14 de Março de 2008

Como demonstrado exemplarmente por Jesus

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Manuscritos

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Como demonstrado exemplarmente por Jesus e em Jesus (e mais tarde formulado por Carl Jung e Joseph Campbell), as histórias que contamos e as histórias que vivemos dizem muito a respeito de nós mesmos. Dizem, na verdade, tudo.

Juntas, as histórias que contamos e as histórias que vivemos formam nossa mitologia pessoal – o “mito” através da qual empreendemos nos explicar para os outros e para nós mesmos.

A primeira história sobre si mesmo que Deus coloca sobre a mesa, registrada em Gênesis 1-3, é por isso especialmente reveladora. Como todas as parábolas, a história da criação do Homem fala menos do ser humano do que de Deus.

Estamos tão familiarizados com a narrativa que deixamos de perceber que é uma história repleta de ecos, motivos que se repetem, alusões internas, confissões veladas.

Importante será aprendermos a notar que desde os primeiros desdobramentos de Gênesis, quando está falando sobre o homem e para o homem, Deus está falando, de forma muito profunda, sobre si mesmo. Todas as revelações de Gênesis dizem respeito a Deus. Nesse sentido, o primeiro livro da Bíblia contém revelações mais sensacionais que o último.



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