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Ricardo Oliveira, jornalista de cultura e Irmão Comédia, em sua passagem pelo Monastério semana passada.
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01 de Junho de 2008
Em coresThe NetRicardo Oliveira, jornalista de cultura e Irmão Comédia, em sua passagem pelo Monastério semana passada.
05 de Abril de 2008
15 minutos de infâmiaThe Net> Insurreição mineira > Salvo engano, a novela
Leia também: > Irmãos Komezia Imagens de Dostoiévski no Google Se não encontrar nada que lhe pareça relevante, veja esta captura da página de respostas do Google e encontre o Wally com esta. 20 de Dezembro de 2007
Tom Grando e o Resgate da Curicaca de OuroIlustração, The NetMeu camarada Tom Grando, gente boníssima e força da natureza, está fazendo aniversário. O poster que fiz para marcar a data, que não é pequena: Leia também: 11 de Junho de 2007
O bolicho do GuarteláQuase Ciência, The NetA convite do agrônomo e empresário e cantante Alessandro Casagrande (que havia sido por sua vez convidado pelo Tom) passei 48 horas, entre sexta e domingo, acampado na fazenda/reserva Curucaca, nos campos que derramam-se escarpa abaixo no cânion do Guartelá (na estrada entre Castro e Tibagi). A reserva Curucaca é formidável propriedade do Tom e da Gi (e do Francisco, de três anos), que são biólogos e matutos e pessoas extraordinárias. Os dois receberam-nos com graça e exuberância, mantendo sempre um abraço à mão, uma piada na ponta da língua e muita comida na mesa. Compunham ainda o grupo a Dany (geneticista e líder de torcida), os italianos Enzo e Maria e seus filhos gêmeos Eva e Tiago - sem contar a Cuca, a impassível esfinge canina do Guartelá.
Porém a grande paixão do Tom e da Gi (e seu maior interesse do na região e na reserva) é preservar o que resta dos campos gerais, vegetação de estepe que já cobriu a maior parte do interior do Paraná, e de cuja cobertura original resta menos de um por cento. Explicou-me o Tom que um pequeno trecho de campos e banhado com a feição dos campos gerais fixam carbono C4, capturam a luz solar, retém e purificam água e emitem oxigênio na atmosfera de forma muitas vezes mais eficiente do que uma exuberante floresta tropical que ocupe a mesma superíficie. “Não é à toa que os quatro maiores rios do estado nascem nas regiãos dos campos”. O problema é que existem leis que limitam a exploração de florestas nativas, mas lei alguma regulamenta o uso dos campos no Brasil. As charmosas árvores da mata atlântica têm onde reclinar a cabeça, mas não as gramíneas, flores minúsculas, líquens e lobos-guarás das estepes e cerrados brasileiros. No Paraná, o que resta dos campos gerais dá cada vez mais lugar a pastos, plantações de soja e florestas comerciais de eucalipto e pinus, e o mesmo cenário repete-se no interior do Rio Grande do Sul. Quando o casal de biólogos chegou à região do Guartelá, na virada do milênio, a vegetação ao redor dos limites da Curucaca estava passavelmente preservada. Hoje o horizonte mudou: em virtualmente todas as propriedades vizinhas (com exceção do Parque do Guartelá) o bege-savana dos campos foi substituído pelo verde pasteurizado das plantações de soja e pelo rubro das mudas eucalipto - plantas que, nem de longe, serão capazes de preservar os recursos de água, oxigênio e carbono da forma como faz o delicado ecossistema dos campos gerais.
É pela consciência da seriedade dessa situação que 95% da área da fazenda Curucaca é mantida radicalmente intocada. Quando um vizinho perguntou se ele não temia ter nas mãos tanta terra “improdutiva”, o Tom respondeu exuberantemente e com acerto: “Como improdutiva? Eu produzo água! A água que você bebe vem da minha propriedade”. E mostrou-me os canos para comprovar que a água de um único banhado da Curucaca supre de água potável quatro outras propriedades ao redor. Como preservar algo de que ninguém reconhece a importância? Uma liga de ambientalistas da qual o Tom é militante e porta-voz está lutando para fazer avançar um projeto que regulamenta a exploração dos campos, mas o lobby das indústrias conta com a dura eloqüência do patrocínio. O Tom e a Gi estão praticamente sozinhos nos seus esforços para salvar a Terra, mesmo sabendo que é quase certamente tarde demais. 29 de Maio de 2007
Of CourseThe NetMeu amigo Julian Crouch. Não nos víamos pessoalmente desde a conclusão da Cordelorum Expeditione em outubro de 2005, mas neste fim de semana nossos caminhos voltaram a se cruzar por algumas horas, entre o sábado e o domingo. Em São Paulo, que é supostamente “como Londres, but bigger,” comemos como reis no Baby Beef e colocamos a conversa em dia sobre corações e espetáculos. A pé, em homenagem aos nosso dias no sertão, visitamos juntos o MASP (exposições de Darwin e Goya - “Darwin is overrated“) e ao Parque do Ibirapuera, que o Julian insistia em chamar, para me provocar, de Central Park. O Julian ficou mais impressionado com o desenho que as raízes das árvores formam nas calçadas do Ibirapuera do que com os bad Picassos do Masp, mas está na índole dele crer que a beleza é comum. Despedimo-nos ao meio-dia de domingo e voltei para o Monastério trazendo, agradecido, os três pequenos volumes da série de cordéis britânicos que Julian produziu sobre O Grande Incêndio de Londres. “I’ll be back”, ele sorriu, enquanto tomávamos nosso último suco de laranja numa padaria. Devo muita coisa a esse sujeito, mas devo aqui confessar pelo menos uma. Pirateei do Julian o uso muito peculiar que ele faz de expressões como ”é claro”, “naturalmente”, ”obviamente”. Se Borges me ensinou o poder do “talvez” especulativo, Julian ensinou-me o poder do “naturalmente” em lugares inesperados. Algumas semanas atrás, por exemplo, ao anunciar que vinha ao Brasil para uma semana de oficinas com o pessoal de sua companhia de teatro, disse-me o Julian que estava sendo tão espetacularmente abençoado pela vida que quando nos encontrássemos novamente eu não seria capaz de reconhecê-lo. – I will be much younger, of course - explicou ele. “Estarei muito mais jovem, naturalmente”. Você está examinando
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