No Monastério o regozijo é universal desde ontem; nos claustros ecoam hosanas, no refeitório repicam os tamborins. Nosso pedido coletivo de sumir foi entendido e atendido literalmente pelos céus. A tempestade do século, que desabou a partir das três da manhã do dia 8, deixou-nos sem energia elétrica por 14 horas e sem telefone por 17; a internet, como um embaraçado filho pródigo, só voltou do exílio 36 horas depois de nos ter abandonado.
Enquanto vivemos à salvo dos urros de Mamom peguei uns lápis e desenhei uma menina azul.
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Aguardava-me na caixa de entrada do email, entre outras, uma nota do Tuco Egg. Ele tinha visto minha foto recente em trajes de exterminador de ratos; achando a capa do meu livro a ser lançado em novembro inacuradamente inofensiva, mandou-me esta nova proposta, que devemos julgar mais literal e provavelmente mais honesta:




