Manuscritos estocados sob a rubrica 'Brasil'
15 de Novembro de 2010

15 de novembro

Brasil, Livros

e os cinco volumes da História da Prostituição no archive.org.



Notavelmente ampliada e enriquecida desde 1889.

* * *

HISTÓRIA DA PROSTITUIÇÃO
EM TODOS OS POVOS DO MUNDO
DESDE A ANTIGUIDADE ATÉ OS NOSSOS DIAS
Obra necessaria aos moralistas,
util aos homens de Sciencia e Lettras
e interessante para todas as classes

ILUSTRADA COM PRIMOROSAS GRAVURAS

Para ler e baixar clique aqui.

20 de Outubro de 2010

10 dias para o fim do mundo

Brasil, Política

Faltam agora para a eleição de 31 de outubro, ocasião em que ficará decidido se será o fascismo brasileiro ou o nosso comunismo que contribuirá para o agendado fim do mundo em 2012.Vista o seu candidato nA Bacia das Almas. Aqui no Monastério de São Brabo acreditamos que a anarquia é a única forma de governo, e que a liberdade de expressão termina onde começa a liberdade de pensamento. Em conformidade com essa convicção e com a admoestação profética do Ivan (“vocês anarquistas precisam se organizar”) o Monastério está lançando a campanha de conscientização Vista o seu candidato nA Bacia das Almas10 dias para o fim do mundo.

(para vestir o Serra agora mesmo, clique aqui. Para vestir a Dilma, clique aqui)

O que você pode fazer para participar?

1. Divulgue a campanha no seu sáite ou blog (o código para os banners está logo abaixo), por email, powerpoint ou qualquer outro meio ainda mais irritante. Como esta é uma guerra justa, vale até mesmo o uso de meios de divulgação moralmente dúbios como o twitter.

2. Imprima, recorte e monte o seu candidato ideológico. Vale canonizar e demonizar sem medo, visto que pastores, periódicos e blogueiros supostamente isentos fazem a mesma coisa (para vestir o Serra agora mesmo, clique aqui. Para vestir a Dilma, clique aqui).

3. Atormente seus amigos com a sua interpretação do candidato deles. Demonstre além de qualquer dúvida que nada é mais tendencioso do que uma opinião!

4. Tire uma foto de sua dupla ideológica de candidatos numa situação engraçada, criativa, impertinente ou ultrajante e mande para o Paulo Brabo no e-mail baciadasalmas@gmail.com até a meia-noite do dia 31. Todos os participantes (e não-participantes!) ganharão, sem sorteio, um país dividido. E algumas das fotos posso resolver mostrar aqui.

5. Divirta-se com seus candidatos sem nutrir a ilusão de estar fazendo qualquer diferença, precisamente como vai ser quando você votar no dia das eleições!

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Para divulgar a campanha você pode apontar para a página principal da Bacia:
http://www.baciadasalmas.com
Ou para a página da campanha:
http://www.baciadasalmas.com/2010/10-dias-para-o-fim-do-mundo
Ou diretamente para as páginas dos candidatos:
http://www.baciadasalmas.com/2010/vista-o-candidato-jose-serra
http://www.baciadasalmas.com/2010/vista-o-candidato-dilma-roussef

Segue ainda o código html dos banners para você recortar e colar na barra lateral do seu blogue ou onde quiser no seu sáite:

CÓDIGO PARA O BANNER DA CAMPANHA:
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/10-dias-para-o-fim-do-mundo"><img src="http://web.newsguy.com/carpen/10dias-promo.png" title="Vista o seu candidato nA Bacia das Almas" /></a></p>

CÓDIGO PARA O BANNER “VISTA O SERRA”:
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/vista-o-candidato-jose-serra"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4017/5097606692_32aa8962e6.jpg" border=0 title="Vista o seu candidato nA Bacia das Almas: José Serra"/></a>

CÓDIGO PARA O BANNER “VISTA A DILMA”:
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/vista-o-candidato-dilma-roussef"><img src="http://farm5.static.flickr.com/4153/5097010531_d34b31954f.jpg" border=0 title="Vista o seu candidato nA Bacia das Almas: Dilma Roussef"/></a>

26 de Junho de 2010

Mercearia Paraopeba

Brasil

Via Tato da Trilha, por email

25 de Abril de 2010

Florianópolis em 1780

Brasil, História

Da coleção David Rumsey de mapas. Clique para ampliar.

Clique para ampliar

Veja também:
Sv. Ekateriny e mais do Brasil na Biblioteca Pública de Nova Iorque

09 de Novembro de 2009

A árvore que chora

Brasil, História

Na Amazônia ela era conhecida como “a árvore que chora”, o sangue branco da floresta, e por gerações os índios haviam retalhado o seu tronco, deixando o látex gotejar em folhas, de onde podia ser moldado à mão na forma de vasos e lâminas impermeáveis à chuva. Colombo encontrou índios arauacãs jogando com estranhas bolas que quicavam e voavam. Thomas Jefferson e Benjamin Franklin descobriram que o material era ideal para apagar anotações à lápis. Devido à crença generalizada de que se originava nas Índias Ocidentais, a substância era chamada de India rubber. Na verdade o produto vinha do Brasil, onde o rei de Portugal já havia estabelecido uma ativa indústria que produzia sapatos, capas e bolsas de borracha.

Todos esses produtos, no entanto, tinham uma grande falha. No frio a borracha tornava-se tão quebradiça que rachava como porcelana. No verão uma capa de borracha reduzia-se a um manto viscoso. Então, em 1839, Cada um deles precisava de borracha, e a única fonte era a Amazônia.Charles Goodyear descobriu (inteiramente por acidente) a vulcanização, um processo que torna a borracha resistente aos elementos, transformando-a assim de curiosidade num ingrediente essencial da Era Industrial. Em 1888 John Dunlop inventou os pneus infláveis de borracha para que o seu filho pudesse ganhar uma corrida de triciclo em Belfast. Sete anos mais tarde os irmãos Michelin deixaram a crítica boquiaberta ao introduzirem pneus removíveis no rally Paris-Bordeaux. Na virada do século havia cinqüenta fábricas de automóveis nos Estados Unidos. A Oldsmobile, a mais bem sucedida, vendeu 425 carros só em 1901. Menos de uma década depois os primeiros 15 milhões de Modelos T deslizaram para fora da linha de produção de Henry Ford. Cada um deles precisava de borracha, e a única fonte era a Amazônia.

O repente de riqueza foi hipnotizante. Em Londres e Nova Iorque homens jogavam moedas para decidir se sairiam em busca de ouro no Klondike ou borracha no Brasil. No pico da corrida 5.000 aventureiros chegavam à Amazônia por semana. Em 1909 os negociantes estavam despachando rio abaixo 500 toneladas de borracha a cada dez dias. Em 1910 a borracha representava 40 por cento das exportações brasileiras. Um ano depois a produção atingia o seu pico máximo de 44.296 toneladas. Isso valia, numa estimativa conservadora, mais de 200 milhões de dólares. Em Pittsburgh o magnata do aço Andrew Carnegie lamentava: “eu deveria ter escolhido a borracha”.

Manaus, situada no coração do comércio brasileiro de borracha, transformou-se em poucos anos de um modesto vilarejo à beira do rio numa próspera cidade cuja opulência atingia níveis bizarros.Os barões da borracha acendiam charutos com notas de 100 dólares. Os barões da borracha acendiam charutos com notas de 100 dólares e saciavam a sede dos seus cavalos em baldes de prata cheios de champagne francesa gelada. Suas esposas, desdenhosas das águas barrentas do Amazonas, mandavam seus linhos a Portugal para serem lavados. Prostitutas de Tangiers e de São Petesburgo chegavam a ganhar 8.000 dólares por uma noite de trabalho, tarifas que eram freqüentemente pagas em tiaras e jóias; em 1907 os cidadãos de Manaus eram os maiores consumidores per capita de diamantes do mundo.

Ao longo do território do Amazonas o comércio da borracha desencadeou um reino de terror a que não se via igual desde a consquista espanhola. No fim o que salvou a população nativa foi um ato da política imperial britânica. Em 1877 sementes de borracha trazidas pelos ingleses das florestas do Brasil chegaram à Malaia, uma terra tropical de clima similar à Amazônia, mas intocada pela praga da folha. Aqui não era necessário que as árvores crescessem tão separadas umas das outras; plantações densas e eficientes eram possíveis. Em 1909 mais de 40 milhões de pés de seringueira haviam sido plantados na Malaia (hoje em dia parte da Malásia), em intervalos de apenas seis metros, em fileiras regulares que permitiam que um único trabalhador sulcasse 400 árvores por dia. A produção dobrava a cada doze meses.

Com o sucesso das plantações, o boom da borracha da Amazônia implodiu. Em 1910 o Brasil produzia cerca de metade do consumo mundial; em 1918 a cifra caía para 20 por cento. Em 1940 o Brasil era responsável por apenas 1.3 por cento da produção mundial de borracha, e a nação havia se tornado importadora inveterada do produto que havia dado ao mundo.

Wade Davis, Shadows In The Sun (1998)