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	<title>A Bacia das Almas</title>
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	<description>Onde as ideias não descansam</description>
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		<title>O esfolador de anjos</title>
		<description><![CDATA[&#8211; O que você está lendo? &#8211; Esse aqui. &#8211; É romance? Nunca ouvi falar. &#8211; Todo mundo já ouviu falar dO esfolador de anjos. Todo mundo já leu O esfolador de anjos. Ou pelo menos sabe o final. &#8211; Eu não. Do que se trata? &#8211; De que planeta você é? Bom, o que [...]]]></description>
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		<title>Sexualidade e inocência</title>
		<description><![CDATA[Os paralelos entre a história de Gilgamesh e a de Adão e Eva fornecem respaldo à noção de que a intenção original da história bíblica era precisamente a mesma da história de Gilgamesh &#8211; enxergar a &#8220;queda&#8221; como infeliz, no sentido de que a inocência foi perdida, e como feliz, pelo menos no que diz [...]]]></description>
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		<title>Nível da rua</title>
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		<title>O descortês mestre de cerimônias Kotsuké no Suké</title>
		<description><![CDATA[O INFAME DESTE CAPÍTULO é o descortês mestre de cerimônias Kotsuké no Suké, sinistro funcionário que motivou a degradação e a morte do senhor da Torre de Ako e não quis se eliminar como um cavalheiro quando a apropriada vingança o apertou. É homem que merece a gratidão de todos os homens, porque despertou preciosas [...]]]></description>
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		<title>Sabedoria e mortalidade</title>
		<description><![CDATA[Tal como a nuvem se desfaz e some, aquele que desce à sepultura nunca tornará a subir. Jó 7:9 &#160; Talvez aproximar-se da Bíblia sem grandes prejulgamentos baste para se entender que é com muita hesitação que o próprio texto bíblico se aproxima da ideia de imortalidade. Em termos narrativos, históricos e literários, é só [...]]]></description>
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		<title>&#8220;Igreja&#8221; entre aspas</title>
		<description><![CDATA[As pessoas aparentemente continuam escrevendo livro sobre Deus. Meu irmão Tuco Egg (da Trilha) está lançando Igreja entre aspas pela Editora Grafar, com prefácio do Paulo Brabo1. Como o livro da Bacia e os livros de Brennan Manning publicados no Brasil, Igreja entre aspas já vem com a capa previamente envelhecida, que é para tentar [...]]]></description>
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		<title>Enquanto resta alguma lei neste mundo</title>
		<description><![CDATA[PILATOS. Você está desrespeitando seu pai e sua mãe. Está desrespeitando a sua Igreja. Está violando os mandamentos do seu Deus, e alegando ter direito a agir assim. Está pleiteando em favor dos pobres, e declarando que é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no paraíso [...]]]></description>
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		<title>Uma palavra que não conheço</title>
		<description><![CDATA[Às vezes penso que há muito de semelhante entre aprender uma nova língua e aprender a viver com gente. O problema está sempre nos pronomes e nas preposições, aquelas pequenas palavras e pequenos gestos que ligam uma coisa à outra. Uma palavra errada, um gesto errado, e tudo muda, todo o sentido e toda uma [...]]]></description>
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		<title>Se ele era inocente</title>
		<description><![CDATA[Jesus era do ponto de vista do Sumo Sacerdote um herege e um impostor, do ponto de vista dos comerciantes um agitador e um comunista. Do ponto de vista imperialista dos romanos era um traidor, do ponto de vista do senso comum um louco perigoso. Do ponto de vista do esnobe, que exerce sempre grande [...]]]></description>
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		<title>A violência do global</title>
		<description><![CDATA[O terrorismo dos nossos dias não é produto de uma tradição histórica de anarquismo, niilismo ou fanatismo. Ao contrário, ele é o parceiro contemporâneo da globalização. A fim de identificar as suas principais características é necessário desenhar uma breve genealogia da globalização, particularmente da sua relação com o singular e com o universal. A analogia [...]]]></description>
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		<title>O aniquilamento da não-violência</title>
		<description><![CDATA[Minha ideia – embora tenha sido inteiramente mal compreendida pelos ecologistas – é que o progresso não é uma ameaça à natureza, mas à liberdade. Bernard Charbonneau, falando em nome do anarquista cristão Jacques Ellul &#160; Aquilo que o diabo sonhou por milênios, um mundo em que não fosse mais possível viver uma vida de [...]]]></description>
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		<title>Token</title>
		<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>A sacanagem messiânica</title>
		<description><![CDATA[Consiste em que se um dia alguém, para ajudar um faminto, sedento, doente, preso, estrangeiro ou nu, se aproximou dele de cima para baixo, achando-se ele mesmo o messias, esse não O achará. Por outro lado, aqueles que, para ajudar, se aproximaram de um faminto, sedento, doente, preso, estrangeiro ou nu, despretensiosamente, de baixo para [...]]]></description>
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		<title>Os mitos não descansam</title>
		<description><![CDATA[Porém o mito nunca se contenta em simbolizar um processo uma única vez. Quer os mitos que temos sejam ou não combinações de incontáveis mitos locais, o efeito final é de que os aspectos cruciais da vida são simbolizados vez após outra, de diversas maneiras correlatas, como se, nas palavras de Levi-Strauss, duas pesssoas estivessem [...]]]></description>
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		<title>O futuro e os sonhos</title>
		<description><![CDATA[Que razões ele apresenta para postular que existe já o futuro? Dunne fornece duas: uma, os sonhos premonitórios; outra, a relativa simplicidade que outorga essa hipótese aos inextrincáveis diagramas que são típicos de seu estilo. Quer também evitar os problemas de uma criação contínua&#8230; Os teólogos definem a eternidade como a simultânea e lúcida possessão [...]]]></description>
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		<title>Aquilo que mais ou menos aprendi</title>
		<description><![CDATA[é que escrevemos, falamos e lemos como se as coisas fossem sólidas, e a experiência insiste em demonstrar que são fluidas.]]></description>
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		<title>A flor de Coleridge</title>
		<description><![CDATA[Em 1938, Paul Valéry escreveu: &#8220;a história da literatura não deveria ser a história dos autores e dos acidentes da sua carreira ou da carreira de suas obras, mas a história do Espírito como produtor ou consumidor de literatura&#8221;. Não era a primeira vez que o Espírito formulava essa observação; em 1844, na aldeia de [...]]]></description>
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		<title>A salvaguarda do sexo</title>
		<description><![CDATA[Quanto mais eu rezo, mais gente me escreve pra falar a respeito das suas questões e inadequações sexuais. Diz muito sobre este mundo (e sobre o mundo evangélico) que tanta gente só encontre brecha para falar sobre esse assunto com um cara que nunca viu pessoalmente, um nome na internet, um ilustre desconhecido, um não-rosto [...]]]></description>
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		<title>Pela tela, pela janela</title>
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		<title>A dura coreografia de um dia como os outros</title>
		<description><![CDATA[É com toda a relutância (e por certo para grande prejuízo da imagem de sofisticação que penso às vezes a transmitir), que devo confessar que sim, curto o Natal &#8211; não só o Natal de Jesus, mas também aquele das tradições, das canções, das luzinhas, das diferentes culturas e da conturbada história do ocidente (não [...]]]></description>
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		<title>O caminho da natureza e o caminho da graça</title>
		<description><![CDATA[A propósito, se não tenho coragem de recomendar descaradamente o filme Árvore da vida, de Terrence Malick, é porque às vezes tenho vergonha de quanto descaradamente cristão o filme é, e queria poder evitar esse proselitismo. Mas não se iluda: trata-se de uma obra imensa, luminosa e generosa, ao mesmo tempo ambiciosíssima e tremendamente singela. [...]]]></description>
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		<title>Sobre manipular antônimos</title>
		<description><![CDATA[As freiras nos ensinaram que há dois caminhos: o caminho da natureza e o caminho da graça. Você tem de escolher que caminho seguir. A graça não tenta agradar a si mesma. Aceita ser menosprezada, esquecida, escanteada. Aceita insultos e ofensas. A natureza só quer agradar a si mesma. Obriga os outros a agradá-la também. [...]]]></description>
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		<title>Joquempô</title>
		<description><![CDATA[Nossa alegria de existir naquele domingo debaixo do sol era tão sem limites que beirava a fraude ou a extravagância. Era incrível, mas nos bastávamos ali, com os pés cravados na areia, chupando os gelos do copo vazio de caipirinha e a pele rejeitando gota a gota o protetor solar. Junto da nossa frota de [...]]]></description>
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		<title>A inconcebível figura</title>
		<description><![CDATA[&#8220;O que é uma inteligência infinita?&#8221;, indagará talvez o leitor. Não há teólogo que não a defina; eu prefiro um exemplo. Os passos que dá um homem, desde o dia de seu nascimento até o da sua morte, desenham no tempo uma inconcebível figura. A Inteligência Divina intui essa figura imediatamente, como a dos homens [...]]]></description>
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		<title>Three of Life</title>
		<description><![CDATA[]]></description>
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		<title>Perdão e poder</title>
		<description><![CDATA[Não é de estranhar que Jesus de Nazaré tenha se recusado a reduzir a virtude a um conjunto confortável de regras; não é de estranhar que ele tenha se negado firmemente a indicar que a conduta do reino pudesse ser domada em normas ou esgotada pela obediência passiva. Essas suas cautelas se enquadram de modo [...]]]></description>
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		<title>Deus não escreve não-ficção; por que alguém deveria?</title>
		<description><![CDATA[Enquanto um autor se limita a narrar acontecimentos ou a traçar os tênues desvios de uma consciência, podemos supô-lo onisciente, podemos confundi-lo com o universo ou com Deus; quando se rebaixa a raciocinar, sabemo-lo falível. A realidade procede dos fatos, não dos raciocínios; a Deus toleramos que se afirme &#8220;eu sou o que sou&#8221; (Êxodo [...]]]></description>
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		<title>O triunfo do simulacro</title>
		<description><![CDATA[Daniel Oudshoorn, escrevendo sobre porque não tenho uma conta do Facebook, ou explicando de que modo posso um dia voltar a ter (já tive como ele uma conta secreta, por dois ou três anos: dois amigos, deve ter sido uma espécie de recorde): Outro dia uma velha amiga &#8211; que já foi minha companheira de [...]]]></description>
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		<title>Los más arduos pasajes</title>
		<description><![CDATA[É ateu, mas sabe interpretar de um modo ortodoxo as mais árduas passagens do Alcorão, porque todo homem culto é um teólogo, e para sê-lo não é indispensável a fé. Jorge Luis Borges, pausando sobre Omar Khayyām em suas Otras Inqusiciones (1952)]]></description>
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		<title>Les derniers jours du monde</title>
		<description><![CDATA[]]></description>
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