Solidariedade

 

– Ela tem razão – disse Caio Gonçaço, enrubescendo um pouco, e deslizou a mão sobre o mapa estendido no quadro-negro. – A Muralha amazônica você pode pensar como uma enorme, enorme biblioteca. Toda planta e todo animal, todo índio e todo ribeirinho é um volume dessa biblioteca, com o detalhe que cada livro está repleto de referências a todos os outros e só pode ser adequadamente lido e apreciado dentro desse sistema de alusões, descontinuidades e remetências. Se pegar isoladamente uma bromélia ou um índio você vai ter ainda uma obra prima, um livro formidável, mas vai perder as referências cruzadas a todos Continue lendo →

Ele julga que está fora, mas está lá

Meu amigo Manuel Anastácio tem as faculdades, que não desejo para ninguém, de dizer o que se torna óbvio no exato momento em que é dito, de não poupar o ouvinte de uma verdade que ninguém tinha visto. Aqui ele está ao mesmo tempo denunciando e entendendo o meu rancor com relação ao Facebook:

Prosopobibliofobia é a aversão profunda às redes sociais e, em particular, ao Facebook. O prosopobibliófobo recusa-se a encarneirar com gente que, muito egipciamente, venera gatos e faz festas ao diabo da estupidez. Assim é, de facto. O Facebook alargou os horizontes da partilha da estupidez e das vaidades vãs. Mas culpar o Facebook é destituído Continue lendo →


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