20 de Junho de 2008

De todos os sonhos de que me recordo

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Manuscritos

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De todos os sonhos de que me recordo, considero esse – da serpente que é uma ameaça secreta, da qual me dou conta e assusta meus amigos, da qual tento protegê-los e que termina por me envenenar antes de morrer – o mais prenhe de significado e ressonância pessoal. Nenhum traz símbolos mais poderosos e eloqüentes da minha trajetória como protagonista da minha narrativa; nenhum fala mais descaradamente com os termos e as chaves de uma mitologia que é caracteristicamente minha.

Estou inteiro nesse sonho; o que basta, evidentemente, para demonstrar que estou incompleto.



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