Não é possível separar o sofrimento do 11 de setembro da cobertura de mídia que o cercou, porque a mídia foi o motivo pelo qual a atrocidade foi perpetrada. Essas mortes foram projetadas e desenhadas para a câmera, aprovisionando-a de todos os modos.
Por essa razão a cultura das imagens tem um relacionamento diverso com os ataques, que serviu como confirmação em pesadelo de sua má consciência. Houve uma perversa simetria no fato dos terroristas terem servido a destruição das torres a uma sociedade cujo entretenimento favorito consiste em assistir ao maior número possível de explosões gigantescas. O espetáculo foi ao mesmo tempo a visão mais terrível do mundo e exatamente o tipo de imagem que toda organização de notícias cobiça e todo espectador sintoniza para consumir.
Laura Miller, escrevendo sobre porque não
é possível escrever boa ficção sobre 11 de setembro de 2001
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