28 de Março de 2009

Comendo grama pela raiz

Por   Paulo Brabo

 

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Cara série Pushing Daisies1,

Qualquer filme contemporâneo cuja ação é interrompida por um número músical inteiramente gratuito, ao mesmo tempo zombaria e menção honrosa aos musicais de Hollywood da primeira metade do século anterior, merece a minha atenção. Porém muito mais se se trata de uma história de um humor obscuro e extravagante – digamos, a história de um fazedor de tortas que tenha o dom de ressuscitar cadáveres por precisos sessenta segundos – com ecos de Tim Burton e A Pequena Loja dos Horrores e Amélie Poulain.

Lamento gravemente, Pushing Daisies (ou, como diríamos em português, “comendo grama pela raiz”), que você só tenha florescido uma temporada e meia antes de ser cortada pela raiz pela ABC, porque seus níveis de audiência não acompanharam a dura expectativa de seus produtores.

Não é estranho que uma produção tão bem amarrada com um charme tão peculiar tenha sido cancelada antes de chegar ao fim; estranho é que tenha saído do papel na primeira vez. Devo ser grato. Assim que me submeti a esta cena, no mero segundo episódio da primeira temporada, eu sabia que estava fisgado – hopelessly devoted to you.

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NOTAS
  1. No Brasil a série recebeu o subtítulo de “Um toque de vida”. []


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Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
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