Ainda sobre a ameaça muçulmana

A versão curta:

Nada há para temer.

 

A versão longa:

Há muitos sentidos em que é desnecessário e antiético semear o pânico acenando com uma iminente islamização do Ocidente, e O mundo está mudando — aparentemente o título do vídeo de propaganda anti-islâmica que mencionei há pouco e que, informaram-me por email, é versão brasileira de uma produção norte-americana — é exemplo acabado dessa mentalidade a ser denunciada.

Em primeiro lugar há o mais escancarado, o fato de que o vídeo (e sua mentalidade) empunham a máscara da acusação Continue lendo →

A boa notícia

Este documento contém clipes de vídeo que só podem ser visualizados na página da Bacia na internet.

Mandou-me o Alessandro Casagrande, para me importunar, este vídeo alarmista (produzido pela Primeira Igreja Batista de São José dos Campos) que lhe encaminhou um seu amigo cristão.

Se você tem mais o que fazer, e espero que tenha, posso explicar que o vídeo argumenta que:

[1] para manter uma cultura viva (o que quer que se queira dar a entender com isso) requer-se uma taxa de fertilidade mínima de 1,9 pessoas por família;
[2] as taxas de fertilidade na Europa encontram-se bem abaixo desta média e caindo;
[3] apesar disso Continue lendo →

A benção mais antiga de todas

Em junho de 1665 o peculiaríssimo messias judeu Sabbatai Sevi (que mais tarde apostataria para o muçulmanismo) reuniu os seus discípulos em Jerusalém e convidou-os, de caso pensado, a transgredirem solenemente um dos mandamentos da Torá. Naquela tarde eles fizeram o que voltariam a fazer juntos inúmeras vezes: comeram o heleb, a gordura do fígado – uma das 36 transgressões para as quais a Bíblia Hebraica prescreve a eliminação do transgressor (da comunidade ou, segundo algumas interpretações, da existência).

A benção que o messias pronunciou antes da ceia:

– Bendito seja Deus, que permite o proibido.


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