O gerenciamento da esperança [4]

Encerrei aquela nota sobre colapso da civilização com a sentença Nada pode ser feito porque, obviamente, é só em parte verdade. Há um crescente número de climatologistas, ambientalistas, políticos e gente comum que insiste que é tarde demais para ser pessimista.

A dança está no centro da história natural do Brasil

Desde 1648.

Este é o frontispício de Historia Naturalis Brasiliae de Guilherme Piso. Para uma versão muito maior da mesma imagem (animais em extinção! um macaco barbudo! um índio circuncidado! frutas exóticas!), clique aqui.

A saracura cibernética

Folheando algumas fotos digitais que tirei de uma saracura que vem tomar banho junto à minha janela (outra foto aqui), encontrei o que pode ser um daqueles pequenos deslizes temporários da matrix. Nesta foto em que a asa aparece estendida, a extremidade revela o cabo motor, a curva metálica e o minúsculo rebite do que é muito claramente uma pena biônica, de uma estética com influência steampunk.

Veja a foto em tamanho grande aqui, e um detalhe abaixo.



A falta que o inverno faz

Era outono na Itália setentrional e nas florestas, fora um pettirosso ou outro, não havia som ou movimento que não fosse o recatado som e movimento das plantas. Meu amigo naturalista explicou que ao longo do outono os insetos se recolhem e não voltam a dar as caras até a primavera. Para um brasiliano habituado a encontrar exuberância de vida mesmo em paisagens minimalistas como o cerrado, aquilo tinha um ar um tanto surreal de O Dia em Que a Terra Parou. Nenhuma borboleta, nenhum besouro, nenhuma abelha, nenhum caracol, nenhuma formiga. Nada.

As folhas caíam e os bichos calavam, e mesmo entre os seres humanos havia todos os sinais — Continue lendo →

Pra que servem os homens

Uma pesquisa recente compilou dados sobre os estereótipos que as pessoas desenvolvem a respeito de homens e mulheres, revelando uma tendência que recebeu o nome de efeito MSM (“Mulheres São Maravilhosas”): tanto homens quanto mulheres tem uma visão mais favorável a respeito das mulheres do que a respeito dos homens. Quase todo mundo gosta mais de mulheres do que de homens. Eu sem dúvida sou um desses.

Porém, ao invés de ver a cultura como um patriarcado, isto é, uma conspiração de homens para explorar as mulheres, creio que é mais acurado dizer que uma cultura (por exemplo, um país ou uma religião) Continue lendo →

O bolicho do Guartelá

A convite do agrônomo e empresário e cantante Alessandro Casagrande (que havia sido por sua vez convidado pelo Tom) passei 48 horas, entre sexta e domingo, acampado na fazenda/reserva Curucaca, nos campos que derramam-se escarpa abaixo no cânion do Guartelá (na estrada entre Castro e Tibagi).

Areserva Curucaca é formidável propriedadedo Tom e da Gi (e do Francisco, de três anos), que sãobiólogos ematutose pessoas extraordinárias. Os dois receberam-nos com graçaeexuberância, mantendo sempre um abraçoà Continue lendo →


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