Manuscritos estocados em Junho do Anno 2009 de Nosso Senhor
30 de Junho de 2009

Cãozinho vapt-vupt

Ilustração

29 de Junho de 2009

Uma questão mais profunda

Goiabas Roubadas

Uma questão mais profunda está em se faz sentido o cristianismo identificar com a mente de Deus apenas arranjos culturais anteriores. Sistemas novos não são mais imunes a falhas do que sistemas antigos. O elemento decisivo do impasse está em que a maioria de nós se encontra, para bem ou para o mal, no novo sistema, e há muito que pode ser dito em favor da idéia de aceitarmos o lugar em que estamos ao invés de tentarmos fugir.

O fato é que agora [na pós-modernidade] vemos a luta humana em busca de significado e de valor para a vida como sendo um empreendimento com muitas abordagens e muitas respostas. Gosto de pensar que há provavelmente muito de positivo nessa variedade.

Em contraposição, a presença de diversos sistemas é um bom anteparo contra a tendência ao abuso existente em sociedades onde sistemas únicos prevalecem. Sistemas únicos acabam se tornando arrogantes.

Dessa forma, o efeito relativizador da presença de outras descrições da aventura humana tempera a tendência absolutizadora de sistemas únicos, e também o conflito sem fim que caracteriza as sociedades com dois sistemas dominantes.

Voltaire compreendia essas coisas:

Se numa terra houver duas religiões, as duas cortarão as gargantas uma da outra; se houver trinta, todas viverão em paz.

Richard Holloway

27 de Junho de 2009

Em compensação

Pormenor

Minhas fontes não são confiáveis, mas as informações que me passam são interessantíssimas.

Ashleigh Brilliant

26 de Junho de 2009

O pop não poupa ninguém

Sociedade

A fama é o pecado de se tornar importante para alguém que você não conhece e que não conhece você.

Diz-se da pornografia que ela é degradante para os homens e mulheres que se despem e se rebaixam ao sexo explícito em benefício do espectador. Porém o segredo da pornografia, a verdadeira chave de sua atração e de sua consagração, está em que ela é tão degradante para o espectador quanto para o envolvido na sua produção. Nada há de inerentemente humilhante ou atraente no sexo, mas a pornografia oferece um pacto mútuo de desumanização, e nisso reside o seu apelo.

A fama e a pornografia são indistinguíveis nisso, no que fornecem um mesmo acordo de desumanização entre produtor e consumidor, entre artista e espectador, entre famosos e fãs.

Absolutamente ninguém encarnou melhor essa potência do que Michael Jackson, o homem mais irresistível do mundo, o rapaz bonito que se desfigurou publicamente porque, muito evidentemente, nós o desfiguramos. Agora que a Fera está morta podemos reconhecer, como numa reviravolta muito rasa de Shyamalan, que os desfigurados somos nós, porque adoramos um homem que não conhecíamos e o destruímos no processo. A fama não cria deuses, só cria bodes expiatórios.

Um homem derramou a sua beleza por nós, e nós o consumimos.

25 de Junho de 2009

In the mood

Ilustração

Big Band da PUCC