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A distinção mais antiga da literatura, nascida no tempo em que a narrativa e a poesia ainda voavam soltas no espaço aberto da dramaturgia, permanece inconclusa. Os árbitros da questão ainda ouvem Aristóteles, um dos primeiros a propor uma teoria sobre o assunto, e ouvem Averróis e Harold Bloom, mas esses testemunhos não tornam a sua tarefa mais fácil. Mil impérios caíram desde que ocorreu a alguém estabelecer as categorias, mas ainda não sabemos definir precisamente o que separa a tragédia da comédia.
Para Aristóteles, na Poética, a diferença parece ser uma questão de temática e de tom. A tragédia, ele opina, deveria ocupar-se do destino de personagens notáveis: deuses ou nobres, gente que trafega corredores inacessíveis ao homem comum. O objetivo da tragédia seria despertar no espectador um sentimento de terror e de piedade diante de uma espetacular mudança de fortuna experimentada pelo protagonista.
Central na teoria de Aristóteles (já que ele até certo ponto respondia a Platão, que na República propunha a eliminação de toda a poesia, por não crer que possuísse alguma função social que a redimisse), é a idéia de que a tragédia tem um efeito terapêutico. O sofrimento do protagonista no palco purga, vicariamente, o espectador na platéia.
“Uma tragédia é uma imitação dramática daquilo que é admirável, completo e possui magnitude; representada por atores, e não apresentada através de narração; e que efetua através da piedade e do temor a purificação dessas emoções”.
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Nasce um homem
- Era uma vez
- Adão era
- A teoria literária
- Para mim
- Se havia improvável graça
- O conflito que anima uma história
- A primeira blasfêmia
- Eu sentia ser minha obrigação
- Como demonstrado exemplarmente por Jesus
- De todos os detalhes
- A distinção mais antiga
- O homem em pé no centro
- Quando levantei-me do lugar
- Ele tinha o mundo natural aos seus pés
- Dois ou três personagens não bastam
- A proibição extrai seu poder
- Para caracterizar uma tragédia
- Pisei no andar térreo
- Você pode comer
- Um professor errante depara-se com um homem cego
- Nenhum outro elemento da trama
- Toda história sobre transgressão
- De todos os sonhos de que me recordo
- Não devemos deixar
- A chave, obviamente
- É curioso notar
- Para começar
- Neste ponto
- Com a entrada da serpente
- Dos enigmas da serpente
- Porém quando percebo
- A serpente é astuta
- A narrativa é límpida
- A serpente permanece um enigma
- Quando olho tempo suficiente
- O silêncio da história
- Outro resultado
- Individuação
- É o momento decisivo
- A ausência divina
- É uma pista falsa
- Não se trata
- Uma donzela encontra na floresta uma perigosa serpente
- A hora é agora


