Leia também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano/">Salvo engano</a><br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano-de-novo/">Salvo engano de novo</a></p>
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		<title>Salvo engano, de novo</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Nov 2006 09:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma busca mais ou menos aleatória no óraculo de Google revelou-me que a Bacia está em mais uma prova da Fundação Carlos Chagas, no teste de português de um concurso público da Secretaria de Planejamento do Maranhão. Não é a primeira vez que acontece, mas a presença da Bacia é desta vez quase literal. Dois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma busca mais ou menos aleatória no óraculo de Google revelou-me que a Bacia está em mais uma prova da Fundação Carlos Chagas, no teste de português de um concurso público da Secretaria de Planejamento do Maranhão.</p>
<p>Não é <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano">a primeira vez que acontece</a>, mas a presença da Bacia é desta vez quase literal. Dois parágrafos do documento <a href="http://www.baciadasalmas.com/2004/a-bacia-das-almas-2">A Bacia</a> aparecem mais ou menos como os escrevi (exceto que eu jamais diria &#8220;blague&#8221;, mesmo que soubesse o que significa) <em>dentro de outro texto</em> a partir do qual foram elaboradas as perguntas de interpretação.</p>
<p><a href="http://www.scribd.com/full/2441590?access_key=key-u9h2498icwdo4sbj8gm">Clique aqui</a> para ver a página inteira.</p>
<p><object codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" id="doc_177910753658188" name="doc_177910753658188" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle"	height="550" width="100%" ><param name="movie"	value="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441590&#038;access_key=key-u9h2498icwdo4sbj8gm&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list"><param name="quality" value="high"><param name="play" value="true"><param name="loop" value="true"><param name="scale" value="showall"><param name="wmode" value="opaque"><param name="devicefont" value="false"><param name="bgcolor" value="#ffffff"><param name="menu" value="true"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><param name="salign" value=""><param name="mode" value="list"><embed src="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441590&#038;access_key=key-u9h2498icwdo4sbj8gm&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" play="true" loop="true" scale="showall" wmode="opaque" devicefont="false" bgcolor="#ffffff" name="doc_177910753658188_object" menu="true" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" salign="" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" mode="list" height="550" width="100%"></embed></object></p>
<p></p>
<p>No lado positivo, a Bacia é mencionada como &#8220;um interessante site da internet&#8221;; no negativo, não se menciona o nome ou o endereço do dito. No lado positivo, meu texto é declarado &#8220;tão sugestivo&#8221; e citado ao lado da lembrança de um poeta famoso; no negativo, meu nominho não aparece.</p>
<p>No freudiano, as perguntas elaboradas a partir do trecho terminam o que eu mesmo comecei, e transformam em mitologia tanto a minha relação com meu pai quanto a mania dele de xingar os outros de &#8220;poeta&#8221;. Algumas referências notáveis:</p>
<p>
<ul>
<li>no contexto em que surge, a expressão <em>Ele lê furiosamente</em> caracteriza bem o desagrado que marca a eventual relação do pai com textos poéticos.</li>
<p>
<li>ao filho não pareceu coerente que expressões tão sugestivas fossem criadas justamente por quem tinha o hábito de desancar os poetas.</li>
<p>
<li>a utilização e o nome que o pai determinou para a bacia de alumínio revelam sua sensibilidade tanto para aquilo que parece não ter valor quanto para a imagem poética.</li>
<p>
<li>o texto da internet revela a sensibilidade do filho também, sendo que este soube apreciar o gesto do pai e ainda assim valorizar o poético batismo da bacia de alumínio.</li>
<p></ul>
</p>
<p><a href="http://www.baciadasalmas.com/2004/a-bacia-das-almas-2#comment-31">Como denunciou a Alice</a>, a Bacia é na vida real uma gamela de madeira e não uma bacia de alumínio. Agora todos os candidatos a primeiro tenente do Maranhão ficarão com a impressão errada sobre mim, meu pai, e a natureza do universo.</p>
<p>A culpa é do Belisário, quem quer que seja &#8211; aquele poeta.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug068.gif" alt="" width="66" height="92" /></p>
<p>Leia também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/salvo-engano/">Salvo engano</a></p>
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		<title>The Great Fire Of London</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Sep 2006 10:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[cordel]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu genial parceiro inglês, o produtor de teatro/cenógrafo/ilustrador Julian Crouch, que vasculhou comigo o sertão do nordeste durante a célebre Expedição Cordel, escreveu-me esta semana. . . . Paulo, Fiz semana passada um trabalho em conjunto com um amigo meu, o ator Toby Jones, que também escreve um pouco. Um homem chamado David Jubb havia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;"><em> Meu genial parceiro inglês, o produtor de teatro/cenógrafo/ilustrador Julian Crouch, que vasculhou comigo o sertão do nordeste durante a célebre <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/os-primeiros-blogueiros">Expedição Cordel</a>, escreveu-me esta semana.<br /></em></p>
<p></p>
<p>. . . Paulo,</p>
<p>Fiz semana passada um trabalho em conjunto com um amigo meu, o ator Toby Jones, que também escreve um pouco.</p>
<p>Um homem chamado David Jubb havia me pedido para produzir alguma coisa para o seu teatro, <em>The Battersea Arts Centre,</em> a fim de celebrar os seus 25 anos de produções. David estava organizando uma noite com uma série de peças de cinco minutos sobre o tema <a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Gran_Incendio_de_Londres">O INCÊNDIO DE LONDRES</a>.</p>
<p>Eu estava ocupado demais para preparar um espetáculo, mas ofereci algumas xilogravuras para fazerem parte de um impresso que ele poderia distribuir aos espectadores. Eu não tinha tempo para escrever o texto por isso por isso ofereci a tarefa a meu velho amigo Toby Jones, que eu sabia ter uma especial apreciação por histórias forjadas. Ele está sempre viajando pelo mundo, desta vez promovendo um filme nos Estados Unidos, e entre uma coisa e outra filmando outro na Polônia e na Alemanha. Concordamos por telefone que ele contaria a história de uma companhia de teatro fictícia, a respeito da qual muito pouco se sabia ao certo. Decidimos que não nos esforçaríamos demais para casar o texto com as ilustrações. Ficou também decidido que David Jobb serviria de editor e escolheria o leiaute do livro (no final decidimos fazer três livrinhos). A única coisa que pedi é que os livros fossem do tamanho de um folheto de cordel.</p>
<h5>&#8220;A única coisa que pedi é que os livros fossem do tamanho de um folheto de cordel&#8221;.</h5>
</p>
<p>A noite foi formidável. . . uma noite divertida e empolgante, com espetáculos espalhados por todo o edifício. Nossos livros foram distribuídos por um homem queimado que trazia nas mãos um balde, e não parava de tossir. O interessado tinha de persuadi-lo a lhe entregar um livro. O ator fez bem o seu trabalho. Os livros acabaram tornando-se como que itens de colecionador: gente trocando, tentando obter o segundo volume antes do final da noite, aquela coisa. Não tenho certeza de que alguém tenha conseguido lê-los propriamente naquele ambiente, mas nem uma cópia foi deixada no chão, e imagino que tenham sido todos lidos nos ônibus noturnos até encontrarem seu destino nas privadas do banheiro de cada um.</p>
<p>De qualquer modo, como você sabe, esses livrinhos nunca teriam sido feitos sem nossas aventuras de um ano atrás. . . Naturalmente que reaproveitei todas as minhas velhas xilogravuras. Sinto enorme prazer em reusar imagens antigas, em recortar e colar. Há muito da nossa história nessas imagens.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug004.gif" alt="" width="30" height="33" /></p>
<p></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://web.mac.com/juliancrouch/iWeb/juliancrouch/threesmallbooks.html"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/bits/fol-a.gif" title="Clique para ver mais" alt="Clique para ver mais" width="400" height="280" /></a></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://web.mac.com/juliancrouch/iWeb/juliancrouch/threesmallbooks.html"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/bits/fol-b.gif" title="Clique para ver mais" alt="Clique para ver mais" width="400" height="280" /></a></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://web.mac.com/juliancrouch/iWeb/juliancrouch/threesmallbooks.html"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/bits/fol-c.gif" title="Clique para ver mais" alt="Clique para ver mais" width="300" height="636" /></a></p>
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		<title>Salvo engano</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Sep 2006 09:34:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Conta-me por e-mail a Débora Viana, de Pernambuco, que chegou à Bacia graças a um texto meu que encontrou &#8211; improbabilidade das improbabilidades &#8211; na prova de português do concurso do Tribunal Regional do Trabalho do seu estado. Achei num primeiro momento que teria de ter havido alguma confusão, mas sempre esqueço que o fim [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conta-me por e-mail a Débora Viana, de Pernambuco, que chegou à Bacia graças a um texto meu que encontrou &#8211; improbabilidade das improbabilidades &#8211; na prova de português do concurso do Tribunal Regional do Trabalho do seu estado.</p>
<p>Achei num primeiro momento que teria de ter havido alguma confusão, mas sempre esqueço que o fim do universo é a permutação, ou seja, a improbabilidade. O texto está de fato lá, nas cinco variações da prova para Analista Judiciário (Área Judiciária) do TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 6ª REGIÃO, de setembro de 2006.</p>
<p>Está aí a <a href="http://www.concursosfcc.com.br/concursos/trt6r105/provas/index.html">Fundação Carlos Chagas</a> que não me deixa mentir sozinho. Qualquer um dos cinco primeiros links da página remetem a um arquivo pdf com as 12 páginas da prova; a Bacia é mencionada de passagem na página 4.</p>
<p>Você pode querer mesmo tentar responder às perguntas referentes ao texto (&#8220;depreende-se pela perspectiva assumida pelo autor que individuação&#8230;&#8221; ou &#8220;as normas de concordância estão plenamente respeitadas na frase&#8230;&#8221;); eu não ouso. Não estou nem mais certo de que meu &#8220;salvo engano&#8221; quer dizer mesmo &#8220;sem qualquer hesitação&#8221;, como achava na primeira leitura de uma das perguntas. Tenho até receio de consultar <a href="http://www.concursosfcc.com.br/concursos/trt6r105/gabaritos/index.html">os gabaritos</a>.</p>
<p><a href="http://www.scribd.com/full/2441363?access_key=key-13q5bqfyrd83q7luj3tn">Clique aqui</a> para ver a página inteira.</p>
<p><object codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=9,0,0,0" id="doc_886226784241105" name="doc_886226784241105" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" align="middle"	height="550" width="100%" ><param name="movie"	value="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441363&#038;access_key=key-13q5bqfyrd83q7luj3tn&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list"><param name="quality" value="high"><param name="play" value="true"><param name="loop" value="true"><param name="scale" value="showall"><param name="wmode" value="opaque"><param name="devicefont" value="false"><param name="bgcolor" value="#ffffff"><param name="menu" value="true"><param name="allowFullScreen" value="true"><param name="allowScriptAccess" value="always"><param name="salign" value=""><param name="mode" value="list"><embed src="http://d.scribd.com/ScribdViewer.swf?document_id=2441363&#038;access_key=key-13q5bqfyrd83q7luj3tn&#038;page=1&#038;version=1&#038;viewMode=list" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" play="true" loop="true" scale="showall" wmode="opaque" devicefont="false" bgcolor="#ffffff" name="doc_886226784241105_object" menu="true" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" salign="" type="application/x-shockwave-flash" align="middle" mode="list" height="550" width="100%"></embed></object></p>
<p></p>
<p>De maior interesse para mim é que o anônimo elaborador da prova acho necessário <em>adaptar</em> o texto antes de considerá-lo universal o bastante para ser usado no teste. O texto utilizado, como terá percebido o leitor impenintente, é uma adaptação compassiva de quatro ou cinco parágrafos do documento que leva, aqui na Bacia, o nome de <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/o-bicho">O bicho</a>. Está certo, o elaborador pode ter julgado acertadamente que &#8220;Individuação&#8221; fica mais classudo. Ele achou ainda por bem consertar outras coisinhas, especialmente no último parágrafo, onde na versão da prova fica especialmente conspícua a ausência do termo &#8220;pecado&#8221;.</p>
<p>Porém o espírito da coisa, salvo engano, está todo aí.</p>
<h5>* * *</h5>
</p>
<p><strong><br />NOTA DE RODAPÉ:</strong> Depreende-se pela perspectiva assumida pelo autor que ele está agradecido à Débora pela oportuna notificação.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug007.gif" alt="" width="27" height="35" /></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O blog do Biga</title>
		<link>http://www.baciadasalmas.com/2006/o-blog-do-biga/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=o-blog-do-biga</link>
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		<pubDate>Mon, 18 Sep 2006 02:12:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[ATUALIZAÇÃO (SEGUNDA 18, 09h30). Funcionando. ATUALIZAÇÃO (SEGUNDA 18, 08h30). O Blog do Biga parece estar neste momento fora do ar; naturalmente, agora que falei nele. * * * Assim que me deparei com o blog do Biga eu sabia que tinha de ser uma fraude. Um rapaz de doze anos de idade não podia escrever [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;"><small> <strong>ATUALIZAÇÃO (SEGUNDA 18, 09h30). Funcionando.</strong> </small></p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;"><small> <strong><del>ATUALIZAÇÃO (SEGUNDA 18, 08h30). O Blog do Biga parece estar neste momento fora do ar; naturalmente, agora que falei nele.</del></strong> </small></p>
<h5>* * *</h5>
</p>
<p>Assim que me deparei com o blog do Biga eu sabia que tinha de ser uma fraude. Um rapaz de doze anos de idade não podia escrever melhor do que eu com vinte &#8211; ou talvez 38. Agora nem me importo mais: se o Biga é mesmo um menino prodígio ou uma criação de Luís Fernando Veríssimo, já me conformei em ser superado pelos dois. O universo, cujo fim é a variedade (como dizia Borges), não prescindiria nem de um nem de outro. </p>
<p>Com um blog com meia dúzia de artigos, o Biga (que chama-se Gabriel e tem doze anos, não sei se já mencionei isso) já é um fenômeno da internet &#8211; pelo menos no que me diz respeito.</p>
<p>Pare tudo e leia o blog do Biga. Agora. Recomendo particularmente os dois artigos sobre os Jogos Indígenas realizados na sua cidade. Trechos:</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">A semana passada foi toda de preparativos, por parte dos organizadores, para a minha cidade, Conceição do Araguaia, sul do Pará, ser a sede dos jogos indígenas. O 3º jogos indígenas. Meu Deus, eu nem sabia que índio jogava. Meu Deus, eu nem sabia que ainda existia índio, além dos livros e imagens antigas da tv. Meu Deus estou emocionado, vou ver índio. Índio, índio mesmo, aqueles caras que os livros dizem ter sido os primeiros habitantes do Brasil. Que, quando os caras que descobriram o Brasil chegaram aqui encontraram eles (índios) curtindo água de coco e tudo mais e aí Pedro Álvares Cabral e sua turma sacanearam os coitados dando uns presentinhos bem do estilo 1,99 pra comprar a confiança e a amizade deles e botar os coitados pra trabalharem de graça e depois roubarem as terras deles. Sinto-me obrigado a dizer que essa relação entre eles era chamada de escambo (viva a professora Clara, de história, aprendi isso com ela).</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Independente de qualquer coisa, de qualquer prefeito, seja o político que for ele tem que ser vaiado pelos cidadãos de bem. Cidadão que é cidadão de verdade tem que exercer o seu direito de vaiador.</p>
<h5>Cidadão que é cidadão de verdade tem que exercer o seu direito de vaiador.</h5>
</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Mas no último dia, a vaia foi especial, além de ser o último dia do evento, o cacique que estava representando todas as tribos deu um generoso reforço quando disse (no final, na hora da troca de presentes), para o prefeito que Ele (prefeito), era dono do povo mais animado do Brasil e que tinha a obrigação de ser muito feliz por isso. Aí foi, definitivamente, sem dúvida o momento mais mais mais estonteante, marcante dos seis dias debaixo de um sol de 50º, pra ver aqueles índios espetando as coisas com suas flechas. As arquibancadas tremeram com as risadas do público, sedento de água (por causa do calor) e de uma boa piada. Eu também estava rindo e muito, mas minha atenção de repente foi roubada quando vi um homem com o corpo tremendo que parecia estar tendo um ataque epilético de tanto rir. Ria, ria e ria. Comecei a ficar preocupado porque ouvi falar que rir demais mata. Chorar demais não mata só deixa o cara, além de muito chateado pelo motivo que o levou a chorar (aliviado também), com os olhos vermelhos e com aquela cara de quem chorou. Se for minha priminha Anna Carolina, além dessas características citadas terá um soluço muito triste de partir o coração (mas acho que é porque ainda tem um ano de idade, depois ficará só com as primeiras características). Mas rir, dizem que mata. Meio contraditório, porque sempre vejo escrito por aí que rir é o melhor remédio, se bem que remédio também mata se for demais.</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Mas, o homem estava totalmente sem controle e como ser humano cristão evangélico que sou, pensei que ele fosse realmente morrer. Se bem que se morresse acho que seria de felicidade (ia morrer rindo &#8211; um privilégio). E aí eu presenciaria alguém morrer de rir, literalmente. Não pensem que isso me deixaria feliz. Deus me livre. Só ia ver, por estar no lugar certo, na hora certa ou errada, sei lá. O importante, graças a Deus é que ele parou, sentou, ficou triste e danou a xingar o prefeito de disgraçado, fiu de uma égua, infiliz; dizendo isso e chorando. Quando vi o anônimo chorar, fiquei contente, porque assim ele dava uma desintoxicada do tanto que riu e se livrava da morte de tanto rir.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug009.gif" alt="" width="35" height="36" /></p>
<p><a href="http://gabrielbiga.blogsome.com">O Blog do Biga</a></p>
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		<title>De Maringá para Vila de Rei</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jun 2006 03:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[demografia]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>

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		<description><![CDATA[Portugal sofre de, pelo menos, dois grandes flagelos demográficos: uma drástica diminuição da natalidade, com um substancial aumento da esperança média de vida, e a desertificação humana do interior. Isso faz com que zonas inteiras da faixa leste do país estejam reduzidas a dúzias de velhos solitários, artificialmente arrebanhados em Lares da Terceira Idade, a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Portugal sofre de, pelo menos, dois grandes flagelos demográficos: uma drástica diminuição da natalidade, com um substancial aumento da esperança média de vida, e a desertificação humana do interior. Isso faz com que zonas inteiras da faixa leste do país estejam reduzidas a dúzias de velhos solitários, artificialmente arrebanhados em Lares da Terceira Idade, a que se dá, por vezes, nomes que seriam cómicos se não fossem cruéis. A uma dessas casas botaram o nome de &#8220;Última Morada&#8221;, e outras afinam pela mesma espécie de bom-gosto. Juntando a tudo isso, vem o verão todos os anos levar o que sobra de uma antiga floresta nacional, alargando os horizontes num sem-fim de milhares e milhares de figuras esguias e ressequidas de árvores queimadas. </p>
<h5>Quanto mais longe de Bruxelas, de Estrasburgo ou de Paris, melhor é Portugal.</h5>
</p>
<p>Não é um problema especificamente português. O que será especificamente português é essa divisão do país em Litoral e Interior, essa desertificação que assola a zona mais próxima dos centros de decisão da União Européia, a região que poderia, teoricamente, atrair população, quadros, dinheiro, investimento, a faixa do território que mais poderia beneficiar da integração de Portugal na União. Mas não é assim. Quanto mais longe de Bruxelas, de Estrasburgo ou de Paris, melhor é Portugal &#8211; ou pelo menos assim julgamos nós. É um Estado-Membro ao contrário. É como se na América as regiões de um Estado fossem tão mais desenvolvidas quanto mais afastadas de Washington ou de Nova Iorque. Portugal olha para a Europa, a que pertence, às curvas, através do mar e do ar. Por terra, o histórico peso da Meseta impede os portugueses de ver e de entender a União em linha recta. Tudo o que tenha de passar pela Meseta faz tremer o peito.</p>
<p>Vem isto a propósito de um fenómeno singular que está atraindo as atenções para Vila de Rei. Aquela vilinha pequena do distrito de Castelo Branco, na chamada zona d&#8217; &#8220;O Pinhal&#8221;, tem a particularidade de ser a povoação que fica no centro geográfico de Portugal, bem perto do Alto de Milriça &#8211; o centro geodésico do país. E padece do outro mal que desertifica o interior: a emigração, que leva os poucos jovens que a terra inda produz. Vêm à ideia os versos de Rosalia:</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">&#8220;iste parte e aquel parte<br />e todos todos se ván,<br />Galiza sen homes quedas<br />que te poidan traballar&#8221;&#8230;</p>
<p>Pois teve o município de <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Vila_de_Rei">Vila de Rei</a> uma idéia original: chamar gente do Brasil para repovoar o concelho.</p>
<h5>Teve o município de Vila de Rei uma idéia original: chamar gente do Brasil para repovoar o concelho.</h5>
</p>
<p>Chegaram as primeiras quatro famílias inteirinhas, de Maringá, Estado do Paraná, oito adultos e seis crianças.</p>
<p>Portugal tem 500.000 imigrantes, na sua maioria eslavos ou africanos, que, aliás, preferem os grandes centros litorais. Mas chamar gente do Brasil, e para o interior, tem um gostinho especial e refresca a língua. Inverte os caminhos da História e, quem sabe, um dia refrescará também a toponímia.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug036.gif" alt="" width="34" height="45" /></p>
<p>
<p style="text-align:right;"><small> <strong><a href="http://www.blogger.com/profile/13742518">José Cunha-Oliveira</a></strong> &#8211; de Olivais, Coimbra, Portugal &#8211; piloto do notável <a href="http://toponimialusitana.blogspot.com">Toponímia Galego-Portuguesa&#8230; e Brasileira</a>,<br />de onde arrebatei este documento </small></p>
<h5>* * *</h5>
</p>
<p>&#8220;Brasileiros chegaram há um mês a Portugal e &#8216;estão adorando&#8217;&#8221;, diz <a href="http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=691301">esta nota</a> do Portugal Diário.</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">À porta da casa dos brasileiros há quem deixe diariamente fruta, legumes, ovos, azeite, vinho. </p>
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		<title>Paulo&#8217;s Palette</title>
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		<pubDate>Sat, 06 May 2006 10:50:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[painter]]></category>

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		<description><![CDATA[Se você for inventar, comercializar e promover um programa de computador extraordinário como o Corel Painter, certifique-se de ter presença de espírito e algum tempo livre. John Derry, um dos três criadores do Painter, meu chapa e gente sensata o bastante para reconhecer publicamente o quanto admira o meu trabalho, vive populando os fóruns da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você for inventar, comercializar e promover um programa de computador extraordinário como o Corel Painter, certifique-se de ter presença de espírito e algum tempo livre.</p>
<p>John Derry, um dos três criadores do Painter, meu chapa e gente sensata o bastante para <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/modestia-as-favas">reconhecer publicamente</a> o quanto admira o meu trabalho, vive populando os fóruns da internet com posts de dicas sobre como usar o programa.</p>
<p>Recentemente o John postou no sáite indeptharts.org <a href="http://www.indeptharts.org/showthread.php?goto=newpost&#38;t=3165">um documento</a> versando sobre as paletas de cores do Painter, chamando especial atenção para um recurso chamado Variação de cores (Color Variation), que tem uma paleta só para ele.</p>
<p>Quando alguns sujeitos agradeceram e comentaram que nunca tinham usado esse recurso do programa, não resisti e &#8211; sabendo que estava falando entre amigos &#8211; caí rasgando:</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Seus tontos, eu uso a paleta de variação de cores o tempo todo. Na verdade esse era o meu segredo. Que vergonha, John, você escancarando desse jeito os segredos do ofício da gente. Muito pouco profissional essa sua conduta.</p>
<p>Longe de perder o rebolado, o velho John pegou carona na minha ironia:</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">&#8220;Puxa, Paulo, perdão. Minhas mais sinceras desculpas.</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Num esforço para reparar o estrago vou falar com o pessoal da Corel e ver se consigo convencê-los a mudar o nome desse recurso para &#8216;Paleta de variação de cores do Paulo&#8217;.</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Além disso vou pedir que o seguinte aviso apareça cada vez que a paleta é acessada por um usuário:</p>
<p>
<p style="padding-left:8em;padding-right:8em;"><small> <strong>Esta paleta existe apenas para o Paulo. Qualquer uso não-autorizado resultará no apagamento automático deste programa do seu computador.</strong> </small></p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Será que isso nos deixa quites?&#8221;</p>
<p>E no post seguinte ilustrou com essa imagem:</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/bits/paulospalette.jpg" alt="" width="415" height="373" /></p>
<p>Minha resposta?</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Droga, você chamando de novo a atenção do pessoal para o meu recurso secreto! Você não pára não?</p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">De qualquer modo, agora que olhei pra eles acabei gostando do novo rótulo e da advertência da paleta. Eles parecem, assim, tão&#8230; naturais. </p>
<p>
<p style="padding-left:4em;padding-right:4em;">Alguma chance de um link para o <a href="http://www.e-brabo.com">meu sáite</a> quando as pessoas clicarem em &#8220;Paulo&#8221;?</p>
<h5>* * *</h5></p>
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		<title>A country without sketchbooks</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Mar 2006 10:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[De sua passagem pelo nordeste e pelo Rio de Janeiro em setembro/outubro do ano passado (por ocasião da memorável Expedição Cordel), meu amigo britânico Julian levou pouca coisa. Muitas ilustrações e tacos do Jota Borges, muito mais folhetos de cordel do que planejou e que pode ler numa vida, um pequeno cavaquinho que comprou em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De sua passagem pelo nordeste e pelo Rio de Janeiro em setembro/outubro do ano passado (por ocasião da memorável <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/tudo">Expedição Cordel</a>), meu amigo britânico <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/simple-face/">Julian</a> levou pouca coisa. Muitas ilustrações e tacos do Jota Borges, muito mais folhetos de cordel do que planejou e que pode ler numa vida, um pequeno cavaquinho que comprou em João Pessoa. Nem um <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/juazeiro-do-norte">ex-voto</a> sequer, que poderíamos ter subtraído tão facilmente da Catedral de São Francisco em <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/caninde-feira-franciscana">Canindé</a>.</p>
<p>Julian trouxe-me de presente um guia de Londres (que eu havia pedido) e um coloridíssimo sarongue do Sri-Lanka, que ele ganhara por sua vez de seu amigo Wolfgang.</p>
<p>E trouxe, não para mim mas para registrar a viagem, um <em>sketchbook</em> que ele sacava da bolsa o tempo todo &#8211; para esboçar um efusivo casal de velhinhos (ele português, ela cearense) na Praia do Futuro em Fortaleza, os romeiros deitados no canto de uma igreja em Canindé, as folhas de uma palmeira junto da piscina do hotel.</p>
<p>Como havíamos decidido não tirar fotografias (quebramos essa regra uma vez ou duas), o Julian insistiu que eu precisava de um <em>sketchbook</em> só para mim, como instrumento de disciplina artística e correspondência fraternal.</p>
<p>Um <em>sketchbook</em> &#8211; livro de esboços &#8211;  é basicamente um caderno sem pauta, para desenhar, feito para ser carregado com facilidade e possibilitar ao artista fazer esboços rápidos que treinam a agilidade do olho e da mão. Normalmente tem capa dura e é feito de papel livre de ácido, que não amarela e preserva o desenho por mais tempo.</p>
<p>Eu disse que no Brasil não se encontram <em>sketchbooks</em> com qualquer facilidade (eu mesmo nunca tinha visto um), e que se encontrássemos seriam importados. Em toda papelaria que pássavamos, portanto, fosse no Rio ou Recife ou Campina Grande ou Juazeiro do Norte &#8211; parávamos para procurar um <em>sketchbook</em>. </p>
<p>Nada.</p>
<p>Lembrando recentemente dessa passagem das nossas aventuras, o Julian definiu o Brasil como <em>a country without sketchbooks</em> &#8211; um país sem <em>sketchbooks,</em> &#8211; sentença que deve parecer mais dura para ele do que é para nós.</p>
<p>Garantem-me outros amigos de fala inglesa que <em>sketchbooks</em> são coisa relativamente comum em seus países de origem, sendo usados mesmo <a href="http://www.flickr.com/photos/tags/sketchbook">por quem não sente ter qualquer vocação</a> para artista plástico. Muitos são usados mais como diário ou livro de recortes &#8211; coisas que em versões brasileiras teriam, fatalmente, pauta, mesmo se fosse para não ser usada. </p>
<p>Deve haver algum significado profundo nesta nossa aversão a cadernos sem pauta &#8211; talvez seja coisa de país de colonização portuguesa. De qualquer forma, o brasileiro em geral não gosta de demonstrar qualquer propensão à arte; qualquer &#8220;diletância&#8221; nos cheira a afetação e mocinhagem. </p>
<p>Quem visitar meus alojamentos aqui no Monastério não vai encontrar qualquer indício de que desenho e pinto para sobreviver. Nenhum quadro meu na parede, nenhum painel pitoresco com esboços, e todos os papéis e materiais de pintura sensatamente engavetados.</p>
<p>Nenhum <em>sketchbook</em>, a não ser os que minha irmã Alice mandou-me da América do Norte e que tenho pena de usar.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/bits/open_sketchbook.jpg" alt="" width="270" height="206" /></p>
<p>Veja também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/o-unico-sketchbook-do-brasil">O único sketchbook do Brasil</a></p>
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		<title>O bibliotecário de Babel</title>
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		<pubDate>Tue, 21 Feb 2006 09:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Grandes Navegações]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[O envelope de Mr. H chega ao Monastério No conto A Biblioteca de Babel, de Jorge Luis Borges, o universo é uma infinita biblioteca em que os livros que vale à pena ler são tão exuberantemente raros que os bibliotecários dedicam suas vidas a encontrá-los e catalogá-los. O mundo real, o nosso mundo, é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="text-align:right;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/giornale-00.jpg" title="O envelope de Mr. H chega ao Monastério" alt="O envelope de Mr. H chega ao Monastério" width="400" height="305" /><br /><small> <span style="color: #DDD4C2;">O envelope de Mr. H chega ao Monastério</span> </small></p>
</p>
<p><a href="http://www.spamula.net/blog/"> <img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/bits/giornale-nuovo.gif" title="Giornale Nuovo" border=0 class="left" /> </a>No conto <em>A Biblioteca de Babel</em>, de Jorge Luis Borges, o universo é uma infinita biblioteca em que os livros que vale à pena ler são tão exuberantemente raros que os bibliotecários dedicam suas vidas a encontrá-los e catalogá-los.</p>
<p>O mundo real, o nosso mundo, é uma infinita biblioteca, e os livros que vale à pena ler são tão exuberantemente raros que certas pessoas dedicam suas vidas a encontrá-los e catalogá-los. Morto Borges, o semimisterioso <a href="http://www.spamula.net/blog/about.html">Mr. H</a>, do sáite <a href="http://www.spamula.net/blog">Giornale Nuovo</a>, talvez seja o último bibliotecário de Babel remanescente; é por certo o único que conheço.</p>
<h5>Mr. H é um louco e um santo.</h5>
</p>
<p>Na selvagem competição da internet, não há blog mais erudito, mais singular e mais classudo do que o <a href="http://www.spamula.net/blog">Giornale</a>. Trata-se de irresistível baú de curiosidades, do qual Mr. H (cujo verdadeiro nome não sou autorizado a revelar) retira com um toque esporádico de graça coisas novas e velhas.</p>
<p>Mr. H não é apenas um caçador de erudições dignas de nota: é também um louco e um santo, e comete periodicamente a suprema transgressão/auto-sacrifício/desfaçatez de livrar-se de livros que já leu oferecendo-os voluntariamente a quem interessar possa. Seu selvagem desapego não é apenas pelas coisas materiais, mas também pelas coisas do espírito, sendo que a segunda coisa é ainda mais rara e notável do que a primeira.</p>
<p>Movido por essa liberalidade, <a href="http://www.spamula.net/blog/2005/10/free_books_in_october.html">vez por outra</a> Mr. H posta no <em>Giornale</em> uma relação de livros ou <a href="http://www.spamula.net/blog/2005/09/september_cd_giveaway.html">CDs</a> (relação que cobre invariavelmente uma boa amostra de seus ecleticíssimos interesses), e oferece-se para enviar os itens da relação aos primeiros mortais que se derem ao trabalho de levantar a mão para reivindicá-los. A generosidade do bibliotecário cobre inclusive os custos de correio &#8211; mesmo em se tratando de destinos remotos como as Índias Ocidentais.</p>
<h5>Seu selvagem desapego não é apenas pelas coisas materiais, mas também pelas coisas do espírito.</h5>
</p>
<p>Fui tocado <a href="http://www.spamula.net/blog/2006/01/free_books_round_eight_1.html">recentemente</a> por essa graça, e chegou-me semana passada pelo correio o delicioso volume dourado de <em>Hieroglyphics &#8211; A Note upon Ecstasy in Literature</em>, volume de &#8220;idéias&#8221; do inglês <a href="http://geocities.yahoo.com.br/de3103/machen.htm">Arhur Machen</a>, escritor de literatura fantástica que teve admiradores do calibre de <a href="http://www.baciadasalmas.com/rubricas/goiabas-roubadas/traduzindo-borges">Borges</a> e <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/post-mortem">Lovecraft</a>. O volume, publicado em Londres em 1912, já era (como convém) usado quando chegou às mãos de Mr. H. </p>
<p>Queria deixar aqui uma frase de efeito ou um pensamento original, mas não sei o que dizer sobre a generosidade desse sueco, sobre livros antigos, sobre livros lidos a anotados por outras pessoas, sobre os milagres da cega deusa internet, sobre envelopes de terras distantes ou sobre o êxtase na literatura. </p>
<p><small>Clique em qualquer das imagens abaixo para ampliar.</small></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/machen00-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/machen00.jpg" title="Clique para ampliar" alt="Clique para ampliar" width="160" height="213" /></a></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/machen01-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/machen01.jpg" title="Clique para ampliar" alt="Clique para ampliar" width="213" height="160" /></a></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/machen02-b.jpg"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/machen02.jpg" title="Clique para ampliar" alt="Clique para ampliar" width="213" height="160" /></a></p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug003.gif" alt="" width="33" height="51" /></p>
<p>Veja também:<br /><a href="http://www.spamula.net/blog">Giornale Nuovo</a></p>
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		<item>
		<title>Apreço e outras manias menores</title>
		<link>http://www.baciadasalmas.com/2006/apreco-e-outras-manias-menores/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=apreco-e-outras-manias-menores</link>
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		<pubDate>Sun, 12 Feb 2006 09:43:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[O apreço que me tem o venerável Volney Faustini é daqueles que sentem-se à vontade para abrir a geladeira e usar o banheiro de porta aberta. Em retribuição, eu deixo. Volney ousou recentemente me repassar uma corrente que exige da vítima que confesse cinco manias suas e outurgue a responsabilidade da mesma confissão a outros [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O apreço que me tem o venerável <a href="http://volneyf.blogspot.com">Volney Faustini</a> é daqueles que sentem-se à vontade para abrir a geladeira e usar o banheiro de porta aberta. Em retribuição, eu deixo.</p>
<p>Volney ousou recentemente me repassar uma corrente que exige da vítima que confesse cinco manias suas e outurgue a responsabilidade da mesma confissão a outros cinco sujeitos. Não pescamos nada a noite inteira e não faço normalmente esse tipo de coisa, mas como <em>é o senhor que está pedindo&#8230;</em></p>
<p>Pra começar é preciso deixar bem claro que não tenho manias; o que tenho é <em>critérios de aplicação periódica,</em> que são coisa muito diversa e quase oposta. Mas vamos a eles.</p>
<p>
<ol>
<li><strong>Instalar e desinstalar compulsivamente novos aplicativos no computador.</strong> Sempre em busca do processador de texto perfeito <small>(talvez <a href="http://www.writely.com">este?</a>) </small>e do Santo Graal dos <a href="http://www.geocities.com/goosnargh37">softwares de anotação</a>. As atualizações mais ínfimas me interessam.</li>
<p>
<li><strong>Ler mais de dez livros ao mesmo tempo e torturantemente devagar.</strong> Jorge Luis Borges dizia que os livros são uma extensão da memória e da imaginação; uso os livros basicamente com essa segunda função. Coloco o livro imediatamente de lado sempre que encontro ou me ocorre uma idéia que creio vale à pena ponderar, polir e reformular &#8211; o que acontece com freqüência mais de uma vez a cada página. Meu progresso acaba se tornando tão lento que sinto que o único modo de retomar a leitura do livro é do começo.</li>
<p>
<li><strong>Remoer incessantemente na cabeça enredos possíveis para contos de literatura fantástica.</strong> Exatamente como um personagem de Borges. Nascem daí pequenas abominações como <a href="http://www.baciadasalmas.com/2005/vertente">Vertente</a> e <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/assentamento">Assentamento</a>. Devo essa obsessão também à exposição precoce aos inenarráveis contos de <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/post-mortem">Lovecraft</a>.</li>
<p>
<li><strong>Citar <a href="http://www.baciadasalmas.com/rubricas/goiabas-roubadas/traduzindo-borges">Borges</a> o tempo todo.</strong> E quem mais eu poderia citar? Ele citou todo mundo.</li>
<p>
<li><strong>Nunca repassar correntes de qualquer natureza.</strong> Nem mesmo as mais inofensivas e benéficas, como esta talvez seja (portanto sintam-se homenageados, prezados leitores e vocês sabem quem são, porque meu apreço por vocês é do tipo inclusivo mas que os poupa desse constrangimento. Se quiserem retomar voluntariamente o desafio, fiquem absolutamente mais do à vontade).</li>
<p></ol>
</p>
<p>Pronto, Volney. Uma mania secreta, que só você pode saber, é a de provocar por escrito e abraçar pessoalmente.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug009.gif" alt="" width="35" height="36" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Leão a Doré</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Feb 2006 10:27:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[painter]]></category>

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		<description><![CDATA[Clique para ampliar. Parceria com uma fotografia do Luiz Fernando Farah.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/lion-farah-b.gif"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2006/lion-farah.gif" title="Clique para ampliar" alt="Clique para ampliar" width="400" height="309" /></a></p>
<p>Clique para ampliar. Parceria com uma <a href="http://www.flickr.com/photos/luxfarah/86236325">fotografia</a> do Luiz Fernando Farah.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A gaiatice de Dom Arievaldo</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Dec 2005 09:44:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[cordel]]></category>

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		<description><![CDATA[Passei ontem na Winner&#8217;s da Praça Osório para comer uma empada e um suco de cupuaçu e lembrei-me invariavelmente da minha viagem ao nordeste. Não saiu ainda da minha cabeça a idéia de escrever as memórias da Expedição Cordel, mas as proporções épicas e mitológicas do que tenho a dizer simplesmente me esmagam. Como, por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei ontem na <em>Winner&#8217;s</em> da Praça Osório para comer uma empada e um suco de cupuaçu e lembrei-me invariavelmente da minha viagem ao nordeste.</p>
<p>Não saiu ainda da minha cabeça a idéia de escrever as memórias da Expedição Cordel, mas as proporções épicas e mitológicas do que tenho a dizer simplesmente me esmagam.</p>
<p><a href="http://www.flogao.com.br/arievaldocordel/"> <img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2005/bits/arievaldo.gif" border=0 class="right" /> </a>Como, por exemplo, falar do Arievaldo, engenhoso fidalgo, nosso irmão e supremo contato em Fortaleza, cuja casa virou nosso quartel-general? Nada, absolutamente nada, que eu disser sobre o Arievaldo pode dar uma idéia de como ele é na vida real. João Grilo? Robin Williams? Agoniado, energizado, maluco, bem-humorado, malandro, figuraça, gaiatíssimo?</p>
<p>Assisti recentemente ao filme <em>Madagascar</em>, animação da <em>Dreamworks</em>, e decidi que a única imagem que pode sugerir uma sombra do que é experimentar o Arievaldo em primeira mão é a do rei dos lêmures, Julien, dançando e cantando <em>&#8220;Eu me remexo muito&#8221;.</em> O <a href="http://www.hollywoodjesus.com/movie/madagascar/html/43.html">rei Julien</a> é uma versão <em>serena, pacatíssima e domesticada</em> do Arievaldo.</p>
<p>Cordelista, radialista, poeta, cartunista, leiauteiro, dançarino, xilogravurista, publicitário, comediante, dramaturgo, declamador, pesquisador, piadista, escritor, palestrante e figurinha difícil, Dom Arievaldo Viana é atualmente o menino-prodígio da literatura de cordel, seu talento e sua cruzada louvados de Bezerros no agreste pernambucano a Santa Teresa no Rio de Janeiro. </p>
<p>Assim que chegamos a Fortaleza o Ari deu-me de presente um exemplar da segunda edição do seu livro mais recente, <em>O Baú da Gaiatice</em> &#8211; um apanhado de &#8220;causos&#8221;, versos, memórias e crônicas de humor nordestino. Confesso aqui, como já confessei pessoalmente a Dom Arievaldo, que não esperava nem de longe que o livro fosse tão bom. Inquiro apenas dois parágrafos, o primeiro e oitavo da crônica PRODUTO EXTERNO BRUTO É COM NÓS:</p>
<p>
<blockquote>Bastou a revista <em>Newsweek</em> publicar o caput da mais recente descoberta do professor Nikin Kando &#8211; baba de calango em jejum como o mais poderoso sucedâneo da gasolina aditivada -, para o vereador oposicionista Procópio Straus (vereador por Apuiarés, mas nascido no distrito de Cipó dos Anjos) requerer junto ao IBAMA, com o consentimento do Green Peace e da Associação de Macumba Senhor do Engenho, licença para criar em cativeiro as &#8220;n&#8221; espécies do retromencionado lacertílio &#8211; família dos teídos, os tais do &#8220;monossílabo&#8221; torto.</p>
<p>Fincado em área de 22 quilômetros quadrados e população que beira os 200 habitantes, Cipó dos Anjos possui quatro bancos, sendo um de sangue e três de cimento localizados na praça Alferes Claudemiro Quaresma (ilustre antepassado do intrépido Procópio), herói da Guerra do Juazeiro, condecorado com a Medalha da Ferradura por haver salvo a vida de um jumento canindé do Dr. Floro Bartolomeu.</p></blockquote>
<p>E por aí, senhoras e senhores, vai.</p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug032.gif" alt="" width="37" height="52" /></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Aventuras virtuais com a caligrafia chinesa</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Nov 2005 08:04:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[The Net]]></category>
		<category><![CDATA[software]]></category>

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		<description><![CDATA[O sáite de Hong Kong da Wacom (empresa que fabricas as mesas digitalizadoras que permitem que você desenhe diretamente no computador como se fosse usando uma caneta ou pincel) acaba de colocar no ar um estudo de caso sobre um software que emula aqueles pincéis de caligrafia chinesa. O programa, que ainda está em desenvolvimento [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2005/bits/nelson.jpg" alt="" width="266" height="200" /></p>
<p>O sáite de Hong Kong da Wacom (empresa que fabricas as mesas digitalizadoras que permitem que você desenhe <a href="http://www.baciadasalmas.com/rubricas/software/painter">diretamente no computador</a> como se fosse usando uma caneta ou pincel) acaba de colocar no ar um estudo de caso sobre um software que emula aqueles pincéis de caligrafia chinesa.</p>
<p>O programa, que ainda está em desenvolvimento e chama-se por enquanto <em>Bristle Studio,</em> é cria de uma figura que conheci pela internet &#8211; o semimisterioso e menino-prodígio Nelson Chu.</p>
<p>O Nelson pediu que eu testasse o programa aqui no Monastério e, mesmo nessa fase de desenvolvimento é impressionante ver os fios do pincel se desdobrando e se dividindo sobre o papel [virtual] quando você gira a caneta em todas as direções. Assombroso é palavra que se reserva para ocasiões como essa.</p>
<p>Os três gatos que aparecem na página da Wacom (em chinês) fui eu que desenhei:</p>
<p><a href="http://www.wacom.com.hk/case_studies/CS-12.htm">http://www.wacom.com.hk/case_studies/CS-12.htm</a></p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug038.gif" alt="" width="34" height="49" /></p>
<p>O sáite oficial do projeto de Nelson (em inglês), com outros exemplos e vídeos:<br /><a href="http://visgraph.cs.ust.hk/MoXi/">http://visgraph.cs.ust.hk/MoXi</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Farah</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2005 13:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Falei hoje com o Farah ao telefone pela primeira vez. Figura. Leia também:Ontem, sábado e dia de descanso]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falei hoje com o Farah ao telefone pela primeira vez. Figura.</p>
<p>Leia também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/o-salvador-de-jesus/#comment-9121">Ontem, sábado e dia de descanso</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Imagem é tudo</title>
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		<pubDate>Sat, 22 Oct 2005 09:02:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes da Expedição Cordel eu e o Julian só conhecíamos a imagem projetada um do outro. Ai de nós, porque agora nos conhecemos pessoalmente e não temos mais ilusões. A imagem projetada do Julian era a do artista meio fora de centro cuja obra tendia ao deliciosamente grotesco ; um homem que conhecia Neil Gaiman, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes da <em>Expedição Cordel</em> eu e o Julian só conhecíamos a imagem projetada um do outro. Ai de nós, porque agora nos conhecemos pessoalmente e não temos mais ilusões.</p>
<p>A imagem projetada do Julian era a do artista meio fora de centro cuja obra tendia ao deliciosamente <a href="http://www.juliancrouch.com">grotesco</a> ; um homem que conhecia Neil Gaiman, morava no bairro de Sinead O&#8217;Connor e cuja fibra moral o levava a recusar trabalhos para a Disney; um diretor de teatro que uma <a href="http://theater2.nytimes.com/2005/09/16/theater/reviews/16spir.html?ex=1130126400&#38;en=de71ad1fbf07ddbf&#38;ei=5070">resenha recente</a> do <em>New York Times</em> havia descrito (com justiça, garantem-me testemunhas independentes) como &#8220;um mestre do equilíbrio&#8221;.</p>
<p>A imagem que eu projetava para o Julian era, creio, de um santo que havia renunciado às glórias do mundo e vivia frugalmente, eternamente descalço, numa casinha de madeira no meio do nada; um artista que tendia ao rococó, brincava com as proporções e usava cores fortes; um eremita cristão, marginal e anarquista, defensor dos oprimidos e conhecido por suas tiradas sarcásticas.</p>
<p>Por mais acuradas que fossem (e talvez sejam), essas descrições são seletivas e superlativas; não têm como sobreviver a um exame mais de perto. Durante quase três semanas de convivência sem trégua no sertão do nordeste, não tivemos escolha mas imprimir um ao outro a dura realidade das nossas limitações. De certa forma, creio que essa foi a coisa mais arriscada e importante que fizemos juntos. Repartir o tédio cru da nossa humanidade foi a essência espiritual da nossa viagem.</p>
<p>Ontem à noite, quando conversávamos no messenger, brinquei com o Julian (como às vezes faço) sobre o quanto ele é famoso.</p>
<p><strong>juliancrouch:</strong> mas você sabe o quanto sou sem graça<br /><strong>juliancrouch:</strong> na vida real<br /><strong>brabo:</strong> eu sou sem graça também, eu sei<br /><strong>juliancrouch:</strong> ah<br /><strong>brabo:</strong> só fascinante<br /><strong>brabo:</strong> à distância<br /><strong>brabo:</strong> é o nosso segredo<br /><strong>juliancrouch:</strong> não<br /><strong>juliancrouch:</strong> nós somos interessantes<br /><strong>brabo:</strong> somos?<br /><strong>brabo:</strong> mesmo?<br /><strong>brabo:</strong> caraca<br /><strong>juliancrouch:</strong> apenas aconteceu que anulamos as luzes um do outro<br /><strong>brabo:</strong> provavelmente<br /><strong>juliancrouch:</strong> fizemos o outro parecer normal</p>
<p>Outro desafortunado que me conheceu pessoalmente foi o Marcos Vasconcelos, em Recife; tivemos uma boa conversar na frente do edifício do <em>Jornal de Comércio</em> na Rua da Fundição, onde o Marcos trabalha. Ele, que esperava conhecer o legendário Paulo Brabo, teve de se contentar comigo.</p>
<p>
<p style="text-align:center;"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug049.gif" alt="" width="77" height="85" /></p>
<p>Leia também:<br /><a href="http://www.baciadasalmas.com/index.php?p=257">Pessoalmente</a></p>
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