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	<title>Bacia das Almas</title>
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	<description>Onde as ideias não descansam</description>
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		<title>Uma única coisa em troca</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Apr 2013 12:25:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia após dia, em todos os seus dialetos, o universo me repete uma mesma frase: pegue o que você precisar. &#8220;Brabo,&#8221; o universo me diz, &#8220;pegue o que você precisar&#8221;. Ele pede uma única coisa em troca, e o que ele pede é tremendamente exigente: que eu continue a desejar aquilo que considero desejável. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia após dia, em todos os seus dialetos, o universo me repete uma mesma frase:<em> pegue o que você precisar.</em></p>
<p>&#8220;Brabo,&#8221; o universo me diz, &#8220;pegue o que você precisar&#8221;.</p>
<p>Ele pede uma única coisa em troca, e o que ele pede é tremendamente exigente: que eu continue a desejar aquilo que considero desejável.</p>
<p>É claro que o mundo de abraços e de café e de pura conexão entre as pessoas que desejo não existe fora da minha cabeça, mas repito: o universo não cessa de me pagar para continuar sonhando com ele. E é com essa propina que ele vai me impedindo de desejar o Facebook. </p>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>Leia mais n<em>A Forja Universal:</em></small><br />
<a href="http://forjauniversal.com/2013/quanto-o-universo-me-paga-para-nao-estar-no-facebook/">Quanto o universo me paga para não estar no Facebook</a></p>
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		<title>A missão mais urgente</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Apr 2013 12:25:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>

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		<description><![CDATA[No décimo-sexto volume de Vidae zu santi della Brasilicata de Giuseppe di Anscietta está escrito que São Coro de Minância tinha uma espada que só levantava para deter os que o admiravam. &#8220;De todas as missões que Deus outorgou a cada homem, a maior e mais urgente é dissuadir qualquer outro homem de segui-lo (Oração [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No décimo-sexto volume de <em>Vidae zu santi della Brasilicata</em> de Giuseppe di Anscietta está escrito que São Coro de Minância tinha uma espada que só levantava para deter os que o admiravam. &#8220;De todas as missões que Deus outorgou a cada homem, a maior e mais urgente é dissuadir qualquer outro homem de segui-lo (<em>Oração à treva que precede a aurora,</em> XII, V)&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>Leia mais n<em>A Forja Universal:</em></small><br />
 <a href="http://forjauniversal.com/2013/para-desenhar-um-circulo/">Para desenhar um círculo</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A sua dis­po­si­ção em des­car­tar</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Mar 2013 21:32:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>

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		<description><![CDATA[Como viria a dei­xar claro a herança da Reforma Pro­tes­tante, o pro­blema de avan­çar pela rup­tura é que a rup­tura não demora a alcan­çar você. A sua dis­po­si­ção em des­car­tar acaba ensi­nando ao mundo que você é descartável. A rup­tura ini­cial da Reforma multiplicou-​​se em inú­me­ras rup­tu­ras inter­nas ao longo dos sécu­los, num pro­cesso que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como viria a dei­xar claro a herança da Reforma Pro­tes­tante, o pro­blema de avan­çar pela rup­tura é que a rup­tura não demora a alcan­çar você. A sua dis­po­si­ção em des­car­tar acaba ensi­nando ao mundo que você é descartável.</p>
<p>A rup­tura ini­cial da Reforma multiplicou-​​se em inú­me­ras rup­tu­ras inter­nas ao longo dos sécu­los, num pro­cesso que está longe de ter­mi­nar. A expe­ri­ên­cia “pro­tes­tante” fragmentou-​​se logo nas pri­mei­ras déca­das e con­ti­nua ten­dendo irre­sis­ti­vel­mente à frag­men­ta­ção. Se você não faz parte da sub­cul­tura pode não ter ouvido falar, mas é coisa incri­vel­mente comum, mesmo nos nos­sos dias, uma con­gre­ga­ção se “divi­dir” por­que seus inte­gran­tes dis­cor­dam entre si sobre algum item da dou­trina ou da liturgia.</p>
<p>Jesus, que não igno­rava que rom­per é matar, falava pre­ci­sa­mente sobre esse risco quando exi­giu que seu dis­cí­pulo reco­lhesse a espada: <em>todos que lan­ça­rem mão da espada, à espada mor­re­rão.</em> Ou, no voca­bu­lá­rio de Bruce Ster­ling: <em>quem nasce pela rup­tura morre pela rup­tura.</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>Leia mais n<em>A Forja Universal:</em></small><br />
<a href="http://forjauniversal.com/2013/a-espada-circular/">A espada circular</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A igrejização da sociedade</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Mar 2013 19:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Mas no momento em que a curva da secularização estava completa e parecia que se aproximava o dia em que todos caminharíamos de modo consciente e responsável por esta terra, sem a necessidade de mecanismos concorrentes de validação contínua, entrou em cena a internet – e quando a internet ficou pronta completava-se também o processo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Mas no momento em que a curva da secularização estava completa e parecia que se aproximava o dia em que todos caminharíamos de modo consciente e responsável por esta terra, sem a necessidade de mecanismos concorrentes de validação contínua, entrou em cena a internet – e quando a internet ficou pronta completava-se também o processo de igrejização da sociedade.</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>Leia mais na <a href="http://forjauniversal.com/2013/a-igrejizacao-da-sociedade/">Forja Universal</a></small> </p>
]]></content:encoded>
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		<title>Nenhum outro</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 19:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Sem mais para o momento, três parágrafos do terceiro capítulo da porção inédita de A linhagem interrompida: &#160; Paulo deixa claro que sua posição é sempre intransigente, mesmo quando não sabemos determinar de imediato qual é a sua posição. Sabemos que ele não admitiria outra interpretação para determinada expressão além da que ele pretendia em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sem mais para o momento, três parágrafos do terceiro capítulo da porção inédita de <em>A linhagem interrompida</em>:</p>
<p>&nbsp;</p>
<blockquote><p>Paulo deixa claro que sua posição é sempre intransigente, mesmo quando não sabemos determinar de imediato <em>qual é a sua posição.</em> Sabemos que ele não admitiria outra interpretação para determinada expressão além da que ele pretendia em cada caso, mesmo quando não temos ideia de como interpretar uma passagem como ele esperava. Entendemos a sua convicção antes de entender o que ele está dizendo – e, curiosamente, esse sentimento torna a compreensão mais difícil em vez de torná-la mais fácil. </p>
<p>Tudo somado, os textos de Paulo exigem do seu leitor um esforço de descompactação que nenhum outro escritor bíblico ousaria pedir do seu. Nenhum outro autor pediria que seu leitor encontrasse por si mesmo uma nuance diferente de significado cada uma das vezes que uma mesma palavra está sendo usada na mesma página (e por vezes na mesma sentença). </p>
<p>Nenhum outro autor bíblico pediu de seu leitor maior independência e desenvoltura intelectual: nenhum outro é mais facilmente mal interpretado, ou com maior frequência.
</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Outras passagens, ainda mais curtas, <a href="http://www.baciadasalmas.com/2012/informes-do-abismo-as-implicacoes-originais/">aqui </a>e <a href="http://www.baciadasalmas.com/2013/informes-do-abismo-uma-denuncia-e-um-convite/">aqui</a>.</p>
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		<title>A beleza de uma fé de que não compartilho</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jan 2013 15:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>
		<category><![CDATA[cristianismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Para mim a beleza do cristianismo reside na sua impossibilidade. Ninguém consegue viver neste mundo como ele é e seguir ao mesmo tempo os ensinamentos de Cristo, em praticamente qualquer interpretação deles. Impossível no tempo dele e no nosso – mas mesmo assim a ideia é você tentar. E esse tentar não deve levá-lo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para mim a beleza do cristianismo reside na sua impossibilidade. Ninguém consegue viver neste mundo como ele é e seguir ao mesmo tempo os ensinamentos de Cristo, em praticamente qualquer interpretação deles. Impossível no tempo dele e no nosso – mas mesmo assim a ideia é você tentar. E esse tentar não deve levá-lo a resvalar em autodepreciação ou em vergonha ou em julgar os outros; ao contrário, deve levá-lo a amar e a expandir a sua empatia: a compreender as falhas dos outros, porque aqui está você, falhando logo ao lado deles.</p>
<p align="right"><small><strong>Isaac Butler</strong>, em <em><a href="http://parabasis.typepad.com/blog/2013/01/the-beauty-of-a-faith-i-dont-share.html">The Beauty Of A Faith I Don&#8217;t Share</a></em></small> </p>
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		</item>
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		<title>Couldn&#8217;t keep it to myself</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jan 2013 12:21:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><iframe width="420" height="315" src="https://www.youtube-nocookie.com/embed/mirvt5HPiqU" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Informes do abismo: uma denúncia e um convite</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Jan 2013 14:36:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221; Gênesis 1:2 Nos episódios anteriores de A Bacia das Almas&#8230; expliquei que estou preparando para publicação uma segunda compilação dos manuscritos arquivados neste sáite: uma continuação, por assim dizer, de A Bacia das Almas, o livro. Disse também que o que está atrasando a vinda ao mundo dessa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><small>&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221;<br />
Gênesis 1:2</small></p>
<p>Nos episódios anteriores de <em>A Bacia das Almas</em>&#8230; expliquei que estou preparando para publicação uma segunda compilação dos manuscritos arquivados neste sáite: uma continuação, por assim dizer, de <em>A Bacia das Almas</em>, o livro. Disse também que o que está atrasando a vinda ao mundo dessa mítica obra, que se deve chamar <em>A linhagem interrompida</em>, é que estou escrevendo para engrossá-la uma pequena série de artigos inéditos sobre a ideia de <em>carne</em> no Novo Testamento.</p>
<p>Um parágrafo, tirado do primeiro desses artigos, você pode ler <a href="http://www.baciadasalmas.com/2012/informes-do-abismo-as-implicacoes-originais/">clicando aqui</a>.</p>
<p>Deixo agora, a quem interessar possa, e para você ter certeza que é para esse lado mesmo que a coisa está degringolando, dois parágrafos do segundo desses artigos:</p>
<blockquote><p>Embora não cheguem a tratar explicitamente da questão, entendo que para os autores do Novo Testamento o fato de Jesus não ter deixado descendentes de carne é tão importante para a compreensão de sua missão e para a interpretação da sua mensagem quanto o fato de ele ter morrido e ressuscitado.</p>
<p>Intérpretes contemporâneos tendem a encontrar na tácita castidade de Jesus um indício precoce da demonização do sexo que sequestraria a mentalidade cristã logo nas primeiras décadas depois da saída de cena dos apóstolos. De minha parte, enxergo na resoluta infertilidade do Filho do Homem uma carga mais exigente e subversiva, e penso poder demonstrar que os autores do Novo Testamento viam a coisa de modo semelhante. Em questão não estava a demonização do sexo, mas uma denúncia e um convite implícito a uma ampla reavaliação e ressignificação da ideia da supremacia e da suficiência da carne.</p></blockquote>
<p><em>A linhagem interrompida</em> deve vir à luz quando ficar pronto.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title></title>
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		<pubDate>Wed, 02 Jan 2013 01:03:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><center><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/8772959/original"><img src="http://farm9.staticflickr.com/8362/8333417790_8dc9605e63_z.jpg" width="426" height="640" alt="Untitled"></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A máquina no céu</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2012 08:31:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>

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		<description><![CDATA[– O que você está vendo? O desenho, o que está mostrando? – Uma cena de abdução – cedi, impaciente. – O sujeito está para ser sugado para dentro do disco voador pelo raio de luz. Spielberg. Hollywood. – Olhe de novo, que está tudo aí. – Não estou vendo o que você vê – [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>– O que você está vendo? O desenho, o que está mostrando?</p>
<p>– Uma cena de abdução – cedi, impaciente. – O sujeito está para ser sugado para dentro do disco voador pelo raio de luz. Spielberg. Hollywood.    </p>
<p>– Olhe de novo, que está tudo aí. </p>
<p>– Não estou vendo o que você vê – insisti. – Você precisa aprender a deixar de contar com o meu brilhantismo. Sou um cara obtuso, especialmente se sinto que estou sendo guiado para uma conclusão.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>Leia mais n<em>A Forja Universal</em>:</small><br />
<a href="http://forjauniversal.com/2012/a-maquina-no-ceu/">A máquina no céu</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>O que o PT e o capi­ta­lismo tem em comum</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Dec 2012 15:53:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[«Acha­mos tudo isso mais ou menos nor­mal por­que fomos devi­da­mente pro­gra­ma­dos pela dou­trina do desen­vol­vi­men­tismo – a con­ve­ni­ente ideia de que todos os paí­ses admi­rá­veis são iguais: que são ricos, no sen­tido que gas­tam sel­va­ge­mente todos os seus recur­sos no ralo da pro­du­ti­vi­dade.» Leia mais nA Forja Universal: As persistentes persuasões do desenvolvimento]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>«Acha­mos tudo isso mais ou menos nor­mal por­que fomos devi­da­mente pro­gra­ma­dos pela dou­trina do desen­vol­vi­men­tismo – a con­ve­ni­ente ideia de que todos os paí­ses admi­rá­veis são iguais: que são ricos, no sen­tido que gas­tam sel­va­ge­mente todos os seus recur­sos no ralo da pro­du­ti­vi­dade.»</p></blockquote>
<p><small>Leia mais n<em>A Forja Universal</em>:</small><br />
<a href="http://forjauniversal.com/2012/as-persistentes-persuasoes-do-desenvolvimento/">As persistentes persuasões do desenvolvimento</a></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Informes do abismo: a Forja Universal e o esgotamento literário</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Oct 2012 14:19:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.baciadasalmas.com/?p=2880</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221; Gênesis 1:2 Serviço de utilidade pública, etc Continuo escrevendo, devagar (pense bem devagar), os capítulos inéditos que faltam para a sempre iminente nova compilação de textos da Bacia. Enquanto isso, para sempre, e como previsto, o impenitente leitor encontrará pouca novidade nas bandas de cá. Embora creia que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><small>&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221;<br />
Gênesis 1:2</small></p>
<p>Serviço de utilidade pública, etc</p>
<p>Continuo escrevendo, devagar (pense bem devagar), os capítulos inéditos que faltam para a sempre iminente nova compilação de textos da Bacia. Enquanto isso, para sempre, e como previsto, o impenitente leitor encontrará pouca novidade nas bandas de cá. Embora creia que haverá por um bom tempo alguma atividade ocasional neste domínio, estou convicto que baciadasalmas.com perdurará mais como arquivo e como testemunho embaraçoso da minha própria imprevidência (tarde demais para esquecer, etc) do que qualquer outra coisa. </p>
<p>Se o estimado leitor for imprudente o bastante para querer saber o que ando ruminando neste período, vai ter de repensar os seus favoritos e mergulhar <a href="http://www.forjauniversal.com">na <em>Forja Universal</em></a>, que reside sensatamente no endereço <a href="http://www.forjauniversal.com">forjauniversal.com</a>. </p>
<p>Se você recebe o conteúdo da Bacia por email, vai continuar recebendo as atualizações eventuais (como esta!) quando saírem. Se quer receber na sua caixa de entrada o conteúdo da Forja Universal, vai ter de inscrever o seu endereço numa nova lista de entrega, coisa que pode fazer agora mesmo <a href="http://feedburner.google.com/fb/a/mailverify?uri=aforjauniversal&#038;loc=pt_BR">clicando aqui</a>.</p>
<p>A Forja definitivamente não é uma Bacia, mas é justamente essa a ideia, obviamente. Todo o cuidado é pouco.</p>
<p>A propósito, fui informado por fontes fidedignas que os dois livros que nasceram desta Bacia, <em>Em 6 passos o que faria Jesus</em> e <em>A bacia das almas</em>, encontram-se inteiramente esgotados, sem qualquer previsão para uma reimpressão (sem contar a versão em espanhol de <em>6 passos</em>, que deve sair a qualquer momento). Não é emocionante?</p>
<p>Sendo só para o momento, subscrevo-me atenciosamente, etc</p>
<p align="center"><a href="http://www.forjauniversal.com" target="_blank"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/forja-horizontal.png" title="Repense os seus favoritos" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Cântico de Francisco apóstata nos braços de Clara</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Oct 2012 10:38:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>
		<category><![CDATA[francesco]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Louvado sejas, Senhor, pelo irmão muçulmano que me quer morto, pelo irmão capitalista que me quer escravo, pelo irmão comunista que me quer fantoche, pelo irmão patrão que me quer até não servir, pelo irmão governante que me quer calado, pelo irmão colega que me quer pelas costas, pelo irmão discípulo que me quer ultrapassado, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Louvado sejas, Senhor,<br />
pelo irmão muçulmano que me quer morto,<br />
pelo irmão capitalista que me quer escravo,<br />
pelo irmão comunista que me quer fantoche,<br />
pelo irmão patrão que me quer até não servir,<br />
pelo irmão governante que me quer calado,<br />
pelo irmão colega que me quer pelas costas,<br />
pelo irmão discípulo que me quer ultrapassado,<br />
pelo irmão amigo que me quer quando dá jeito,<br />
pelo irmão camarada que me quer alinhado,<br />
pelo irmão sacerdote que me quer reverente,<br />
pelo irmão lobo que me quer extinto,<br />
pela irmã cobra que me quer mordido,<br />
pelo irmão católico que me quer alienado,<br />
pelo irmão protestante que me quer outro,<br />
pelo irmão ateu que me quer ateu,<br />
pelo irmão desconhecido que me quer incógnito,<br />
pelo irmão idealista que me quer teoria,<br />
pelo irmão marxista que quer peça descartável,<br />
pelo irmão Sol que não sabe que existo,<br />
pelo irmão Senhor que em mim resiste<br />
quando o nego.<br />
Louvado sejas, Senhor, pelas tuas criaturas<br />
que não aturas<br />
nas tuas inalcançáveis transcendentes alturas.<br />
Obrigado,<br />
Senhor,<br />
pelo amor fraternal. Menos mal, Senhor,<br />
Obrigado pelo irmão Eu,<br />
Entre o agnóstico e o ateu,<br />
que te agradece porque não és meu<br />
Nem eu sou teu.<br />
Graças a ti, Senhor,<br />
Dei-me a uma criatura que me atura,<br />
apesar da sua inalcançável transcendente altura.<br />
Obrigado, Senhor, por me teres dado<br />
ao paciente irmão verdugo que se chama Amor,<br />
antes de retornar irmãmente aos braços do Criador.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><small>Meu irmão <strong>Manuel Anástacio</strong>, o Venturoso,<br />
<a href="http://literaturas.blogs.sapo.pt/207994.html">cuja ventura simplesmente não para</a></small></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>A conexão não é um problema</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2012 20:12:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[The Net]]></category>

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		<description><![CDATA[«Um homem bar­budo que é um gênio e um santo que nunca conheci pes­so­al­mente me recon­ci­liou com a inter­net. Talvez.» Meu primeiro artigo na Forja Universal.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>   «Um homem bar­budo que é um gênio e um santo que nunca conheci pes­so­al­mente me recon­ci­liou com a inter­net. Talvez.»</p></blockquote>
<p>Meu primeiro artigo na <a href="http://www.forjauniversal.com">Forja Universal</a>.</p>
<p><center><a href="http://www.forjauniversal.com"><img src="http://www.forjauniversal.com/wp-content/uploads/2012/10/forja.png" alt="" /></a></center></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O equívoco da maldade</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Aug 2012 00:06:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>
		<category><![CDATA[horror]]></category>

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		<description><![CDATA[Tudo é puro para os que são puros. Tito 1:15 &#160; Com base numa frase que me disse certa vez o Hernan Pimenta, brinco há mais de um ano com a ideia de um conto de horror que não chegarei a colocar por escrito. Nessa história um homem se ocupa a vida inteira, como todos, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align=right><small>Tudo é puro para os que são puros.<br />
Tito 1:15</small></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Com base numa frase que me disse certa vez o Hernan Pimenta, brinco há mais de um ano com a ideia de um conto de horror que não chegarei a colocar por escrito. Nessa história um homem se ocupa a vida inteira, como todos, com os variegados aborrecimentos, rancores e neuroses da condição humana; depois de morto, como a todos, lhe é concedido saber que a revelação que lhe escapou a vida inteira é que na realidade o ser humano é bom.</p>
<p>O horror da história está em que é só depois de morto, quando é tarde demais, que o protagonista descobre que os horrores, os temores e as culpas com os quais havia ocupado o espaço inteiro da vida eram imaginários. Nesse mundo do qual estou falando, como me disse recentemente meu amigo Danilo, é impossível que do coração do homem saia outra coisa que não o bem. Nesse mundo as pessoas ensinam umas as outras, sem trégua e de todos os modos, as disciplinas da desconfiança, da culpa, do rancor e do medo, e são essas as distrações que acabam gerando em todos os casos os erros de julgamento que passam para a história como maldade. Entrincheiramo-nos sem motivo, e as trincheiras desnecessárias que construímos tornam a guerra inevitável.</p>
<p>Nesse mundo todas as histórias são tragédias como o <em>Otelo</em>, de Shakespeare, em que um protagonista honrado mata uma pessoa honrada – a pessoa que ama – por acreditar (sem fundamento, como se descobre no final) que ela havia sido contaminada pela maldade. É a maldade imaginária ou projetada, a falsa maldade, que desencadeia a verdadeira – a qual, como se fundamenta num equívoco, não passa ela mesma de um erro de julgamento.</p>
<p>Nessa história de horror Deus não criou o mal e nem teria como fazê-lo, porque o seu universo é genuinamente impermeável à maldade. Somos todos bons, e o diabo é Iago, o diabo é simplesmente a ideia universalmente eficaz de que devemos desconfiar uns dos outros. O único horror verdadeiro é que vivemos cegos para o fato de que não existe horror algum<sup><a href="http://www.baciadasalmas.com/2012/o-equivoco-da-maldade/#footnote_0_2875" id="identifier_0_2875" class="footnote-link footnote-identifier-link" title="&amp;#8220;Sabe qual &eacute; meu medo?&amp;#8221; &amp;#8211; escreveu-me o Hernan naquela ocasi&atilde;o (depois de ler este texto de Leonardo de Souza): &amp;#8211; &amp;#8220;descobrir, no final das contas, no fundo, que o ser humano &eacute; bom.&amp;#8221;">1</a></sup>.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug078.png"></p>
<b><small>NOTAS</small></b><ol class="footnotes"><li id="footnote_0_2875" class="footnote">&#8220;Sabe qual é meu medo?&#8221; &#8211; escreveu-me o Hernan naquela ocasião (depois de ler <a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/uma-encruzilhada-de-humanidades/">este texto</a> de Leonardo de Souza): &#8211; &#8220;descobrir, no final das contas, no fundo, que o ser humano é bom.&#8221;</li></ol>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>A condenação triunfa sobre o juízo</title>
		<link>http://www.baciadasalmas.com/2012/a-condenacao-triunfa-sobre-o-juizo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-condenacao-triunfa-sobre-o-juizo</link>
		<comments>http://www.baciadasalmas.com/2012/a-condenacao-triunfa-sobre-o-juizo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 18 Aug 2012 10:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando uma comunidade da internet decide antipatizar com uma pessoa, assunto ou ideia, a conversa deixa imediatamente de ser sobre criticar a ideia e passa a ser uma competição sobre quem consegue redigir a condenação mais mordaz. Anil Dash em The end of fail Leia também: O não-banquete: a internet e a aparência do diálogo]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Quando uma comunidade da internet decide antipatizar com uma pessoa, assunto ou ideia, a conversa deixa imediatamente de ser sobre criticar a ideia e passa a ser uma competição sobre quem consegue redigir a condenação mais mordaz.</p></blockquote>
<p align="right"><small><strong>Anil Dash</strong> em <a href="http://dashes.com/anil/2009/06/the-end-of-fail.html">The end of fail</a></small></p>
<p>Leia também:<br />
<a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/o-nao-banquete-a-internet-e-a-aparencia-do-dialogo/">O não-banquete: a internet e a aparência do diálogo</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Informes do abismo: em que fica demonstrado que se fosse cristão de verdade você seria rico</title>
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		<pubDate>Thu, 09 Aug 2012 21:37:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221; Gênesis 1:2 «Uma coisa é certa: homem algum pode obedecer a vontade de Deus conforme revelada na Bíblia sem, como resultado geral, ficar rico.»A propósito, nem só de juramento vive o homem. Continuo escrevendo, mas muito mais devagar do que gostaria &#8211; e olhe que nunca fui exatamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><small>&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221;<br />
Gênesis 1:2</small></p>
<p><span style="float:right; text-align:right; width:35%; color:#7c836d; margin:12px 0 12px 12px; font-family: georgia, times new roman, serif; font-variant:small-caps; font-size:1.4em; line-height: 1.3em">«Uma coisa é certa: homem algum pode obedecer a vontade de Deus conforme revelada na Bíblia sem, como resultado geral, ficar rico.»</span>A propósito, nem só de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HTjkbjq3FqU&#038;hd=1">juramento</a> vive o homem. Continuo escrevendo, mas muito mais devagar do que gostaria &#8211; e olhe que nunca fui exatamente rápido. Meu mecenas ainda não me encontrou e &#8211; conforme encontrei rabiscado em alguma parede da catedral que é a internet &#8211; nada atrapalha o bom andamento do meu trabalho mais do que a obrigação de ganhar dinheiro.</p>
<p>Em <a href="http://stalinsmoustache.wordpress.com/2012/08/01/in-which-it-is-proved-from-the-bible-that-it-is-the-duty-of-every-man-to-become-rich/">outro monastério digital</a> encontrei meu amigo Roland Boer, que me apontou esta preciosidade, um volume de 1836 chamado <em>O livro da prosperidade &#8211; em que fica demonstrado através da Bíblia que é dever de todo o homem ficar rico.</em> Bastará desembainhar meu extrato bancário, naturalmente, para provar minha impiedade.</p>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2012/thou-shalt-be-rich.gif" alt="" /></p>
<p>O que o livro deixa na verdade demonstrado é que a <a href="http://www.editoracentralgospel.com.br/_gutenweb/_loja/pg_produto.cfm?cod_produto=69157">Bíblia de Estudo Batalha Espiritual e Vitória Financeira</a> tem antepassados mais antigos do que se costuma pensar, porém de estirpe igualmente ordinária.</p>
<p>Leia o livro online (em inglês) <a href="http://babel.hathitrust.org/cgi/pt?id=nyp.33433007294998">neste link</a>, ou leia <a href="http://www.baciadasalmas.com/2010/as-contradicoes-da-prosperidade/">neste</a> uma das minhas várias e inteiramente irrelevantes refutações da teologia da prosperidade.</p>
<p>No meu caso, tudo isso pode ser corrigido se encontrarmos uma maneira legítima de eu gastar o seu dinheiro. Tendo em vista esse justo objetivo, coloquei no ar esta semana um novo site para promover meus serviços de tipografia, caligrafia e lettering: <a href="http://www.brabotipia.com">www.brabotipia.com</a>. O público-alvo são agências de propaganda, editoras ou pessoas normais de extremo bom gosto.</p>
<p>In <a href="http://www.brabotipia.com/en/">English here</a>; in <a href="http://www.brabotipia.com/it/">italiano qui</a>.</p>
<p align="center"><a href="http://www.brabotipia.com"><br />
   <img src="http://www.23hq.com/23666/8053172_63e118b3a2e0dcae953539e912087c91_standard.jpg" height="460" width="460" title="Brabotipia!"/><br />
</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Que eu gostasse de poesia</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Aug 2012 06:27:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Família]]></category>

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		<description><![CDATA[[...] A culpa é da minha irmã Alice, que queria por toda a lei que eu gostasse de poesia e de Casimiro de Abreu, e para convencer-me recitou-me certo dia o poema, lendo de um livrinho que &#8211; ai de mim &#8211; eu próprio lhe havia dado de presente [...] Ainda sobre o mesmo Juramento. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[...] A culpa é da minha irmã Alice, que queria por toda a lei que eu gostasse de poesia e de Casimiro de Abreu, e para convencer-me recitou-me certo dia o poema, lendo de um livrinho que &#8211; ai de mim &#8211; eu próprio lhe havia dado de presente [...]</p>
<p><small>Ainda sobre o mesmo <a href="http://www.youtube.com/watch?v=HTjkbjq3FqU&#038;hd=1">Juramento</a>. Leia o resto no blog <a href="http://www.comtodasasletras.com/2012/palavras-em-movimento/">Com todas as letras</a>.</small></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Juramento, uma animação de Paulo Brabo</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Jul 2012 03:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Recomendações]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Você assistiu ao teaser, você roeu as unhas, você esperou uma semana. Veja agora com todas as letras o motivo do falatório &#8211; este escandaloso juramento de Casimiro de Abreu: &#160;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você assistiu ao <a href="http://www.baciadasalmas.com/2012/alem-disso/">teaser</a>, você roeu as unhas, você esperou uma semana. Veja agora com todas as letras o motivo do falatório &#8211; este escandaloso juramento de Casimiro de Abreu:</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/HTjkbjq3FqU?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Além disso</title>
		<link>http://www.baciadasalmas.com/2012/alem-disso/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=alem-disso</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Jul 2012 12:10:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[Poeta é o cara que chora sobre as letras derramadas&#8230; e depois esparrama de novo as letras para encontrar um novo modo de chorar. É além disso duvidoso que você tenha algo mais útil para fazer do que assistir a este teaser trailer de 30 segundos do projeto comtodasasletras.com. &#160; &#160; O sáite comtodasasletras.com deve [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poeta é o cara que chora sobre as letras derramadas&#8230; e depois esparrama de novo as letras para encontrar um novo modo de chorar.</p>
<p>É além disso duvidoso que você tenha algo mais útil para fazer do que assistir a este teaser trailer de 30 segundos do projeto <a href="http://www.comtodasasletras.com">comtodasasletras.com</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><iframe width="480" height="360" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/VBqoBAIxi-Q?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O sáite <a href="http://www.comtodasasletras.com">comtodasasletras.com</a> deve vir à luz no primeiro minuto do dia 31 de julho deste ano. Enquanto isso você deve se conformar com acompanhar frases que não revelam muita coisa <a href="http://www.comtodasasletras.com">na enervante contagem regressiva</a> ou ainda <a href="https://twitter.com/asletrastodas">nesta conta</a> do twitter.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Informes do abismo: com todas as letras</title>
		<link>http://www.baciadasalmas.com/2012/informes-do-abismo-com-todas-as-letras/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=informes-do-abismo-com-todas-as-letras</link>
		<comments>http://www.baciadasalmas.com/2012/informes-do-abismo-com-todas-as-letras/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Jul 2012 19:47:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.baciadasalmas.com/?p=2864</guid>
		<description><![CDATA[&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221; Gênesis 1:2 Não é o que você está pensando. Dentre os projetos nos quais estou trabalhando em segredo e que devem vir à luz gradualmente (e que não têm necessariamente qualquer relação com as coisas com que me tenho ocupado antes deles), o menos importante não será este: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><small>&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221;<br />
Gênesis 1:2</small></p>
<p>Não é o que você está pensando.</p>
<p>Dentre os projetos nos quais estou trabalhando em segredo e que devem vir à luz gradualmente (e que não têm necessariamente qualquer relação com as coisas com que me tenho ocupado antes deles), o menos importante não será este: <a href="http://www.comtodasasletras.com">comtodasasletras.com</a>. O sáite do empreendimento, com mais informações do que posso dar agora, deve vir ao ar no dia 31 de julho de 2012, às 00h00.</p>
<p>Enquanto isso você deve se conformar com acompanhar mensagens crípticas no <a href="http://www.comtodasasletras.com">próprio sáite</a> ou também <a href="https://twitter.com/asletrastodas">nesta conta</a> do twitter, o infame.</p>
<p align="center"><a href="http://www.comtodasasletras.com"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2012/vamos-conversar.jpg" title="comtodasasletras" /></a></p>
<p>Meus advogados garantem que não posso dizer nada além desta frase de efeito: <em>com todas as letras &#8211; as páginas que estavam faltando</em>.</p>
<p>E posso já ter dito muito.</p>
<p>E eu já disse que não é o que você está pensando?</p>
<p align="center"><a href="http://www.comtodasasletras.com"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/2012/ctal.png" title="comtodasasletras" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Informes do abismo: o divino recolhimento</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jul 2012 10:49:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Heresias Sensacionais]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221; Gênesis 1:2 &#160; Há livros que se deve reservar com solenidade para uma ruminação deliberada, como uma boa garrafa de vinho. Sabbatai Sevi &#8211; The Mystical Messiah, de Gershom Scholem &#8211; a história real (1626-1676) do messias judeu que fez milhões de seguidores em todo o mundo (quase [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://www.23hq.com/paulobrabo/photo/7979191/original"><br />
   <img src="http://www.23hq.com/23666/7979191_39a980032703aa97ff00cf75d1b8c87e_standard.jpg" height="306" width="460" /><br />
</a></p>
<p align="right"><small>&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221;<br />
Gênesis 1:2</small></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Há livros que se deve reservar com solenidade para uma ruminação deliberada, como uma boa garrafa de vinho. <em>Sabbatai Sevi &#8211; The Mystical Messiah</em>, de Gershom Scholem &#8211; a história real (1626-1676) do messias judeu que fez milhões de seguidores em todo o mundo (quase tornando-se no processo <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/o-salvador-de-jesus/">o salvador de Jesus</a>) e causou mais tarde constrangimento universal convertendo-se ao Islã &#8211; é para mim o livro perfeito: história, teologia, conspirações messiânicas, conversões em massa, transgressões abraçadas, literatura mística, decepções religiosas, profecias não-cumpridas, lealdades reviradas e cosmologia medieval. Leio e releio agonizantemente devagar, não mais de cinquenta páginas ao ano, como quem sabe que não vai encontrar nesta vida narrativa igual.</p>
<p>Um trecho a que volto sempre, e que apresenta na cabala luriânica o conceito de divino recolhimento que li pela primeira vez em Simone Weil (a qual, pelo que sei, chegou <a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/o-desenraizamento-dos-santos/">à mesma ideia</a> por seus próprios meios):</p>
<blockquote><p>De acordo com essa doutrina, o primeiro ato do Criador não foi sua revelação de si mesmo a algo fora dele mesmo. Longe de ser um processo dirigido ao exterior, ou &#8220;projeção&#8221; de seu eu oculto, o primeiro passo foi, ao contrário, um recolhimento ou retração. Deus retraiu-se &#8220;de si mesmo para dentro de si mesmo&#8221;, e através desse ato, abandonando dentro de si uma área ao vazio, criou espaço para os mundos que estavam por vir. [...] Deus só foi capaz de manifestar-se porque em primeiro lugar recolheu ou contraiu a si mesmo.</p></blockquote>
<p align="center"><img src="http://www.baciadasalmas.com/images/bugs/bug083.png"></p>
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		<title>Ancorado</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jul 2012 11:21:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube-nocookie.com/embed/lPyjGkZqwUc?rel=0" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Uma catástrofe gentil</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jul 2012 11:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>
		<category><![CDATA[reino de deus]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pessoa inteligente que preze a sua tradição religiosa não vai aproximar-se a sério da ideia messiânica, porque o vento messiânico traz invariavelmente a ameaça de perturbações e de inovações teológicas – colocando desse modo em risco as tradições que definem e sustentam a própria religião. Uma pessoa boa que se importe com a gente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pessoa inteligente que preze a sua tradição religiosa não vai aproximar-se a sério da ideia messiânica, porque o vento messiânico traz invariavelmente a ameaça de perturbações e de inovações teológicas – colocando  desse modo em risco as tradições que definem e sustentam a própria religião.</p>
<p>Uma pessoa boa que se importe com a gente comum não vai se aproximar a sério da ideia messiânica (não vai em especial se colocar numa posição em que possa ser considerada ela mesmo o messias) porque ninguém ignora que na própria noção de messianismo está, em termos históricos e ideológicos, embutida a necessidade de violência. </p>
<p>No fim das contas, o messianismo é a expectativa de uma resolução violenta – isto é, não consensual ou gradual – para as tensões que apertam uma determinada subcultura. A realização sem trâmites da utopia encontra todo o tipo de resistência, exigindo desse modo grande dispêndio de energia. Por esse motivo, quando foram tentados na prática os movimentos messiânicos mostraram-se quase invariavelmente associados a revoluções, ao recrudescimento de tensões raciais e sociais e ao derramamento de sangue.</p>
<p>E só se pode dizer &#8220;quase invariavelmente&#8221;, claro, por causa de Jesus.</p>
<p>Jesus, pelo que sabemos, era um cara inteligente que prezava a sua tradição religiosa e um homem bom que se importava com a gente comum, mas isso não o impediu de aproximar-se do terreno minado da ideia messiânica. O que distingue o movimento inspirado por ele dos outros desse gênero que vieram antes e depois não está em que Jesus se abstinha de pregar ou anunciar a catástrofe – mas em que ele anunciava a gentil catástrofe da irmandade universal. </p>
<p>E, não importa o que você pense, o mundo estava mais preparado para a notícia de um império mundial controlado pela fria espada de um descendente de Davi no trono de Jerusalém do que para a noção de que todos os seres humanos são irmãos livres debaixo da aprovação invariável de um mesmo Pai.</p>
<p>A mensagem de Jesus de Nazaré era tão desarmantemente original, tão exigente e radical em apresentação e em desdobramentos, que manteve seu cerne não-violento mesmo depois que seu proponente saiu de cena e deixou de controlar a coisa toda pessoalmente. Até ser engolido, assimilado e vomitado em forma inversa pelo Império, no quarto século, o movimento de Jesus manteve-se consistentemente não-violento e popular – e isso numa época em que era raríssimo que as duas coisas andassem juntas. </p>
<p>Gente como nós, criada no leite inofensivo da ideologia pop da não-violência, pode ter perdido a capacidade de assombrar-se diante do quanto soava improvável e radical, dois mil anos atrás, a ideia de um movimento popular não-violento. Pode ser útil lembrar que uma postura radical de não-violência era coisa improvável há meros cem anos, e que em tantos sentidos permanece sendo nos nossos dias.</p>
<p>Claro que Jesus mal havia não esfriado no túmulo e começou a circular a versão de que sua passagem pela terra não havia sido suficiente, isto é, que seu método não devia ser considerado válido. O messianismo não-violento de Jesus não podia ser tolerado, pelo que ficou resolvido que sua visita pacífica tinha sido apenas a primeira &#8211; o que anulava em grande parte a sua singularidade. Decidiu-se que ele deve voltar desta vez valendo, de espada na mão, pra mostrar quem é que manda e botar ordem neste barraco.</p>
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		<title>Informes do abismo: as implicações originais</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2012 11:37:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221; Gênesis 1:2 &#160; Como é de conhecimento universal, estou escrevendo duas pequenas séries de artigos inéditos para emoldurarem o conteúdo da nova compilação de textos da Bacia. Uma dessas séries, que empresta seu nome ao livro, é A linhagem interrompida. Um parágrafo do primeiro artigo da série, para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="right"><small>&#8220;Era informe&#8230; sobre a face do abismo.&#8221;<br />
Gênesis 1:2</small></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Como é de conhecimento universal, estou escrevendo duas pequenas séries de artigos inéditos para emoldurarem o conteúdo da nova compilação de textos da Bacia. Uma dessas séries, que empresta seu nome ao livro, é <em>A linhagem interrompida</em>. Um parágrafo do primeiro artigo da série, para mostrar aos outros e a mim mesmo que estou trabalhando nela:</p>
<blockquote><p>Minha intenção nesta série de artigos é redesenhar em três ou quatro gestos amplos mas necessariamente superficiais o que entendo representarem os sentidos e as implicações originais de uma única – uma particularmente interessante – dessas metáforas perdidas da boa nova original: aquela que faz uso da palavra &#8220;carne.&#8221;</p></blockquote>
<p><em>A linhagem interrompida</em> deve vir à luz ainda em 2012.</p>
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		<title>Informes do abismo: disciplinas monásticas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 May 2012 12:35:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Aqui no monastério os prazeres são encorajados em vez de proibidos, mas tentamos manter o masoquismo sob controle debaixo de medidas disciplinárias preventivas. É por isso que não tenho televisão em casa desde 2004, quando mudei-me para cá. Claro que rola o cinema eventual, o DVD, o vídeo semanal do youtube (I think I want [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aqui no monastério os prazeres são encorajados em vez de proibidos, mas tentamos manter o masoquismo sob controle debaixo de medidas disciplinárias preventivas. É por isso que não tenho televisão em casa desde 2004, quando mudei-me para cá.</p>
<p>Claro que rola o cinema eventual, o DVD, o vídeo semanal do youtube (<a href="https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&#038;v=5_v7QrIW0zY#">I think I want to marry you</a>), a série acompanhada sob a benção da internet, mas fora isso nada. Nenhuma propaganda. Nenhum <em>Fantástico</em>, nenhum <em>Globo Repórter</em> (ainda existe?), nenhuma <em>Malhação </em>(certamente existe), nenhum programa de entrevistas em oito anos.</p>
<p>Como resultado, quando encontro a tv ligada na casa de outra pessoa ou num lugar público desenrola-se um pequeno milagre: a televisão por um instante parece interessante. É como assistir tv num país estrangeiro, onde as pessoas tem uma bagagem cultural comum diversa e um pouco  incompreensível. Chega a ser quase agradável – salvo no que diz respeito aos telejornais, que rebaixam a coisa a um nível de perversão que nem eu mesmo consigo aprovar. </p>
<p>Levado tudo em conta, não sinto falta alguma, e é o tipo de abstinência inócua que não hesito em recomendar. Deixar de publicar aqui na Bacia é para mim disciplina monástica muito mais difícil de seguir.</p>
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		<title>Informes do abismo: os losangos e as palavras</title>
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		<pubDate>Mon, 21 May 2012 08:03:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Acampado na garganta do abismo, pausando de vez em quando de amar, dançar e trabalhar, continuo escrevendo e compilando textos, na tentativa de deixar menos informe mais um livro não-planejado. A Bacia das Almas, publicado em 2009 com textos colhidos deste sáite, saiu com pouco mais de 100.000 palavras (impressas, resultaram em 324 páginas). A [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acampado na garganta do abismo, pausando de vez em quando de amar, dançar e trabalhar, continuo escrevendo e compilando textos, na tentativa de deixar menos informe mais um livro não-planejado.</p>
<p><em>A Bacia das Almas</em>, publicado em 2009 com textos colhidos deste sáite, saiu com pouco mais de 100.000 palavras (impressas, resultaram em 324 páginas). A nova coletânea, que deverá se chamar <em>A linhagem interrompida</em> (e que num mundo ideal deve vir à luz ainda este ano), tem 80.562 palavras &#8211; mas isso sem contar os textos inéditos que estou escrevendo resignadamente para incluir no corpo do manuscrito final.</p>
<p>Enquanto isso, sob a benção dos pórticos e dos ladrilhos em formato de losango de Buenos Aires, as magníficas conspiradoras da Pronombre Editorial estão dando os últimos toques ao que será a <a href="http://www.baciadasalmas.com/2012/un-libro-escandalos/">edição espanhola</a> de <em>Em 6 passos o que faria Jesus</em>. Este ano, portanto, deverá testemunhar ainda Paulo Brabo na linguagem e na cidade de Borges. O universo está sem qualquer dúvida girando no túmulo: 2012 é já depois do fim.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Depois do fim</title>
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		<pubDate>Mon, 14 May 2012 02:59:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Manuscritos]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[morte]]></category>
		<category><![CDATA[os livros da bacia]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 8 de abril de 2012, dia de Páscoa, a Bacia das Almas, sáite onde escrevi desde 2004 (e que em 2009 deu à luz um livro com o mesmo nome), passou desta para melhor, juntou-se aos seus ancestrais, foi prestar contas ao seu criador. Com um gesto um pouco excessivo e canastrão, como sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 8 de abril de 2012, dia de Páscoa, a <em>Bacia das Almas</em>, sáite onde escrevi desde 2004 (e que em 2009 deu à luz um livro com o mesmo nome), passou desta para melhor, juntou-se aos seus ancestrais, foi prestar contas ao seu criador. Com um gesto <a href="http://www.baciadasalmas.com/2012/2823/">um pouco excessivo e canastrão</a>, como sempre foi da sua índole, a Bacia terminou. Fechou as portas. Continua ali onde sempre esteve, ao ar livre, mas experimenta por isso mesmo os primeiros sinais de decomposição. Ainda não tenho coragem de enterrá-la.</p>
<p>É claro que eu sempre soube que a Bacia não seria eterna; cheguei a anunciar a iminência do seu passamento uma vez ou duas. Mas, até que ela terminou, achei que o fim seria mais estrepitoso, mais convincente, mais relevante. Ao invés disso a Bacia, como quase todos, simplesmente apagou sem anúncio; no seu caso, de causas naturais e durante o sono, sem sofrimento e sem salvas de canhão. Como todos, deixou projetos incompletos e questões mal-resolvidas.</p>
<p>Naturalmente que não tenho como me desligar da sua memória sem alguma transição. Primeiro porque planejo raspar da Bacia mais um livro ou dois, um dos quais deve sair ainda este ano, com material inédito mas também com muita coisa tirada destes arquivos. Segundo porque pretendo continuar guardando aqui uma moeda ocasional, algum anúncio ou alguma inquietação, por um período de luto respeitoso de sombra e de luz, de celebração e de lamento, no espaço entre a lembrança e o esquecimento.</p>
<p>Porém essa atividade eventual só servirá para enfatizar o que não há como contornar: que a Bacia terminou o seu ciclo entre os homens.</p>
<p>Desnecessário dizer, aos leitores impenitentes que ainda não se conformaram a circular por outras partes, que seu passamento não deve ser de forma alguma lamentado. É assim que a Bacia gostaria que fosse – especialmente porque parte essencial do que venho tentando articular ao longo desses anos (ignoro com quão pouco sucesso, mas imagino) é que o que há de relevante e de interessante nesta vida acontece depois do fim.</p>
<p>Com frequência cada vez maior penso que a grande contribuição da mensagem cristã, a novidade que representou tamanha reviravolta no modo de se ver o mundo que, passados dois milênios, continua produzindo improváveis ebulições em todas as áreas da cultura e do pensamento – tenha sido justamente essa: a de ensinar e desafiar aos homens a viver nesta vida uma vida depois do fim.</p>
<p>Naturalmente, em tradições mais antigas do que o cristianismo a expectativa do fim e a ideia do fim já representavam um papel fundamental no modo como as pessoas viam o mundo. Os egípcios sonharam uma formidável viagem pós-morte rumo à eternidade nas estrelas, os gregos pesaram a sobrevivência da alma imponderável depois da cessação do corpo físico e os judeus vislumbraram um juízo final que saberia regular os desequilíbrios da terra e corrigir as injustiças desta vida. Neste sentido, os povos já mapeavam e antecipavam algum modo de existência depois do fim, e usavam esse ponto final como marco fundamental no horizonte: era ao mesmo tempo um destino e uma esperança, um vértice e uma ameaça que servia para alinhar os rumos da vida e orientar os meandros da cultura.  </p>
<p>A sacada espetacular do cristianismo foi introduzir modos de discurso que falam, por assim dizer, de uma <em>antecipação </em>do fim. A mensagem evangélica pesca o fim de sua posição num futuro inalcançável (e, portanto, sempre um pouco irrelevante) e o arrasta para esta vida, para o aqui e o agora, para o fulcro sem escapatória de hoje. Imagens como batismo, ressurreição, salvação, arrependimento e novo nascimento articulam em harmonia essa mesma antecipação do fim, e abrem desse modo a perspectiva inédita de um <em>depois </em>que, assombrosamente, começa agora.</p>
<p>Cristãos são essencialmente gente que resolve ou acredita habitar, aqui neste mundo, o mundo depois do fim. É isso, basicamente isso; porém a notícia, que era uma vertigem quando foi proposta, permanece vertigem nos nossos dias. Essa conversão, essa mudança fundamental de ponto de vista, mostrou-se irresistível desde o início e (a despeito de todos os mal tratos a que se submeteu a ideia original) não perdeu de todo o seu fascínio ao longo das gerações. No fim das contas essa é uma perspectiva (talvez a única, embora possa ser articulada de várias formas) capaz de imprimir, em cada um, uma luz nova e sem precedentes sobre as coisas e os ritmos de sempre.</p>
<p>Quer seja um rei ou um escravo, um ser humano que por alguma razão passa a acreditar-se habitante do mundo <em>depois do fim</em> sente-se de modo súbito e inesperado alçado de vítima à condição de senhor do seu mundo. Seu status de sobrevivente o torna de certo modo invulnerável, uma figura sempre um pouco subversiva e inerentemente perigosa para o sistema.</p>
<p>Como o mundo dos limites usuais e das coisas de sempre deixa de repente de ser o seu mundo, esse cara deixa finalmente de sentir-se neste mundo como um estranho e como um estrangeiro. O tempo e o corpo e as vastidões acima das propriedades e o chão dos pés descalços e o toque dos rios; todo o espaço da vida passa a ser uma herdade recuperada a ser experimentada com inteireza e com serenidade, com uma desilusão redentora que é ao mesmo tempo uma espécie autossuficiente de felicidade.</p>
<p>Para um habitante do sempre saturado mundo ocidental, essa doce desilusão que é uma cura consiste na salvação.</p>
<p>Porque, como seres humanos que somos, vivemos de tentar atribuir significado ao que não tem, pelo que sabemos, significado algum. Essa tarefa sem fim de espalhar significados ao longo do curso de um universo frio e perplexo se chama cultura e fé e, muito pobremente, civilização.</p>
<p>Essa missão exigentíssima e mortal nos consome e nos define, pelo que vivemos incessantemente buscando um sentido que sobreviva à cessação definitiva, ao momento em que o universo nos devorará finalmente a carne e as ideias: um sentido que sobreviva depois do fim.</p>
<p>É naturalmente por isso que ouvimos histórias, participamos de ritos e lemos livros: porque as histórias e os livros e os ritos terminam vez após outra e nós perduramos, ao menos por um pouco de tempo. Toda a cultura consiste no elencar desses rituais que encenam um processo conduzido solenemente até um fim a que podemos, ao contrário daquele definitivo, sobreviver. Não há na realidade livros bons ou satisfatórios, mas mesmo os livros mais medíocres terminam, e é sobreviver a esse senso de conclusão e de resolução a redenção que procuramos neles e neles encontramos.</p>
<p>A esperança é a última que morre, e só não morre porque sobrevive de alimentar-se da longa fila de fins transitórios e transicionais que antecipam o último. Resta sempre a esperança que o próximo fim suplente se mostrará maior e mais suficiente do que este que acabamos de deixar para trás.</p>
<p>É tola e é só uma esperança, mas se deixasse de ser uma coisa deixaria também de ser a outra.</p>
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		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 17:01:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pormenor]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>

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		<description><![CDATA[[Visite a Bacia para ver o filme]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" height="700" width="570" align="center" bordercolorlight="White" bordercolordark="White" bgcolor="Black" bordercolor="Black" >
<tr>
<td>
[Visite a Bacia para ver o filme]
</td>
</tr>
</table>
<p></p>
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		<title>Um esclarecimento</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Apr 2012 08:02:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Brabo</dc:creator>
				<category><![CDATA[Goiabas Roubadas]]></category>
		<category><![CDATA[francesco]]></category>
		<category><![CDATA[jesus]]></category>

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		<description><![CDATA[Tu és santo, único Deus Senhor, Que operas coisas maravilhosas Tu és forte, és grande, és altíssimo És rei onipotente: tu, Pai santo, rei do céu e da terra Tu és trino e uno, Senhor Deus dos deuses És o bem, todo o bem, o sumo bem, o Senhor Deus vivo e verdadeiro Tu és [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Tu és santo, único Deus Senhor,<br />
Que operas coisas maravilhosas</p>
<p>Tu és forte, és grande, és altíssimo<br />
És rei onipotente: tu, Pai santo,<br />
rei do céu e da terra</p>
<p>Tu és trino e uno, Senhor Deus dos deuses<br />
És o bem, todo o bem, o sumo bem,<br />
o Senhor Deus vivo e verdadeiro</p>
<p>Tu és caridade, és sapiência<br />
És humildade, és paciência<br />
És beleza, és mansidão<br />
És segurança, és descanso</p>
<p>Tu és júbilo e alegria,<br />
És nossa esperança<br />
És justiça<br />
És moderação<br />
És toda nossa riqueza e suficiência</p>
<p>Tu és beleza<br />
Tu és mansidão<br />
És protetor, és nosso guardião e nosso defensor<br />
És força, és conforto</p>
<p>Tu és a nossa esperança<br />
Tu és a nossa fé<br />
Tu és a nossa caridade</p>
<p>És toda a nossa doçura<br />
És nossa vida eterna, grande e admirável Senhor<br />
Deus onipotente,<br />
Misericordioso Salvador</p></blockquote>
<p>&nbsp;</p>
<p>Este texto, entregue por São Francisco a Frei Leão em 1224 (isto é, dois anos antes de morrer) e preservado hoje em dia em Assis, é um dos dois manuscritos de sua própria mão que sobreviveram aos séculos. Como em toda a marca que Francesco deixou sobre a terra, ele passa com resignação pelas coisas grandes e de menos importância requeridas pela ortodoxia (tu és rei onipotente, trino e uno, etc) e pausa sobre as coisas importantes &#8211; isto é, pequenas e singelas e que dizem respeito à cumplicidade entre os homens na qual se revela a divindade: <em>tu és beleza, tu és mansidão</em> (que aparecem juntas duas vezes) e, meu Deus, <em>tu és toda a nossa doçura</em>. Numa palavra, ele começa falando de teologia e termina falando sobre Jesus.</p>
<p>O pergaminho original revela que na primeira vez em que aparece a palavra &#8220;caridade&#8221;, como que para deixar um sumo e definitivo esclarecimento, Francesco voltou atrás e escreveu, acima da palavra latina <em>caritas</em>, a palavra (que em latim se escreve como em português) <em>amor</em>.</p>
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