Manuscritos estocados sob a rubrica 'Goiabas Roubadas'
07 de Abril de 2012

Um esclarecimento

Goiabas Roubadas

Tu és santo, único Deus Senhor,
Que operas coisas maravilhosas

Tu és forte, és grande, és altíssimo
És rei onipotente: tu, Pai santo,
rei do céu e da terra

Tu és trino e uno, Senhor Deus dos deuses
És o bem, todo o bem, o sumo bem,
o Senhor Deus vivo e verdadeiro

Tu és caridade, és sapiência
És humildade, és paciência
És beleza, és mansidão
És segurança, és descanso

Tu és júbilo e alegria,
És nossa esperança
És justiça
És moderação
És toda nossa riqueza e suficiência

Tu és beleza
Tu és mansidão
És protetor, és nosso guardião e nosso defensor
És força, és conforto

Tu és a nossa esperança
Tu és a nossa fé
Tu és a nossa caridade

És toda a nossa doçura
És nossa vida eterna, grande e admirável Senhor
Deus onipotente,
Misericordioso Salvador

 

Este texto, entregue por São Francisco a Frei Leão em 1224 (isto é, dois anos antes de morrer) e preservado hoje em dia em Assis, é um dos dois manuscritos de sua própria mão que sobreviveram aos séculos. Como em toda a marca que Francesco deixou sobre a terra, ele passa com resignação pelas coisas grandes e de menos importância requeridas pela ortodoxia (tu és rei onipotente, trino e uno, etc) e pausa sobre as coisas importantes – isto é, pequenas e singelas e que dizem respeito à cumplicidade entre os homens na qual se revela a divindade: tu és beleza, tu és mansidão (que aparecem juntas duas vezes) e, meu Deus, tu és toda a nossa doçura. Numa palavra, ele começa falando de teologia e termina falando sobre Jesus.

O pergaminho original revela que na primeira vez em que aparece a palavra “caridade”, como que para deixar um sumo e definitivo esclarecimento, Francesco voltou atrás e escreveu, acima da palavra latina caritas, a palavra (que em latim se escreve como em português) amor.

04 de Abril de 2012

Aquela distinção apaixonada

Goiabas Roubadas

Mas enquanto a maioria dos filósofos e comentaristas da sua época saudava essa grande nivelação da cultura como sinal da democratização da sociedade, Kierkegaard acreditava que ela poderia representar um declínio na coesão social, um festim de reflexão interminável e desinteressada, o triunfo de uma curiosidade intelectual infinita mas rasa que acabaria impedindo um compromisso profundo, significativo e espiritual com qualquer questão particular.

“Nem mesmo um dos que pertencem ao público tem um compromisso essencial com o que quer que seja”, Kierkegaard observava amargamente em seu diário. De repente as pessoas começavam a interessar-se por tudo e por nada ao mesmo tempo; todos os assuntos, não importava quão ridículos ou sublimes, estavam sendo equalizados de tal modo que nenhuma causa importava mais o bastante para se dar a vida por ela. A terra estava se tornando plana, e Kierkegaard odiava a ideia. Para ele, todas as conversas produzidas nos cafés só estavam levando “à abolição daquela distinção apaixonada entre ficar quieto e falar”. E o silêncio para Kierkegaard era importante, porque “só a pessoa capaz de ficar essencialmente quieta é capaz de falar de modo essencial”.

Para Kierkegaard, o problema com a crescente conversação – epitomada pela “absolutamente desmoralizante existência da imprensa diária” – era que ela existia do lado de fora das estruturas políticas e exercia muito pouca influência sobre elas. A imprensa forçava as pessoas a desenvolver opiniões veementes a respeito de todos os assuntos, mas raramente motivava o impulso de agir em conformidade com elas. Com frequência as pessoas encontravam-se tão inundadas de opiniões e de informação que acabavam adiando indefinidamente qualquer decisão importante.

A falta de compromisso, ocasionada pela multiplicidade de possibilidades e pela fácil disponibilidade de rápidos paliativos espirituais e intelectuais, é que era o verdadeiro alvo da crítica de Kierkegaard. Ele acreditava que era só fazendo compromissos (um de seus termos favoritos) arriscados, profundos e autênticos; que era só discriminando entre diferentes causas e lidando com os triunfos e os desapontamentos dessas escolhas e aprendendo com as experiências resultantes, que as pessoas alcançavam a sabedoria e enchiam suas vidas de significado. “Se você é capaz de ser um homem, o perigo e o severo julgamento de existir irrefletidamente irá ajudá-lo a tornar-se um” é como ele resumia a filosofia que viria a ser conhecida como existencialismo.

Não é difícil imaginar o que Kierkegaard teria pensado da cultura da internet dos nossos dias, dominada por um ciclo de 24 horas de sabichonice e de um compromisso fluido com ideias e relacionamentos. “O que Kierkegaard via como a consequência de uma cobertura irresponsável e descomprometida por parte da imprensa alcançou sua plena concretização na internet”, escreve Hubert Dreyfus, filósofo da Universidade da Califórnia em Berkeley. Um mundo em que professar o comprometimento pessoal com a justiça social não requer mais do que redigir um status socialmente consciente de Facebook teria despertado em Kierkegaard o mais profundo rancor.

Evgeny Morozov, em The Net Delusion

31 de Março de 2012

O sentido da vida: o consumidor como elite revolucionária

Goiabas Roubadas

O truque mais incrível da Apple, alcançado através tanto de marketing quanto de filosofia, é fazer com que seus consumidores sintam que estão pessoalmente fazendo história – que são uma espécie de elite histórico-espiritual, mesmo quando existem milhões deles. O comprador de um produto da Apple sente que está fazendo parte de uma missão histórico-mundial, uma revolução – e Jobs gostava tanto da retórica revolucionária que a revista Rolling Stone deu a ele o apelido de “Sr. Revolução”.

[...] Não é de admirar que a contracultura tenha malogrado no começou da década de 1980: a promessa era que todos podiam mudar o mundo comprando um Macintosh. Equiparar a Apple ao processo histórico (Hegel chega a Palo Alto!) e convencer o mercado de que a companhia sempre representa o lado bom de todo conflito abriu horizontes não mapeados em criatividade promocional. Para vender seus produtos Jobs recorreu ao poder da cultura; ele foi um gênio do marketing porque apelava sempre para o sentido da vida. Com sua primeira linha de computadores, a Apple apropriou-se com sucesso do tema da decentralização de poder na tecnologia que foi tão caro para a Nova Esquerda na década anterior. Se as pessoas ansiavam por uma tecnologia que fosse pequena e bonita – para emprestar o slogan de E. F. Schumarcher, popular naquela época, – Jobs podia dar isso a elas.

A Apple permitiu que gente que havia perdido todas as batalhas importantes da sua era pudesse participar de uma luta sua – uma batalha por progresso, por humanidade, por inovação. E essa era uma batalha que só podia ser vencida nas lojas. Como disse à revista Esquire, no começo da década de 1980, o diretor de marketing da Apple: “Todos sentíamos que tínhamos perdido o movimento dos direitos civis. Tínhamos perdido o Vietnam. O que tínhamos era o Macintosh”. O consumidor como revolucionário: era uma noção brilhante – e, é claro, uma ilusão terrível.

Evgeny Morozov, em Form and Fortune,
pela mão de Matt Cardin

Leia também:
O profeta e a revolução
As variedades da experiência capitalista
A conquista do público e a punição dos indisciplinados

29 de Março de 2012

Esquecimento

Goiabas Roubadas

O nome do autor é a primeira coisa a desaparecer
seguido obedientemente pelo título, o enredo,
a lastimosa conclusão, o romance inteiro
transforma-se de repente num livro que você nunca leu
nem ouviu falar,

como se uma a uma as lembranças que você costumava abrigar
decidissem retirar-se para o hemisfério meridional do cérebro,
a uma vilinha de pescadores que nem telefone tem.

Há tempo você disse adeus aos nome das nove musas
e observou a equação de segundo grau fazendo as malas,
e mesmo agora, enquanto memoriza a ordem dos planetas,

alguma outra coisa está escapulindo, a árvore que simboliza um estado talvez,
o endereço de um tio, a capital do Paraguai.

O que quer que você esteja lutando para lembrar,
não está suspenso na ponta da língua
ou espreitando num canto obscuro do baço.

Já boiou para longe descendo o sombrio rio mitológico
cujo nome se sua memória não falha começa com L,
estando você mesmo a caminho do esquecimento
onde se juntará a esses que esqueceram até como nadar e andar de bicicleta.

Não é de espantar que você acorde no meio da noite
para procurar a data de uma batalha famosa num livro de guerra.
Não é de espantar que a lua na janela pareça ter resvalado
de um poema de amor que você sabia de cor.

Billy Collins

09 de Março de 2012

Uma tarefa para os pequeninos

Goiabas Roubadas

Entre o judaísmo de Jesus e o cristianismo de Paulo há um intervalo considerável o bastante para modificar historicamente a configuração do modelo de organização dos futuros seguidores do Evangelho. Intervalo tanto no sentido espaço-temporal quanto no sentido semântico.

O jovem artesão da Galileia viveu profundamente enraizado em seu mundo, encharcado por sua cultura, no bojo de sua época. Jesus não se esquivou da religião de seu povo nem tentou destruí-la: a maneira como escolheu vivenciá-la é que provocou uma ruptura irremediável para os que com ele mantinham contato. A boa notícia que Jesus anuncia refere-se à vivência da religião como a forma mais profunda de liberdade e de amor, experimentados para além dos parâmetros de um rito, de uma lei ou de uma história. A boa notícia é baseada na descoberta e no anúncio de que há um Deus que nos ama antes de mais nada, nos ama de forma despudorada e alegre, e nos ama de graça, por sua graça, sem que haja para ele alteração no seu amor em razão do que quer que tentemos fazer para ganhá-lo; um Deus que é como um Pai. (Por conta do revestimento viciado dessa terminologia durante dois milênios parece não nos causar tanto impacto que alguém se relacione com um deus chamando-o de papai, que é mais ou menos a tradução de Abba. Diríamos então que o anúncio do Deus Paizinho de Jesus soaria para nós como se um ex-presidiário saísse nas cidades do país anunciando que há uma Deusa, Mãe Paciente, que nos ama graciosamente; ela quer que espalhemos esse amor gratuito sendo todos como crianças de orfanato, ansiosas pelo amor da Mãe, e que seremos mais apaixonados pela Vida que ela nos dá quando tivermos a alegria de um travesti, a esperteza de um bêbado e a espontaneidade de um malandro.)

O Reino de Deus é este tempo em que se descobre que a vida é uma graça, que a presença ausente de Deus envolve tudo em todo tempo e lugar e que, por isso mesmo, toda vida deve ser preservada, promovida, amada e vivida de modo pleno. A boa notícia de Jesus é que chegara a hora em que todos poderiam saber disso e viver conforme essa novidade. O Reino estava inaugurado. “Viver conforme residentes do Reino” era toda a pregação de Jesus: converter-se. Viver conforme a descoberta do amor sem condicionamentos, do amor do Divino por nós e do nosso amor pela vida, com todas as fragilidades, com todos os defeitos, com todas as ambiguidades.

A pregação de Jesus pressupõe a disposição de assumir a religião como uma ética e não como um código jurídico, assumir uma forma de vida e não um tratado dogmático. A salvação de quem aceita a realidade do Reino não é uma decisão jurídica baseada numa troca entre iguais: é um presente que se manifesta numa maneira de estar no mundo. E Jesus não impõe nenhum critério para que alguém acesse o Reino, senão o da aceitação total. A crise que essa mensagem provoca se instala justamente nos centros de poder que necessitam, para manterem-se e se reproduzirem, da criteriosa separação, da concessão de privilégios, da barganha de considerações. Esses centros de poder estão encravados nas relações inter-pessoais e, portanto, estão na própria tessitura da linguagem e da sociedade. Por isso que é provocante e assustadora, para qualquer um que a escute, a ternura louca do Evangelho que Jesus anuncia. Assumir aquele estilo de vida supõe a negação espontânea de todos os aparatos de poder a que o indivíduo é educado a desejar. Esses aparatos de poder e o desejo de possuir o poder como uma mercadoria carregam consigo a destruição da vida e das possibilidades infinitas de viver a vida e de desejar vivê-la, sendo, portanto, o desejo de poder o cerne da infidelidade à graça da vida.

O poder, sendo uma categoria das relações da linguagem, passa a ser o alvo da crise que o Evangelho anunciado provoca, sem que pra isso haja deliberações e montagem de estratégias por parte de Jesus e de seu grupo de amigos. Jesus, pelo simples fato de viver o instante de modo pleno e por demonstrar serena e fortemente o gozo da vida e da aceitação do Amor Incondicional, instala o rasgão na forma de ver e de estar no mundo daqueles que com ele mantém o mínimo contato.

A vitalidade da pregação e da vivência de Jesus queima a alma de quem o escuta como um chamado forte de retorno à vocação da vida que é a liberdade e a gratuidade. Assumir essa forma simples e livre de viver, para o entendimento de Jesus, era uma tarefa que só poderia ser levada a cabo por aqueles que se desembaraçassem de suas regras pesadas, do emaranhado das leis que regem cada centímetro do corpo e da vida; uma tarefa para os pequeninos, os analfabetos, os que não esperam mais nada da vida, os que perderam a oportunidade de vencer na vida, os que não gozam da reputação outorgada pelos outros, os viciados, os corrompidos, os desesperados, os abobalhados, os de quem todos esperam mancadas.

Esses, por nada terem que resguardar, podem abrir-se escancaradamente, com seus erros e com suas feridas, ao amor incondicional da Vida e esses podem descobrir a abundante vida que surge de dentro da opressão. Esses entendem que o caminho para salvar a alma, segundo a Boa Notícia, começa por não pensar em salvar a alma.

Paulo, rasgado de paixão por essas novidades, arma-se de cuidados para que a mensagem seja levada ao máximo de pessoas no menor tempo possível e que a mensagem chegue carregada de testemunho a qualquer recanto de qualquer povo e qualquer religião. Paulo não admite barreiras para o anúncio da Boa Notícia do Reino. Por isso, toda a sua pregação baseia-se na universalidade do Cristo. A categoria Cristo para Paulo invoca a pessoa de carne e osso que foi Jesus de Nazaré e, para além, invoca o espírito da atuação de Jesus, que deve presentificar-se em quem quer que assuma a vivência do Reino. Cristo é Jesus em nós. Paulo preocupa-se com a eficiência da pregação do Evangelho e da vivência do Reino, por isso pressupõe que devam ser criadas comunidades estáveis, que se reúnam periodicamente e, para avivar a mensagem da salvação, celebrem, isto é, ritualizem. A preocupação de Paulo, óbvio, é válida e muito pertinente, mas não se pode deixar de ver que aqui se desenha a diferença entre a vivência da religião segundo Jesus e segundo Paulo.

Os elementos da vida em comunidade – reuniões e rituais – são a célula do surgimento de uma institucionalização da mensagem, especialmente quando começa a se debater sobre a escolha de critérios para a admissão de pessoas. As pessoas para terem acesso à vida daquela comunidade precisam moldar-se ao seu estilo de vida, que, paulatinamente, vai se homogeneizando. O problema aqui não é o da pureza ou impureza das pessoas que fazem a instituição que está surgindo; este problema da separação entre puro e impuro já fora abolido por Jesus, vide a parábola do trigo e joio. O problema reside na formatação criteriosa para a admissão do postulante, que responde a um código de poder instalado no miolo da linguagem e que vai se consolidando de modo unívoco. Paulo consegue, sem dúvida, manter a vitalidade da mensagem do Evangelho ainda diante da nascente institucionalização, mas não conseguiu garantir que assim fosse na posteridade.

As comunidades posteriores, especialmente depois do terceiro século, no período de decadência do Império Romano, deslumbradas com a possibilidade de tornarem a Boa Notícia hegemônica urbi et orbi, inflaram a prudência sensata de Paulo e minimizaram a escandalosa insensatez de Jesus, achando melhor para os seus fins adotar um modo mais organizado e estruturado de resguardar a mensagem; a isso corresponde a escolha criteriosa dos textos a serem outorgados o sobrenome de Sagrados e o esforço em criar uma história de unificação triangular, ou melhor, piramidal, de códigos, costumes e, principalmente, de organismos. Mas, segundo uma leitura menos aparelhada dos escritos sobre o Evangelho de Jesus, pode-se perceber uma certa dose de voluntarismo dos escritores quando pretendem basear em Jesus a fundação de uma instituição que deveria tomar conta de sua mensagem. Os textos em que Jesus funda sua igreja apostólica estão dissonantes dos acontecimentos precedentes e da trajetória da pregação da Boa Notícia. Ainda assim estes textos não conseguem conter a voracidade com que o comportamento e as palavras de Jesus incendeiam tudo.

A vivência de Jesus da religião não prescreve a estrita necessidade de uma instituição para resguardar a sua Boa Notícia. Pelo contrário, o estritamente necessário era a abolição de qualquer estrutura de poder que tomasse para si a posse do Divino e estabelecesse o mínimo de critério que fosse para o acesso à Liberdade e ao Amor. Nesse sentido, a Igreja de Jesus estava presente em qualquer mínima comunidade que mais se empenhasse em fazer como ele, em qualquer tempo e lugar, do que em preservar um possível mito. A Igreja de Jesus – ou seja, as pessoas e as comunidades que se empenhariam em propagar a Boa Notícia de que o Reino chegara – adota um método parecido com a fissão nuclear em que a explosão de um átomo é a causa da explosão dos dois átomos vizinhos e assim sucessivamente. Ou ainda, como uma sala repleta de ratoeiras armadas, se uma ratoeira desarma e cai em cima de outra, todas as ratoeiras da sala tendem a ser atingidas pela síndrome do desarmamento. Isto é, a Boa Notícia do Reino baseia-se em dois meios: o anúncio e a vivência. Viver conforme o Reino e anunciar a sua presença, sem mais. Quem ouvisse o anúncio e para si assumisse a residência no tempo do Reino, deveria viver conforme um residente do Reino e anunciá-lo a outros e assim por diante… É isso que dá sentido ao koan que Jesus aplica nos seus amigos quando eles reclamam que há pessoas fora do grupo originário que estão atuando em seu nome, isto é, estão anunciando e vivendo conforme o Reino. Jesus responde: “Aquietem-se! Quem não espalha o que ajunto, está ajuntando comigo.” Digamos que para nós soe assim: “Aprendam! Quem assumiu o tempo do Reino como seu tempo, e o anuncia, e vive conforme isso, não precisa estar babando de sentimentalismo aos meus pés, não precisa confinar-se entre as colunas de um templo majestoso, não precisa demonstrar que é meu amigo com palavras arrogantes e fartas de adjetivos laudatórios, não precisa participar de rituais que em nada lhe sublima o espírito, não precisa defender leis anacrônicas criadas em meu nome. Olhem para eles e vejam vocês o quanto é preciso livrar-se de um peso do qual eu lhes ajudei a se safar, e que vocês, por medo da liberdade, colocaram de novo em suas costas.”

O insubmisso Rondinelly Gomes Medeiros, em 2009,
pensando alto na companhia de Alysson Amorim

Leia também:
Notas para uma leitura de Paulo