O ateísmo é a melhor coisa, exceto nos casos em que deixa de ser

O mistério dos ateus que não deixam de acreditar em coisas incrivelmente convenientes

Ateus e desconversos me interessam mais do que crentes e religiosos, porque via de regra submeteram-se a um autoexame mais inclemente e no processo abandonaram um bom número de ilusões a respeito de si mesmos e dos outros.

Para o teólogo Paul Tillich, o marxismo e a psicanálise são grandes e temíveis em que desmascaram níveis ocultos da realidade que antes de serem articulados determinavam o curso das gentes sem que os tivéssemos de olhar de frente. O homem natural tem medo (em alguns casos fundamentado) de que enxergar a realidade como ela é possa destruí-lo, por isso tende a rejeitar com paixão tanto as revelações do marxismo Continue lendo →

Os mesmos discernimentos

As narrativas da criação em Gênesis, na verdade todos os onze primeiros capítulos do livro, nada mais são do que mitos contados como se fossem história. Ironicamente, no entanto, o efeito do mito tem sido muito mais forte na nossa sociedade do que na dos israelitas. Não é com frequência que os israelitas mencionam o jardim do Éden na literatura subsequente; nós, porém, sobrepomos de tal modo a história do jardim do Éden com comentários, remitologizamos de tal modo a narrativa, que os próprios hebreus provavelmente acabariam por considerá-la irreconhecível, para não dizer embaraçosa.


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