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De todos os sonhos de que me recordo, considero esse – da serpente que é uma ameaça secreta, da qual me dou conta e assusta meus amigos, da qual tento protegê-los e que termina por me envenenar antes de morrer – o mais prenhe de significado e ressonância pessoal. Nenhum traz símbolos mais poderosos e eloqüentes da minha trajetória como protagonista da minha narrativa; nenhum fala mais descaradamente com os termos e as chaves de uma mitologia que é caracteristicamente minha.
Estou inteiro nesse sonho; o que basta, evidentemente, para demonstrar que estou incompleto.
Este documento faz parte da série
Nasce um homem
- Era uma vez
- Adão era
- A teoria literária
- Para mim
- Se havia improvável graça
- O conflito que anima uma história
- A primeira blasfêmia
- Eu sentia ser minha obrigação
- Como demonstrado exemplarmente por Jesus
- De todos os detalhes
- A distinção mais antiga
- O homem em pé no centro
- Quando levantei-me do lugar
- Ele tinha o mundo natural aos seus pés
- Dois ou três personagens não bastam
- A proibição extrai seu poder
- Para caracterizar uma tragédia
- Pisei no andar térreo
- Você pode comer
- Um professor errante depara-se com um homem cego
- Nenhum outro elemento da trama
- Toda história sobre transgressão
- De todos os sonhos de que me recordo
- Não devemos deixar
- A chave, obviamente
- É curioso notar
- Para começar
- Neste ponto
- Com a entrada da serpente
- Dos enigmas da serpente
- Porém quando percebo
- A serpente é astuta
- A narrativa é límpida
- A serpente permanece um enigma
- Quando olho tempo suficiente
- O silêncio da história
- Outro resultado
- Individuação
- É o momento decisivo
- A ausência divina
- É uma pista falsa
- Não se trata
- Uma donzela encontra na floresta uma perigosa serpente
- A hora é agora


