Notas no caderno da revolução • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 18 de agosto de 2011

Notas no caderno da revolução

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Para trazer a efeito a revolução não basta simplesmente compartilhar as mesmas ideias, é necessário poder viver juntos, numa base diária, se possível em contato direto com a natureza. Embora pareça paradoxal, apenas uma comunidade de homens “unidos e isolados” pode garantir a vida interior autêntica negada pela civilização tecnológica.

Jacques Ellul


É precisamente isso que distinguía Ellul de todos os totalitaristas, panteístas e naturalistas daquele tempo: Minha ideia – embora tenha sido inteiramente mal compreendida pelos ecologistas – é que o progresso não é uma ameaça à natureza, mas à liberdade.

Bernard Charbonneau


Ellul e Chabornneau insistiam constantemente na necessidade de estabelecerem-se, localmente, pequenos grupos autogovernados que seriam federados entre si. Deveriam funcionar como contra-sociedades, esses grupos exemplares, manifestações concretas da ordem a ser construída. Seu propósito não era derrubar o regime mas servir de evidência, aqui e agora, da revolução instantânea. Gradualmente, de forma contagiosa, essa rede fundada nas bases poderia espalhar-se além das fronteiras nacionais, que estavam fadadas a desaparecer de qualquer maneira.

Patrick Troude-Chastenet,
sobre os projetos anárquicos de Jacques Ellul

Leia também:
O profeta e a revolução

Paulo Brabo @saobrabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repositório final de ideias condenadas à reformulação eterna.

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