Como escrever como o Paulo Brabo
Gírias e Falares, The Net
Escrevendo sobre teologia e outras coisas sem grande importância, o impertinente (e mineiro, como se houvesse diferença1) Rogerio Brandão revelou sem querer cinco dos sete segredos que compõem o meu estilo. Seguindo esses cinco passos muito simples você alcançará rejeição imediata na terra, etc.
- Apresente-se como “principal dos pecadores” usando termos marcantes. Ex: patife, canalha, farsa, maltrapilho, etc.
- Vincule o Evangelho e escritos sacros com expressões fortes que são normalmente usadas para coisas “profanas”. Ex: rebeldia do Reino, subversão de Jesus, sensualidade da mensagem, transgredir para o bem.
- Use, de igual modo, termos chocantes e metafóricos para destacar ideias principais. Ex: prenhe de esperanças, parir escritos, beijar a ferida aberta pelo própria pena.
- Procure roubar termos da literatura e das ciências literárias. O pior deles ainda é: O protagonista.
- Esbanje advérbios ou adjetivos (ou a união dos dois) para deixar claro o modo, a forma e a intensidade do que você quer dizer. Lembre-se sempre de uma contradição de sentidos. Ex. desesperadamente correto, constrangedoramente lúcido, lucidamente constrangedor, vivendo absurdamente na linha do possível.
Rogério Brandão, em Being Paulo Brabo

- Este é, naturalmente, o oitavo segredo: apresente duas coisas diferentes e depois finja acreditar que são uma mesma. E este é também o nono: apresente uma conclusão arbitrária e emoldure-a com um “naturalmente”, de modo a gerar perplexidade universal. [↩]










