11 de Setembro de 2011

Uma perversa simetria

Entregue em consignação por   Paulo Brabo

 

Estocado em Goiabas Roubadas

Não é possível separar o sofrimento do 11 de setembro da cobertura de mídia que o cercou, porque a mídia foi o motivo pelo qual a atrocidade foi perpetrada. Essas mortes foram projetadas e desenhadas para a câmera, aprovisionando-a de todos os modos.

Por essa razão a cultura das imagens tem um relacionamento diverso com os ataques, que serviu como confirmação em pesadelo de sua má consciência. Houve uma perversa simetria no fato dos terroristas terem servido a destruição das torres a uma sociedade cujo entretenimento favorito consiste em assistir ao maior número possível de explosões gigantescas. O espetáculo foi ao mesmo tempo a visão mais terrível do mundo e exatamente o tipo de imagem que toda organização de notícias cobiça e todo espectador sintoniza para consumir.

Laura Miller, escrevendo sobre porque não
é possível escrever boa ficção sobre 11 de setembro de 2001

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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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