23 de Setembro de 2007

Piano de letras

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Fotografia, Nostalgia



A Olivetti Studio 44 que me ensinou a escrever. Impossível contar as tardes que passei entre 1980 e 1986, no escritório ensolarado do nosso sobrado em Bauru, reescrevendo os capítulos de livros que nunca cheguei a terminar. Clique nas imagens para ampliar.

Deixo-vos, a título de curiosidade e impertinência, o primeiro parágrafo de um desses romances inacabados. De tudo que já escrevi, não há por certo conjunto de palavras que eu tenha reescrito obsessivamente mais do que este.

EU E MATHIAS conduzimos o estranho pelo interior da casa até a presença de Ohimè e Erhard. Mathias mantinha a mão direita apoiada no meu ombro, o arrastar das botas ressoando nas paredes altas e no assoalho de madeira. O empregado de meu pai contava com três vezes os meus dez anos e era proporcionalmente mais alto. A idade do estranho que conduzíamos não excederia, provavelmente, a de Mathias.



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