03 de Agosto de 2011

Menéndez y Pelayo denuncia todos os artifícios de Paulo Brabo

Investigado por   Paulo Brabo

 

Estocado em Goiabas Roubadas

“A popularidade desse escritor insignificante se fundamenta:

  1. Na universalidade de assuntos de que trata e na flexibilidade de seu gênio, que, sem chegar à perfeição em nada, alcança em tudo uma média mais do que tolerável;
  2. Em ter unido o amor às antiguidades pagã e cristã, «Aquele contínuo falar de si mesmo com soberba modéstia.»contribuindo para a restauração de uma e outra;
  3. No caráter moderno, digamos assim, de seu talento e do estilo de seus opúsculos, que é brincalhão, incisivo e mordaz. Isto não quer dizer que sua sátira seja um modelo seguro; seus gracejos grosseiros são talvez mais numerosos do que os sofisticados. Ele nunca é sobrio, e repete usque ad satietatem os mesmos conceitos;
  4. Em sua destreza e habilidade polêmica;
  5. No excessivo amor próprio e naquele contínuo falar de si mesmo com soberba modéstia;
  6. E, acima de tudo, em ter atacado com todo arsenal de armas satíricas e envenenadas o que ele chama de abusos, vícios e relaxamentos da igreja, e juntamente com ela muitas instituições, cerimônias e ritos respeitados, maltratando a disciplina sem chegar a respeitar o dogma; e de ter feito essa perniciosa propaganda em livros breves, de formas amenas, salpicados de gracejos e historinhas contra padres e freiras, papas e cardeais.”

 

Marcelino Menéndez y Pelayo (1856-1912),
escrevendo sobre Erasmo de Roterdã (1466-1536)
na Historia de los heterodoxos españoles

Leia também:
Como escrever como o Paulo Brabo



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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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