Manuscritos estocados em Fevereiro do Anno 2008 de Nosso Senhor
18 de Fevereiro de 2008

Formas de uma lenda

Heresias Sensacionais, Traduzindo Borges

Às pessoas causa repugnância ver um ancião, um enfermo ou um morto, porém estão sujeitas à morte, às enfermidades e à velhice; o Buda declarou que esta reflexão o induziu a abandonar sua casa e seus pais e vestir a roupa amarela dos ascetas. O testemunho consta em um dos livros do cânone; outro registra a parábola dos cinco mensageiros secretos enviados pelos deuses; são um louco, um ancião recurvado, um inválido, um criminoso em tormentos e um morto, e avisam que nosso destino é nascer, caducar, enfermar, sofrer justo castigo e morrer. O Juiz das Sombras (na mitologia do Hindustão Yama desempenha esse cargo, porque foi o primeiro homem que morreu) pergunta ao pecador se não viu os mensageiros; este admite que sim, porém não foi capaz de decifrar o aviso; os carrascos o encerram numa casa que está cheia de fogo. Quiçá o Buda não tenha inventado essa ameaçadora parábola; baste-nos saber que a proferiu (Majihima nikaya, 130) e que jamais a vinculou, talvez, à sua própria vida.

A realidade pode ser demasiado complexa para a transmissão oral; a lenda a recria de uma maneira que apenas acidentalmente é falsa e que a permite andar pelo mundo, de boca em boca. Na parábola e na declaração figuram um homem velho, um homem enfermo e um homem morto; o tempo fez dos dois textos um e forjou, confundindo-os, uma outra história.

Siddharta, o Bodhisattva, o pré-Buda, é filho de um grande rei, Suddhodana, da estirpe do sol. Na noite de sua concepção a mãe sonha que em seu lado direito entra um elefante, da cor da neve e com seis dentes de marfim1. Os adivinhos interpretam que seu filho reinará sobre o mundo ou fará girar a roda da doutrina2 e ensinará aos homens como livrarem-se da vida e da morte. O rei prefere que Siddartha conquiste grandeza temporal e não eterna, e encerra-o num palácio do qual foram removidas todas as coisas que podem revelar-lhe que é corruptível. Vinte e nove anos de ilusória tranqüilidade transcorrem dessa forma, dedicados à satisfação dos sentidos, porém Siddharta, certa manhã, sai em seu coche e vê com espanto um homem recurvado, “cujo cabelo não é como o dos outros, cujo corpo não é como o dos outros”, que se apóia num bastão para caminhar e cuja carne treme. Pergunta que homem é esse; o cocheiro explica que é um ancião e que todos os homens da terra serão como ele. Siddharta, inquieto, dá ordem que retornem imediatamente, porém em outra saída vê um homem a quem devora a febre, cheio de lepra e de úlceras; o cocheiro explica que é um enfermo e que ninguém está a salvo desse perigo. Em outra saída vê um homem que levam num féretro, esse homem imóvel é um morto, explicam, e morrer é a lei de todo que nasce. Em outra saída, a última, vê um monge das ordens mendicantes que não deseja viver nem morrer. A paz está em seu rosto; Siddharta encontrou o caminho.

A lenda determinou que o Buda fosse canonizado por Roma.

Hardy (Der Buddhismus nach älteren Pili-Werken) aplaudiu o colorido desta lenda; um ideólogo contemporâneo, A. Foucher, cujo tom de gracejo nem sempre é inteligente ou urbano, escreve que, admitida a ignorância prévida do Bodhisattva, a história não carece de gradação dramática nem de valor filosófico. No princípio do século V da nossa era o monge Fa-Hien peregrinou aos reinos do Hindustão em busca dos livros sagrados e viu as ruínas da cidade de Kapilavastu e quatro imagens erigidas por Asoka, ao norte, ao sul, ao este e ao leste das muralhas, para celebrar os encontros. No princípio do século VII um monge cristão redigiu a novela que se entitula Barlaam y Josafat; Josafat (Josafat, Bodhisattva) é filho de um rei da Índia; os astrólogos predizem que um dia reinará sobre um reino maior, que é o da Glória: o rei encerra-o num palácio, porém Josafat descobre a desafortunada condição dos homens através das espécies de um cego, de um leproso e de um moribundo e é convertido finalmente à fé pelo ermitão Barlaam. Esta versão cristã da lenda foi traduzida para diversos idiomas, inclusive o holandês e o latim; a pedido de Hákon Hákonarson produziu-se na Islândia, em meados do século XIII, uma Barlaams saga. O cardeal César Baronio incluiu Josafat em sua revisão (1585-1590) do Martirológio Romano; em 1615 Diego de Couto denunciou, em sua continuação das Décadas, as analogias da fingida fábula indiana com a verdadeira e piedosa história de São Josafat. Tudo isso e muito mais achará o leitor no primeiro volume de Origenes de la novela de Menéndez y Pelayo.

A lenda que em terras ocidentais determinou que o Buda fosse canonizado por Roma tinha, no entanto, um defeito: os encontros que postula são eficazes mas são também incríveis. Quatro saídas de Siddharta e quatro figuras didáticas não condizem com os hábitos do azar. Menos atentos ao estético do que à conversão das massas, os doutores quiseram justificar essa anomalia; Koeppen (Die Religion des Buddha, I, 82) anota que na última versão da lenda o leproso, o morto e o monge são simulacros que as divindades produzem para instruir Siddhartha. Assim, no terceiro livro da epopéia sânscrita Buddhacarita está dito que os deuses criaram um morto e que nenhum homem o viu enquanto era levado, a não ser o cocheiro e o príncipe. Numa biografia legendária do século XVI as quatro aparições são metamorfoses de um deus (Wieger: Vies chinoises du Bouddha, 37-41).

Mais longe havia ido o Lalitavistara. Dessa compilação de prosa e verso, escrita num sânscrito impuro, é costume falar com algum sarcasmo; em suas páginas a história do Redentor infla-se até a opressão e até a vertigem. O Buda, a quem rodeiam doze mil monges e trinta e dois mil Bodhisattvas, revela o texto da obra dos deuses; do quarto céu fixou o período, o continente, o reino e a casta em que renasceria para morrer pela última vez; oitenta mil tambores acompanham as palavras do seu discurso e há no corpo de sua mãe a força de dez mil elefantes. O Buda, neste estranho poema, dirige cada etapa de seu destino; faz com que as divindades projetem as quatro figuras simbólicas e, quando interroga o cocheiro, já sabe quem são e o que significam. Foucher vê neste rasgo um mero servilismo dos autores, que não podem tolerar que o Buda não saiba o que sabe um servente; o enigma merece, em meu entender, outra solução. O Buda cria as imagens e logo em seguida pergunta a um terceiro o sentido que encerram. Teologicamente caberia talvez contestar: o livro é da escola de Mahayana, que ensina que o Buda temporal é emanação ou reflexo de um Buda eterno; o do céu ordena as coisa, o da terra as padece e executa (nosso século, com outra mitologia ou vocabulário, fala do inconsciente). A humanidade do Filho, segunda pessoa de Deus, pôde gritar da cruz: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste: O Buda, analogamente, pôde espantar-se das formas que havia criado sua própria divindade… Para desatar o problema, não são indispensáveis, ademais, tais sutilezas dogmáticas, basta recordar que todas as religiões do Hindustão, e em particular o budismo, ensinam que o mundo é ilusório. Minuciosa relação do jogo (de um Buda) representa o Lalitavistara, segundo Winternitz; um jogo ou um sonho é, para o Mahayana, a vida do Buda sobre a terra, que é outro sonho. Siddhartha elege sua nação e seus pais. Siddhartha lavra quatro formas que o encherão de espanto; Siddhartha ordena que outra forma declare o sentido das primeiras; tudo isso é razoável se o consideramos um sonho de Siddhartha. Melhor ainda se o considerarmos um sonho em que figura Siddhartha (da mesma forma que figuram o leproso e o monge) e que ninguém sonha, porque aos olhos do budismo do norte3 o mundo e os prosélitos e o Nirvana e a roda das transmigrações e o Buda são igualmente irreais. Ninguém se apaga no Nirvana, lemos num tratado famoso, porque a extinção de inumeráveis seres no Nirvana é como o desaparecimento de uma fantasmagoria que um feiticeiro numa encruzilhada cria por artes mágicas, e em outro lugar está escrito que tudo é mera vacuidade, mero nome, e também o livro que o declara e o homem que o lê. Paradoxalmente, os excessos numéricos do poema subtraem, não acrescentam, realidade; doze mil monges e trinta e dois mil Bodhisattvas são menos concretos que um monge e que um Bodhisattva. As vastas formas e os vastos algarismos (o capítulo XII inclui uma série de vinte e três palavras que indicam a unidade seguida de um número crescente de zeros, de 9 a 49, 51 e 53) são vastas e monstruosas bolhas de sabão, ênfases do Nada. O irreal foi assim fraturando a história; primeiro tornou fantásticas as figuras, depois o príncipe e, com o príncipe, todas as gerações e o universo.

No final do século XIX Oscar Wilde propôs uma variante; o príncipe feliz morre na reclusão do palácio sem ter descoberto a dor, porém sua efígie póstuma a contempla do alto do pedestal.

A cronologia do Hindustão é incerta; minha erudição muito mais; Koeppen e Hermann Beckh serão talvez tão falíveis quanto o compilador que arrisca esta nota; não me surpreenderia se minha história da lenda fosse ela mesma legendária, feita de verdade substancial e erros acidentais.

Jorge Luis Borges, Otras Inquisiciones (1952)

NOTAS
  1. Este sonho é, para nós, uma mera fealdade. Não é assim para os hindus: o elefante, animal doméstico, é símbolo de mansidão; a multiplicação de dentes de marfim não tem como incomodar os espectadores de uma arte que, para sugerir que Deus é o todo, lavra figuras de múltiplos braços e rostos; o seis é número habitual (seis vias de transmigração; seis Budas anteriores ao Buda; seis pontos cardeais, contando o zênite e o nadir: seis divindades que o Yajurveda chama de as seis portas de Brahma). []
  2. Esta metáfora pode ter sugerido aos tibetanos a invenção das máquinas de rezar, rodas ou cilindros que giram ao redor de um eixo, cheias de tiras de papel enroladas nas quais se repetem palavras mágicas. Algumas são manuais; outras são como grandes moinhos, e move-as a água e o vento. []
  3. Rhys Davids condena essa locução cunhada por Burnouf, porém seu emprego nesta frase é menos incômodo que o de Grande Travessia ou Grande Veículo, que teriam detido o leitor. []
15 de Fevereiro de 2008

Se havia improvável graça

Manuscritos

5

Se havia improvável graça no corpo ainda inerte do Homem, ela havia sido colocada em movimento antes.

O primeiro capítulo da primeira história descreve como Deus moveu céu e terra para que Adão tivesse um pano de fundo sobre o qual desempenhar a sua humanidade. O homem que ainda não foi criado não estará suspenso no vazio, pairando sobre a face das águas, quando despertar do sonho da possibilidade.

O que a história não diz é porque Deus faria uma coisa dessas. O ser humano não é o mistério, o mistério é o universo.

A explicação mais comum para a embaraçosa exuberância da realidade é o amor, e há sempre muito de verdadeiro e esclarecedor nas explicações mais comuns. Deus estava apaixonado, e o universo é o elaborado presente de um amante que não tem qualquer inclinação de esconder a sua paixão. O jovem criador está mais ansioso para o seu primeiro encontro do que qualquer apaixonado jamais esteve, mas pode gastar um momento pendurando a lua e as estrelas e enchendo a noite com o perfume de açucenas e rosas. O presente deve estar perfeito e irrecusável antes que ele finalmente diga: “pode abrir os olhos”. Para que tudo seja perfeito, tudo tem de ser perfeito.

O trabalho que Deus teve para estender os limites do universo por razões românticas é ecoado, simbolicamente e diretamente, em inúmeras passagens da Escritura. É motivação que tudo justifica, mas – e aqui está a limitação das explicações mais comuns – não explica o verdadeiro mistério.

O amor não precisa de explicações; não há mistério no amor de Deus pelo homem maior do que o mistério do amor em si. O que carece de esclarecimento é a suficiência do presente, que parece projetada para ocultar o doador em vez de valorizá-lo.

Pra que tanto, meu Deus? Se queria demonstrar o seu amor pelo homem, se quisesse verdadeira intimidade com ele, não bastaria a lua, o mar e um jantar à luz de velas? Por que constelações e granizo e ornitorrincos? A paixão é generosa, mas busca mais a intimidade do que a distração.

Por que o homem precisaria de um pano de fundo que não fosse Deus?

Se desde o primeiro dia o velho Criador é movido pela mesma inabalável paixão, a graça é o que há em todos os momentos. O que a narrativa quer ao mesmo tempo ocultar e esclarecer não é a sinceridade do amor, é a natureza da transgressão.

14 de Fevereiro de 2008

A tempestade e sua capa

Ilustração

O primeiro estudo que me deixa mais ou menos satisfeito para a capa do livro infantil que estou escrevendo, a história de um homem e… sua tempestade. Olhe bem enquanto pode, porque muita coisa deve mudar até a versão final.

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13 de Fevereiro de 2008

O mundo dos pré-canônicos

Fé e Crença

No princípio era o Verbo, mas não havia sido colocado por escrito.

O que Adão, Noé, Matusalém, Abraão, Isaque, Jacó, José e seus onze irmãos e todos os hebreus que saíram do Egito têm em comum é que nenhum desses jamais leu uma única palavra da Escritura. Se, como sustentam tradições antigas e novas opiniões, os cinco livros atribuídos a Moisés não foram escritos por ele, as únicas palavras da Bíblia que o próprio Moisés leu foram os dez mandamentos gravados na terrível caligrafia de Deus.

O óbvio precisa às vezes ser expresso claramente: todos os autores da Bíblia viveram com o Deus da Bíblia e sem a Bíblia. Dito de outra forma, todos os livros que compõem o cânone foram escritos muito antes que o conceito de cânone passasse pela cabeça de alguém.

No sentido em que falamos aqui um cânone é uma coletânea de documentos religiosos que recebem em determinado momento a chancela irrevogável de autorizados e inspirados. Por definição, quando um cânone é fechado nada mais pode abri-lo. A coleção de documentos é vista como um todo indivisível, completo e finalizado – um bloco de verdade monolítica que cabe ao homem contemplar, mas não desbastar ou ampliar. É como nasceu a Bíblia.

A mentalidade que gerou o cânone precisa ser analisada mais tarde. Bastará por enquanto sabermos que judeus e cristãos viveram por séculos sem um coletânea fechada de textos sagrados; os cristãos desenvolveram o seu entre o segundo e o quarto século, os judeus a partir da revolta de Bar Kochba.

Não foi um processo isento de controvérsia. Parte do problema, como veremos, está em que os proponentes do cânone sonharam estabelecer unidade onde parece haver apenas diversidade. Uma coisa é sustentar que determinado número de textos tenha sido escrito sob inspiração divina; outra coisa, muito distinta, é afirmar que o agrupamento desses textos independentes compõe uma unidade lógica e compreensível e de autoridade peculiar.

A evidência interna e externa sugere que a visão de mundo de judeus e cristãos pré-canônicos (incluindo os autores da Bíblia) era muito diferente. Os autores bíblicos não só não tinham como saber como não demonstram qualquer evidência sobrenatural de que soubessem quais livros seriam encerrados eventualmente no cânone. O conceito de uma revelação fechada entre duas capas se mostraria totalmente incompreensível para eles (e não apenas porque o livro ainda não havia desbancado comercialmente o rolo de pergaminho).

No mundo pré-canônico as tradições religiosas eram recebidas e tratadas de forma muito mais aberta e fluente. Era um mundo pelo menos tão oral quanto escrito, e o caráter da palavra falada permeava tanto a propagação quanto a interpretação dos oráculos divinos. As mesmas histórias e tradições eram transmitidas com ênfase muito diversa (compare-se por exemplo os livros de Reis aos livros de Crônicas, ou um evangelho ao outro), sem que isso parecesse implicar em imprecisão ou parcialidade. Não havia um vocabulário verdadeiramente comum e não havia definição prévia de termos.

Alan J. Hauser e Duane F. Watson, na sua introdução a A History Of Biblical Interpretation, apontam com propriedade que “não há indicação de que os autores bíblicos tenham sequer chegado a compreender o conceito de Escritura, certamente não no sentido definido pelas comunidades cristãs nas eras antiga, medieval e moderna. Eles fazem alusão e citam outros documentos e tradições como tendo alguma autoridade, autoridade que pode às vezes ser forte, mas o apelo à autoridade está ligado ao desejo de corroborar o argumento em questão, não de propor a unidade abrangente de toda a Escritura”.

Evidência constrangedora da diferença entre esse mundo e o nosso são os momentos em que os autores bíblicos citam como Escritura inspirada e abalizada documentos e tradições que acabaram sendo barrados na versão final do cânone. Como desconheciam o conceito de um corpo fechado de documentos autorizados, os autores bíblicos sustentam uma visão de “Escritura” que é certamente mais provisória e abrangente do que a nossa. E é sempre a partir dessa visão aberta da autoridade de textos presentes e futuros que eles colocam por escrito, cada um deles, a sua contribuição.

No período pré-canônico não há evidência, na literatura que chegou até nós, do conceito de uma autoridade canônica abrangente e universal que se estendesse até o futuro. Ao contrário, a autoridade que existe parece aplicar-se apenas ao contexto da ocasião imediata e da comunidade em questão, construída sobre uma nova compreensão das tradições consagradas do passado. Mesmo quando se faz referência a uma figura de autoridade como Moisés, a “Lei de Moisés” era a lei como percebida naquele momento particular por aquela comunidade particular.
 

Quando Paulo escrevia a suas congregações (por exemplo, em 1 Coríntios) sua preocupação predominante era confrontar e resolver os problemas da congregação específica à qual se dirigia, razão pela qual muitos detalhes da discussão escapam-nos à compreensão. É na verdade de se perguntar se Paulo não teria escolhido melhor as suas palavras se tivesse sabido que ao longo de dois milênios suas epístolas receberiam escrutínio microscópico de tantas gerações de intérpretes cristãos.

“Uma autoridade cânonica que se estendesse até o futuro” e “escolher melhor as suas palavras” – aqui, de forma quase casual, Hauser e Watson tocam duas questões que se mostrarão fundamentais no caminho que teremos de percorrer. Em que momento ficou estabelecido como coisa natural que a autoridade dos textos da Bíblia se estenderia indefinidamente no futuro? Quando ficou determinado que as palavras da Bíblia foram escolhidas especificamente por Deus e não pelos seus autores?

A resposta não está na Bíblia.

12 de Fevereiro de 2008

A epopéia de Salazar

Irmãos Comédia