Na cama com a Bíblia

Os últimos quarenta anos testemunharam sensíveis impulsos de acomodação cultural por parte da igreja evangélica. Porém, na batalha contra a plena identificação com o mundo, a sexualidade é a última grande trincheira atrás da qual a igreja procura defender a sua identidade. Entendemos (e somos ensinados a entender) que um cristão pode ceder com relação a tudo que o Novo Testamento ensina – pode, por exemplo, encontrar lugar para abençoar a guerra ou a acumulação de bens, – mas não deve haver espaço para que se contornem as demarcações tradicionais do exercício da sexualidade.

O anti-imperialismo da Bíblia

Devemos em primeiro lugar reconhecer que as grandes celebrações biblicamente inspiradas tanto das igrejas cristãs quanto das sinagogas judaicas enfocam a opressão imperial e a libertação do povo de Deus.

A Páscoa judaica comemora o êxodo da dura servidão do faraó do Egito.

As grandes celebrações biblicamente inspiradas enfocam a opressão imperial.

Hanucá celebra a libertação divina dos judeus que resistiam à primeira tentativa de um império ocidental em suprimir o modo de vida tradicional da aliança Israel-Judá.

O Natal celebra o nascimento de uma criança camponesa como a chegada do legítimo “Salvador” de um povo que tinha sido conquistado e submetido a tributação (o censo) por César, Continue lendo →

A linhagem interrompida

Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.
Mateus 1:1

 

Antes de nos aproximarmos dessa conclusão poderá ser útil que nos detenhamos por um momento diante desta única ideia: o quanto o conceito de perpetuação – perpetuação da herança, perpetuação da história e dos valores, mas acima de tudo perpetuação da linhagem – está incrustado na noção de família (e portanto de valor) que prevaleceu ao longo dos milênios.

Uma família, no sentido tradicional, é uma máquina construída para repetir e multiplicar sucessos; porém, mesmo quando tudo dava errado numa determinada derivação da história, Continue lendo →

A herança perdida

A história do cristianismo é também a história da dança pública de um número limitado de palavras. É a história de para onde essa inusitada coreografia acabou conduzindo tanto as palavras que estavam dançando quanto as pessoas que estavam ouvindo.


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