Manuscritos estocados sob a rubrica 'Divino preconceito'
18 de Abril de 2007

God Hates The World

Divino preconceito

Deus odeia o mundo. Gentileza do coro da Igreja Batista de Westboro.

Você passou dos limites
Não quer dar ouvidos a este chamado final
Mundo perverso, você se uniu como um só
Veja os seus soldados morrendo
Você alega que Deus o está abençoando
Essa é a maior de todas as mentiras

Vocês comerão os seus filhos

Você não pode continuar
Fingindo dia a dia
Que o Deus do julgamento já era e morreu
Vocês são todos parte da família do diabo
E a verdade é que vão todos direto para o inferno

Deus odeia o mundo
E todos os seus habitantes
Vocês todos vão encarar um dia de fogo
pelo seu soberbo pecado
É tarde demais para fazê-Lo mudar de idéia
Vocês gastaram suas vidas vãs
Acumulando a ira de Deus para toda a eternidade

Ora, vocês conheciam a Lei de Deus
Mas desobedeceram-na por completo
Gastaram suas vidas
Perseguindo suas mentiras e concupiscências
Servindo todos os seus ídolos:
Bestas homossexuais e bandeiras sangrentas
Os fogos do inferno estão ali esperando por vocês!

Deus odeia o mundo (você sabe que ele te odeia)
E todos os seus habitantes (gente perversa!)
Vocês todos vão encarar um dia de fogo
pelo seu soberbo pecado (então só parem!)
É tarde demais para fazê-Lo mudar de idéia
Vocês gastaram suas vidas vãs
Acumulando a ira de Deus para toda a eternidade

Os profetas dEle vieram em Seu nome
Mas com sua postura violenta vocês amaldiçoaram-No na face
Vocês todos logo perceberão
Que a hora da sua destruição se aproxima
Vocês tudos unidos cairão

Deus odeia o mundo
E todos os seus habitantes
Vocês todos vão encarar um dia de fogo
pelo seu soberbo pecado
É tarde demais para fazê-Lo mudar de idéia
Vocês gastaram suas vidas vãs
Acumulando a ira de Deus para toda a eternidade

Deus odeia o mundo (ele odeia você)
E todos os seus habitantes (estou falando de você)
Vocês todos vão encarar um dia de fogo
pelo seu soberbo pecado (só obedeçam-No!)
É tarde demais para fazê-Lo mudar de idéia
Vocês gastaram suas vidas vãs
Acumulando a ira de Deus para toda a eternidade

Vocês comerão os seus filhos (sim, vocês os comerão)
Vocês, gente abominável (o cerco está chegando!)
Vocês todos vão encarar um dia de fogo
pelo seu soberbo pecado (pecadores orgulhosos!)
É tarde demais para fazê-Lo mudar de idéia
Vocês gastaram suas vidas vãs
Acumulando a ira de Deus para toda a eternidade

Deus odeia o mundo
E todos os seus habitantes
Vocês todos vão encarar um dia de fogo
pelo seu soberbo pecado
É tarde demais para fazê-Lo mudar de idéia
Vocês gastaram suas vidas vãs
Acumulando a ira de Deus para toda a eternidade!

24 de Dezembro de 2006

Novos significados a costumes herdados

Divino preconceito, História

Cristo foi o maior dos combatentes pioneiros na batalha contra o inimigo mundial, o judeu [...] A obra que Cristo começou mas não conseguiu terminar, eu – Adolf Hitler – concluirei.

Adolf Hitler, Natal de 1926

Meu sentimento como cristão aponta-me para meu Senhor e Salvador na qualidade de combatente. Aponta-me para o homem solitário que, cercado por poucos seguidores, reconheceu esses judeus pelo que são e convocou homens para lutar contra eles e que – verdade de Deus! – foi maior não como sofredor mas como combatente.

Em plenitude de amor como cristão e como homem leio a passagem que conta como o Senhor finalmente ergueu-se em seu poder e empunhou seu açoite a fim de expulsar do Templo a raça de víboras e serpentes. Quão formidável foi sua luta contra o veneno judeu.

Adolf Hitler, 12 de abril de 1922

Uma cerimônia de Natal baseada em eventos e referências que as pessoas hoje em dia não compreendem não produz bem, mas mal. Suscita apenas desconfiança contra os nossos objetivos, não confiança em nossa habilidade de liderar o povo espiritualmente (o que é mais do que necessário). Quando olhamos as coisas de forma correta, não temos motivo para não dar novos significados a costumes herdados, desde que vejamos neles um bom número de possibilidades políticas.

Hannes Kremer, pensador nazista,
em Die neue Gemeinschaft (1937)

Quatro mil convidados aplaudiram entusiasticamente [o discurso de Natal de 1921] quando Hitler condenou o “mamonístico materialismo” que degradava o feriado, culpa dos “judeus covardes, que pregaram na cruz o liberador do mundo”.

Joe Perry, Nazifying Christmas


Alemanha, Natal de 1942 – Filme de propaganda nazista

Narração do filme

“A pátria celebra o quarto Natal da guerra, protegida por uma sólida frente de batalha. Artistas do sexo feminino e esposas de artistas preparam pacotes para serem enviados pelo correio aos combatentes. Estudantes também envolve-se com entusiasmo quando se trata de fazer felizes os soldados do fronte. Enfermeiras de um hospital militar na costa do canal preparam presentes de Natal para a frente oriental. Os pequeninos preparam uma surpresa para seu papai no campo de batalha. A noite antes do Natal num hospital militar. Véspera de Natal. Os sinos indicam o início da comemoração do Natal. Seu tinido ressoa sobre terra e mar, a fim de levar a nossos soldados de todas as frentes as saudações da pátria.”

17 de Março de 2006

O nome de Deus em mãos erradas

Divino preconceito, Heresias Sensacionais

Depois da breve e edificante introdução ao seu tratado contra os judeus Shem Hamphoras, Martinho Lutero se apressa em reproduzir a lenda judaica que será alvo de seus ataques no restante do livro.

A lenda e o uso dela por Lutero são curiosos em muitos sentidos. Primeiro há a história em si, breve aventura em que o Nome Secreto de Deus™ (o Shem Hamphoras) é utilizado sem autorização por Jesus para realizar os seus milagres e atrair as multidões. Há inúmeros detalhes memoráveis, como o fato de Jesus citar incessantemente o Antigo Testamento em seu favor (hábito que aos judeus deve ter parecido especialmente irritante), o embate aéreo, a não-mencionada tecnologia que motorizava os cães mecânicos, a reversão do papel de Judas Iscariotes e o enforcamento de Jesus num pé de repolho.

O Shem Hamphoras estava escrito sobre esta pedra, e qualquer um que aprendesse o nome dessas letras e as compreendesse poderia fazer qualquer coisa que quisesse.

A lenda parece ter sido inventada por judeus dotados de aguçado senso de humor que dispuseram-se a difamar a história de Jesus sem levar a coisa muito a sério (leia-se o último parágrafo), talvez comentando ou aproveitando-se da proverbial credulidade dos cristãos. Não temos como saber como a história foi lida pelo público judeu original; não temos nem mesmo como saber se a história foi de fato escrita por judeus, mas está claro que sua divulgação deixou os cristãos furiosos.

A pitoresca narrativa foi registrada com horror na obra Victoria (1315) de um certo Victor Porchetto de Salvatici, padre genovês a quem Lutero chama pelo nome latino de Purchetus (o título completo do livro, A Vitória sobre os ímpios Judeus, na qual a verdade da fé Católica é demonstrada a partir das Sagradas Escrituras, bem como a partir das palavras do Talmude, das obras cabalísticas e de todos os outros autores aceitos pelos Judeus, proporciona uma idéia clara do seu conteúdo). Lutero, que leu-a numa reimpressão parisiense de Victoria, datada de 1520 (seu exemplar pessoal, com notas em alemão e em latim, jaz hoje no acervo da Biblioteca Municipal de Karlsruhe) traduziu a lenda a fim de refutá-la.

Não há, portanto, como recapitular adequadamente todas as camadas de meta-intolerância ligadas à criação e incessante citação deste texto. Os judeus, perseguidos implacavelmente pelos cristãos durante um milênio inteiro, podem ter inventado a história como inofensiva retaliação; por outro lado, cristãos bem-intencionados podem muito bem ter atribuído a história aos judeus, já que testemunhar falsamente o que se considera ser verdadeiro já foi considerado atitude virtuosa; cristãos como Porchetto e Lutero, inflamados pela imorrível blasfêmia, trataram então de atiçar a já alta fogueira da perseguição aos judeus.

O prejuízo está, naturalmente, longe de terminar. Onde estão os guardiãos do Shem Hamphoras quando precisamos deles dele.


DO DÉCIMO PRIMEIRO CAPÍTULO DA PRIMEIRA PARTE DO LIVRO DE PURCHETIS, TRADUZIDO PARA O ALEMÃO PELO DR. M. LUTERO

1. Todos veremos agora como os judeus foram sempre tamanhos inimigos das maravilhas de Cristo que atribuíram-nas a Belzebu, senhor dos diabos. Pois ele (Cristo) fez obras assombrosas como ninguém jamais havia feito, conforme ele mesmo afirma em João 15.

Também jamais foi alegado que qualquer outra pessoa em seu Nome tenha feito os cegos verem, os surdos ouvirem, os mancos andarem e os mudos falarem, como profetizado por Isaías nos versos de 4 a 6 do seu capítulo 35: “A vingança vem, a retribuição de Deus; ele vem e vos salvará. Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará”.

2. Além desses numerosos sinais maravilhosos ele fez muitos outros, despertou os mortos, limpou os leprosos e curou muitos outros enfermos e fez tantos outros sinais que ninguém, exceto Deus, poderia tê-los feito; ainda assim a perversidade dos judeus, sempre associada a ardis malignos, teve a desfaçatez de blasfemar e vituperar esses milagres com mentiras. Eles compuseram um livro contra os cristãos no qual escrevem o seguinte:

3. ACONTECEU NOS DIAS DE HELENA, a Rainha, a qual reinou sobre toda a terra de Israel, que Jesus, o Nazareno, veio a Jerusalém. No Templo do Senhor ele encontrou a pedra sobre a qual nos tempos antigos havia estado depositada a Arca do Senhor. O Shem Hamphoras estava escrito sobre esta pedra, e qualquer um que aprendesse o nome dessas letras e as compreendesse poderia fazer qualquer coisa que quisesse.

continue lendo >

 

Este documento faz parte da série

Shem Hamphoras

  1. Lutero alerta os alemães
  2. O nome de Deus em mãos erradas
18 de Dezembro de 2005

A melhor piada religiosa de todos os tempos

Divino preconceito, Fé e Crença

Os visitantes do sáite shipoffools.com elegeram o que consideram ser a melhor piada religiosa de todos os tempos.

Uma vez eu vi um cara querendo se jogar de uma ponte e eu disse:

– Não faça isso!

– Ninguém me ama – ele disse.

– Deus te ama. Você acredita em Deus?

– Acredito – ele disse.

– Você é cristão ou muçulmano?

– Cristão.

– Eu também! – eu disse. – Protestante ou católico?

– Protestante.

– Eu também! De qual denominação?

– Batista.

– Eu também! Batista da convenção batista do norte ou batista da convenção batista do sul?

– Da convenção batista do sul.

– Caramba, eu também! Batista da convenção batista regular do sul ou da convenção batista independente do sul?

– Da convenção batista regular do sul – ele disse.

– Eu também! Batista da convenção batista regular reformada do sul ou da convenção batista regular pioneira do sul?

– Da convenção batista regular reformada do sul.

– Eu também! Batista da convenção batista regular reformada pentecostal do sul ou da convenção batista regular reformada carismática do sul?

– Da batista regular reformada pentecostal do sul.

– Então morra, herege! – e empurrei o sujeito.

O comediante Emo Philips, autor da piada original, conta mais uma:

Quando era pequeno eu costumava orar toda a noite pedindo uma bicicleta, até que percebi que não é assim que Deus funciona.

Então eu fui lá, roubei uma e pedi que ele me perdoasse. E funcionou!

02 de Dezembro de 2005

Lutero alerta os alemães

Divino preconceito, Documentos, História

Dos panfletos que Martinho Lutero escreveu contra os judeus o Shem Hamphoras talvez seja o mais virulento. Estou pensando em traduzir, com fins históricos e educativos e em doses homeopáticas, pelo menos parte dele. A minha é uma tradução da tradução literal de Gerhard Falk, que por sua vez trabalhou a partir do truncado original alemão: Von Schem Hamphoras und vom Geschlecht Christi – Do Nome Oculto e das Gerações de Cristo.

Antes que passe pela sua cabeça que concordo com o que está sendo dito aqui, leia todas as advertências em A solução final de Lutero.

Lutero não tinha como estar pensando nos nazistas quando escreveu 400 anos antes deles, mas não há como saber: talvez os nazistas estivessem pensando em Lutero quando colocaram-no em prática 400 anos depois.


“Não é minha opinião que eu possa escrever aos judeus na esperança de convertê-los.”

1. No meu último panfleto (Sobre os Judeus e Suas Mentiras) anunciei que irei de agora em diante ignorar aquilo que os ferozes e miseráveis judeus mentem a respeito do seu Shem Hamphoras1, conforme descrito por Purchetus em seu livro Victoria.

Isso tenho feito em honra da nossa fé e em oposição às mentiras diabólicas dos judeus, de modo que aqueles que querem tornar-se judeus possam ver em que espécie de dogmas “magníficos” deverão acreditar e terão de observar entre os malditos judeus.

“Um coração de judeu é duro como pedra, e não pode ser movido por quaisquer meios.”

Pois, conforme estipulei claramente naquele panfleto, não é minha opinião que eu possa escrever aos judeus na esperança de convertê-los. Eis porque não dei àquele panfleto o nome de Contra os Judeus, mas Contra os Judeus e Suas Mentiras, para que os alemães possam conhecer através da evidência histórica o que é um judeu, de modo a poderem alertar nossos cristãos contra eles da mesma forma que os alertamos contra o próprio Diabo, a fim de fortalecermos e honrarmos nossa crença; não para converter os judeus, o que seria quase tão impossível quanto converter o Diabo.

continue lendo >

 

Este documento faz parte da série

Shem Hamphoras

  1. Lutero alerta os alemães
  2. O nome de Deus em mãos erradas