20 de Outubro de 2009

Profissão de fé

Apresentado sem comentários por   Paulo Brabo

 

Estocado em Manuscritos, Offline

A capacidade de aceitar carinho dos outros e a capacidade de fazer carinho nos outros são confortos que com frequência se recuperam simultaneamente, visto que correspondem a ausências que normalmente andam juntas. Para se oferecer carinho requer-se um grau de maturidade e autoestima quase tão grande quanto requer-se para aceitá-lo. A indicação mais inequívoca de que o discípulo amado e a mulher pecadora se embrenhavam sem volta no caminho da salvação está em que o primeiro reclinava a cabeça sobre o peito de Jesus e a segunda massageava-lhe os pés com essência perfumada – e faziam-no publicamente, sem receios, sem rodeios e sem subterfúgios. Naquele sacrossanto momento não apenas Jesus lhes bastava, mas bastavam-se a si mesmos; ousaram acreditar que seu toque corresponderia a menos que uma ofensa, e essa sua terna conformidade à gentileza e à graciosidade lhes foi contada como profissão de fé.



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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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