Fé e crença • A Bacia das Almas

 

Paulo Brabo, 26 de março de 2005

Fé e crença

Jacques Ellul

De um único verbo, crer, originam-se dois subs­tan­ti­vos que repre­sen­tam ações radi­cal­mente opostas: crença e fé. Porém quando quero usar uma forma verbal para expres­sar a minha fé tenho ainda de usar crer, a não ser que escolha uma fórmula ainda pior, ter fé.

A crença provê res­pos­tas a nossas per­gun­tas, a fé nunca o faz. Cremos para encon­trar segu­rança, solução, uma resposta para os nossos ques­ti­o­na­men­tos. As pessoas creem para desen­vol­ve­rem para si um sistema de crenças. A fé (a fé bíblica) é com­ple­ta­mente dife­rente. O pro­pó­sito da reve­la­ção é fazer com que ouçamos as per­gun­tas, e não suprir-nos com expli­ca­ções.

A fé, em primeira ins­tân­cia, é ouvir, como Barth tão fre­quen­te­mente nos faz lembrar. A crença fala e fala, atola-se em palavras, inter­pola os deuses, toma a ini­ci­a­tiva. A fé requer um posi­ci­o­na­mento intei­ra­mente oposto: a fé espera, per­ma­nece atenta, colhe sinais, sabe o que fazer das pará­bo­las mais deli­ca­das; ela ouve paci­en­te­mente Toda crença é um obs­tá­culo à fé. As crenças atra­pa­lham porque satis­fa­zem a nossa neces­si­dade de religião.o silêncio até que o silêncio seja pre­en­chido pelo que ela toma sendo a inques­ti­o­ná­vel palavra de Deus, palavra da qual se apropria. 

A fé isola o indi­ví­duo; a crença, (qualquer que seja, inclu­sive a cristã) ajunta pessoas. Na crença nos vemos unidos a outros na mesma corrente ins­ti­tu­ci­o­nal, todos ori­en­ta­dos em direção ao mesmo objeto de crença, com­par­ti­lhando das mesmas ideias, seguindo os mesmos rituais, arro­la­dos na mesma orga­ni­za­ção, quer seja reli­gi­osa ou social, falando o mesmo dialeto. A crença age como apa­zi­gua­dora na soci­e­dade, ela é a chave para o consenso que buscamos, o defi­ni­tivo e há muito pro­cla­mado como neces­sá­rio elemento essen­cial da vida comunal. A fé sempre trabalha de maneira exa­ta­mente oposta. A fé indi­vi­du­a­liza; ela é sempre e exclu­si­va­mente uma questão pessoal. Fé é o rela­ci­o­na­mento pessoal com um Deus que se revela como uma pessoa. Esse Deus sin­gu­la­riza a pessoa, coloca-a à parte, e confere a cada pessoa uma iden­ti­dade que não é com­pa­rá­vel à de nenhuma outra. A pessoa que ouve a palavra de Deus é a única a ouvi-la; neste ato ela está separada das outras pessoas, e nele ela torna-se única – A fé pres­su­põe a dúvida, a crença exclui a dúvida.sim­ples­mente porque o elo que liga esse indi­ví­duo a Deus é único, exclu­sivo e invi­o­lá­vel. Trata-se de um rela­ci­o­na­mento singular com um Deus único e abso­lu­ta­mente incom­pa­rá­vel.

Deus par­ti­cu­la­riza, sin­gu­la­riza a pessoa a quem ele diz “eu te chamo pelo teu nome” (Isaías 45.4). A fé separa cada pessoa das demais e faz única cada uma delas. Na Bíblia a palavra santo sig­ni­fica separado, à parte. Ser santo é ser separado de todos os outros, é ser único em razão da tarefa que não pode ser desem­pe­nhada por nenhuma outra pessoa, tarefa que se recebe pela fé.

A fé pres­su­põe a dúvida, a crença exclui a dúvida. A fé não é o oposto da dúvida, a crença é. Os soldados da crença agem sem ques­ti­o­na­mento de acordo com a lei e os man­da­men­tos. São infle­xí­veis nas suas con­vic­ções, não toleram a qualquer desvio. Na arti­cu­la­ção de sua crença eles imprimem rigor e abso­lu­tismo ao extremo. Refinam inces­san­te­mente a expres­são da sua crença e buscam dar a ela uma for­mu­la­ção inte­lec­tual espe­cí­fica num sistema tão coerente e completo quanto possível. Insistem na completa orto­do­xia. Codi­fi­cam rigi­da­mente modos de pensar e de agir. 

Os crentes encon­tram enco­ra­ja­mento e certeza na presença de outros, e têm o seu vazio exis­ten­cial pre­en­chido pela vida comu­ni­tá­ria.Isso leva a um elevado grau de efi­ci­ên­cia; o crente é uma pessoa que faz o que precisa ser feito, mas toda a sua ati­vi­dade é, no fundo, vazia. Os crentes tem uma rea­li­dade própria tão pequena que só são capazes de viver e expres­sar essa rea­li­dade dentro de uma unidade con­ven­ci­o­nal­mente esta­be­le­cida. São gente de ajun­ta­men­tos. Os crentes encon­tram enco­ra­ja­mento e certeza na presença de outros, dependem da certeza de que esses outros real­mente acre­di­tam, e assim têm o seu vazio exis­ten­cial pre­en­chido pela vida comu­ni­tá­ria. Mul­ti­pli­car o número de litur­gias, com­pro­mis­sos e ati­vi­da­des dá aos crentes a completa satis­fa­ção; rodeados por isso tudo eles não tem neces­si­dade de ques­ti­o­nar a verdade ou rea­li­dade da sua própria crença: a ati­vi­dade os mantém ocupados.

Nesse cenário a diver­si­dade de crenças torna-se into­le­rá­vel. A dúvida e as incer­te­zas são radi­cal­mente des­tru­ti­vas para a crença, e em razão disso a crença não pode tolerá-las. A crença é inimiga da diver­si­dade. A diver­si­dade é sempre uma fonte de novos ques­ti­o­na­men­tos e propicia um ambiente para a auto­crí­tica. Diante da diver­si­dade corremos o risco de nos depa­rar­mos outra vez com a dúvida. Para evitar esse inimigo a crença precisa ser e é de fato rapi­da­mente trans­for­mada em senhas, ritos e orto­do­xia.

“Eu creio; ajuda-me na minha incre­du­li­dade” (Marcos 9.24) são as palavras que resumem o que é a fé. A fé me cons­trange acima de tudo a avaliar o quanto não vivo pela fé – o quão rara­mente a fé enche a minha vida. A fé coloca à prova cada elemento da minha vida e do meu contexto social; não poupa nada nem ninguém. Ela é impla­cá­vel em me levar a ques­ti­o­nar todas as minhas con­vic­ções: cada uma das minhas mora­li­da­des, crenças e posições polí­ti­cas. A fé me impede de atribuir sig­ni­fi­cado defi­ni­tivo a qualquer área da ati­vi­dade humana. Ela me des­prende e me livra do dinheiro, da família, do meu emprego e da minha capa­ci­dade inte­lec­tual.

A crença é con­for­ta­dora.Ela é o caminho mais certo para me levar a admitir que a única coisa que sei é que nada sei. A fé não deixa nada intacto. A única coisa que a fé me traz é o reco­nhe­ci­mento da minha impo­tên­cia, inca­pa­ci­dade e ina­de­qua­ção. Ela faz com que eu me depare com minha condição de incom­pleto, e des­mas­cara minha incre­du­li­dade (natu­ral­mente a fé é a arma mais certeira e letal contra as crenças em geral).

A crença é con­for­ta­dora. A pessoa que vive no mundo da crença sente-se segura. Ao con­trá­rio, a fé con­ti­nu­a­mente nos coloca no fio da navalha. Embora saiba que Deus é Pai, ela nunca minimiza o seu poder. “Quem é este, que até mesmo o vento e o mar obedecem?” (Marcos 4.41). Essa é uma pergunta da fé. Para a crença as coisas são simples: Deus é Todo-Poderoso. Com a crença nós nor­ma­li­za­mos Deus, para que possamos nos sentir con­for­tá­veis diante do seu poder. Apenas a fé é capaz de apreciar a imen­si­dão de Deus e a sua ver­da­deira natureza. 

A dúvida, que cons­ti­tui parte integral da fé, diz respeito a mim mesmo; não diz respeito à reve­la­ção de Deus ou ao seu amor nem à presença de Jesus Cristo. Trata-se da dúvida a respeito da efe­ti­vi­dade, até mesmo da legi­ti­mi­dade, daquilo que faço e a respeito das forças a que me submeto na minha igreja e na soci­e­dade. Além disso, a fé coloca a si mesma à prova. Se discirno o tumulto da fé dentro de mim, tenho de adotar como primeira regra não enganar a mim mesmo, não me deixando aban­do­nar à crença indis­cri­mi­na­da­mente. Passarei a ter de sujeitar minhas crenças a uma crítica rigorosa. Terei de dar ouvidos a todas as negações e ataques diri­gi­dos a elas, de modo que possa com­pre­en­der o quão é sólido o objeto da minha fé. A fé não apoia meias-verdades e meias-certezas. Ela me obriga a enfren­tar o fato de que não sou nada, e ao fazer isso recebo todas as coisas de presente.

A crença está asso­ci­ada a coisas, a rea­li­da­des e a com­por­ta­men­tos que são elevados ao status de valor defi­ni­tivo, a ponto de serem mere­ce­do­res de que se morra por eles. A crença veste rea­li­da­des humanas finitas para que se apre­sen­tem como sendo rea­li­da­des defi­ni­ti­vas, abso­lu­tas e fun­da­men­tais. Per­ten­cer à Cris­tan­dade e a uma das suas igrejas é o prin­ci­pal obs­tá­culo para alguém tornar-se um cristão ver­da­deiro.Através da crença tudo que pertence ao âmbito da Promessa, da Palavra de Deus e do Reino é trans­for­mado em efeito cola­te­ral, em palavras doces e piedosas, em meios de tornar a vida mais fácil e num processo de auto-justificação.

A fé trabalha de forma oposta. Ela reco­nhece o Defi­ni­tivo em sua verdade incon­tes­tá­vel, e assim atribui pouca impor­tân­cia a qualquer coisa que se apre­sente como subs­ti­tuto desse Defi­ni­tivo. Não se trata de olhar para uma fonte externa de uma rea­li­dade defi­ni­tiva; o Reino dos céus está agora entre e ou dentro de vocês. A partir de agora você é que cons­ti­tui o reino. A fé é a exi­gên­cia de que encar­ne­mos o Reino de Deus agora, neste mundo e nesta época.

Ninguém jamais progride da crença para a fé, muito embora a fé em muitos, com muita frequên­cia, degenere em crença. Você não pode chegar à fé por meio de qualquer religião ou crença antiga, através de alguma vaga exal­ta­ção espi­ri­tual ou de emoções esté­ti­cas. De um ponto de vista cristão, crer não é melhor do que não crer; ter uma religião não é melhor do que não ter. A crença é uma estrada que não leva à fé. Não é possível trans­for­mar uma con­vic­ção pessoal a respeito do valor de rituais num ato de postura soli­tá­ria diante de Deus. A impli­ca­ção disso é ver­da­deira: toda crença é um obs­tá­culo à fé. As crenças atra­pa­lham porque satis­fa­zem a nossa neces­si­dade de religião. Elas induzem a escolhas espi­ri­tu­ais que não subs­ti­tuem a fé, impedindo-nos de des­co­brir, de ouvir e aceitar a fé revelada em Jesus Cristo.

Kier­ke­ga­ard defende a ideia de que, para uma pessoa criada com toda a cultura do Natal, que teve todas as suas pequenas neces­si­da­des espi­ri­tu­ais satis­fei­tas pela igreja, é mais difícil receber o choque da reve­la­ção, des­co­brir o Único, e entrar na noite escura da alma, do que para aquele que não fez outra coisa na vida a não ser buscar con­ti­nu­a­mente sem nunca chegar a uma resposta satis­fa­tó­ria. Per­ten­cer à Cris­tan­dade e a uma das suas igrejas é o prin­ci­pal obs­tá­culo para alguém tornar-se um cristão ver­da­deiro. Não existe caminho que leve de um pou­qui­nho de religião (de qualquer tipo) a um pou­qui­nho mais e final­mente à fé. A fé destrói toda a religião e tudo que enten­de­mos como espi­ri­tual. Por outro lado, a passagem da fé para a crença é possível e uma ameaça cons­tante. É o caminho do retro­cesso ao qual a igreja e vida cristã estão sempre sujeitos. A fé está cons­tan­te­mente dege­ne­rando em múl­ti­plas crenças. Nenhum termo expressa melhor essa mudança imper­cep­tí­vel do que “ter fé”. Quando nós tomamos posse da fé, quando alegamos sermos pro­pri­e­tá­rios dela, natu­ral­mente estamos pensando que podemos dispor dela do modo que dese­jar­mos. A única coisa que temos o direito de dizer é “a fé me tem”. Todo o resto é mera crença.

Fé não é nem crença nem cre­du­li­dade. Não é uma aqui­si­ção razoável nem um feito inte­lec­tual; é mais a con­jun­ção de uma decisão defi­ni­tiva com uma reve­la­ção, e convida-me a efetuar hoje a encar­na­ção da rea­li­dade última, o Reino de Deus presente entre nós. Sou intimado por uma Palavra que é eterna, uni­ver­sal e pessoal aqui e agora. Aceitar a inti­ma­ção. Dispor-se a agir de forma res­pon­sá­vel, entrando numa aventura ilógica, sem saber sua origem nem o seu fim. Assim é a fé.

A apo­lo­gé­tica tenta provar que o cris­ti­a­nismo responde às per­gun­tas da huma­ni­dade, que ele é ver­da­deiro e superior às outras reli­giões. Fica evidente que isso limita nossa dis­cus­são ao nível reli­gi­oso. Somos capazes de demons­trar que o cris­ti­a­nismo pode conduzir um debate razoável. Ocorre porém que esses debates entre inte­lec­tu­ais são total­mente estéreis; um jamais chega a con­ven­cer o outro. Nenhum apo­lo­geta chegou a trazer um incré­dulo para a fé, Se você crê em Deus para ser pro­te­gido, coberto, curado ou salvo, então não é fé, porque a fé é gratuita.mesmo os que sabiam que haviam vencido a retórica do adver­sá­rio. A abor­da­gem mera­mente lógica e inte­lec­tu­a­lista leva a um beco sem saída. O inte­lecto não é capaz de invocar ou demons­trar o caminho da fé.

A crença é um refúgio e um escape da rea­li­dade. Em nossa busca natural por proteção nos agar­ra­mos a ela como uma garantia ou uma apólice de seguros. Radi­cal­mente oposta à crença é a fé. Fé é assumir riscos, deixar para trás segu­rança e tran­qui­li­dade, des­pre­zar garan­tias: é pisar, como o dis­cí­pulo, para fora do barco no mar da Galileia. Se vivemos pela fé, não há neces­si­dade de implorar que ele nos salve do perigo. Torna-se sufi­ci­ente saber que ele está ali, mesmo que o perigo se mostre mortal; o que quer que o amor de Deus queira fazer ou esteja fazendo em nós será feito, não importa o quê.

Por que crer? Usando “crer” no sentido de “par­ti­ci­par da fé”, não temos nenhum resposta. Acre­di­tar porquê? Com vistas a quê? Para realizar o quê? Para con­se­guir o quê? São questões sem sentido. Cremos por razão nenhuma. Não existe razão objetiva para a fé; a fé tem de ser vivida. A fé não tem origem ou objetivo. No momento que admite qualquer objetivo ela deixa de ser fé. Se você crê em Deus para ser pro­te­gido, coberto, curado ou salvo, então não é fé, porque a fé é gratuita. Isso vai parecer chocante, espe­ci­al­mente para os pro­tes­tan­tes, que falaram tanto de salvação pela fé, da fé como condição da salvação, que chegaram a dizer “você crê, por isso será salvo”. Mas temos de ficar voltando à fé e a sua gra­tui­dade. Se Deus ama e salva a huma­ni­dade sem pedir preço algum, ele quer a con­tra­par­tida de ser crido e amado sem pro­pó­sito algum; Deus quer ser crido e amado sem que seja por mero inte­resse pessoal, sim­ples­mente por nada. 

A fé é o ponto de ruptura, não com os nossos com­pa­nhei­ros humanos, mas com as reli­giões.Isso é escan­da­loso, e ainda assim tão fácil de com­pre­en­der se con­si­de­rar­mos o amor. No momento em que um homem e uma mulher se amam por alguma razão concreta, qualquer que seja, dinheiro, pres­tí­gio, beleza ou posição, o amor deixa de ser. O amor é sem causa e sem inte­res­ses pessoais ; o amor é sem razão.

A fé é uma cons­tante ação recí­proca; ela nunca fica estag­nada ou se acomoda. Não se pode encarnar a fé de um modo estático e defi­ni­tivo. A fé é um perene novo ponto crítico. A fé portanto é a contínua presença da tentação e uma visão cada vez mais clara da rea­li­dade. Ela implica na crítica à religião cristã, às missões civi­li­za­do­ras, aos códigos morais cristãos impostos de fora; crítica a uma verdade cristã que exclua rei­vin­di­ca­ções sobre si de qualquer outra área da cultura humana. A fé é o ponto de ruptura, não com os nossos com­pa­nhei­ros humanos, mas com as reli­giões. A fé é levada a pros­se­guir em criticar, julgar e radi­cal­mente rejeitar todas as rei­vin­di­ca­ções reli­gi­o­sas humanas. Pre­ci­sa­mos ser cau­te­lo­sos nesse ponto. Não são pessoas que estão sendo julgadas ou cri­ti­ca­das aqui; a vontade de poder das pessoas e a expres­são disso na forma de religião é que é cri­ti­cada, julgada e rejei­tada. Mas a crítica da religião feita pela fé pode estar enrai­zada apenas na sua crítica de si mesma.

A fé me leva a tomar parte de tudo, e ao mesmo tempo me mostra tudo sob uma luz que não é a razão, a expe­ri­ên­cia ou o senso comum. Não se trata de uma operação inte­lec­tual, é sim uma atitude exis­ten­cial. A fé traz a luz a nova pessoa mani­fes­tada em amor e lucidez.

Hoje em dia a fé dos cristãos na igreja se desen­ca­mi­nhou. A sua obsessão com o conteúdo da sua fé (teólogos dis­cu­tindo termos técnicos) ao invés da paixão pelo movi­mento e pela vida da fé, acabou desen­ca­de­ando a nossa crise mundial. Mas o imutável per­ma­nece imutável. O Último, o Não-Condicionado, o Total­mente Outro não mudou. A fé é nossa res­pon­sa­bi­li­dade de fazer com que o Trans­cen­dente, o Não-Condicionado, o Total­mente Outro Ser, torne-se uma rea­li­dade ativa dia após dia em nosso contexto, hoje onde quer que esti­ver­mos. A fé só move mon­ta­nhas quando fala ao oni­po­tente criador – quando me sujeito a ouvir a palavra da fé.

 

Extraído de Fé Viva: Crença e Dúvida num Mundo Perigoso. San Fran­cisco: Harper and Row, Publishers, 1983. 

Tradução: Paulo Brabo
Revisão: L. Ivan Volcov

Author: Paulo Brabo

Escrevo livros, faço desenhos e desenho letras. A Bacia das Almas é repo­si­tó­rio final de ideias con­de­na­das à refor­mu­la­ção eterna.

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