Deixamos de viver numa época em que os fatos valham alguma coisa por si mesmos. Muito pouca gente se deixa convencer por dados e estatísticas, porque alguém sempre acaba trazendo à luz (ou produzindo sob encomenda) dados e estatísticas que provem o argumento contrário. Chegamos a um ponto em que os candidatos do partido republicano à presidência mentem de forma consistente nos debates – não meramente faltam com a verdade, não meramente tergiversam, mas descaradamente mentem – sobre os fatos que cercam a sua posição e a realidade dos problemas norte-americanos. E as instituições – a política, a mídia, a democracia e em especial a imprensa, acorrentada à falsa objetividade de “ele disse, ela disse” – permanecem fundamentalmente incapazes de lidar com a questão.
A mim parece que as teorias de conspiração, a mentira e a desinformação sejam todas terrivelmente difíceis de combater. Veja-se a questão dos que negam o aquecimento global ou dos que defendem o criacionismo. E não estou certo de que levar-se os argumentos do outro lado a sério o bastante para refutá-los – ao contrário de simplesmente ignorá-los – seja a melhor postura a se tomar.
Isaac Butler, refletindo sobre como refutar os que insistem
que não foi Shakespeare quem escreveu as peças que levam o seu nome

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