A televisão mostrava um comercial em que crianças superpoderosas, usando pás como se fosse pula-pulas, cavavam enormes trincheiras em poucos segundos.
– Ouviu essa? – perguntou-me a Lúcia Helena, sobre a observação que o Arthur tinha acabado de lhe fazer sobre o comercial, erguendo um instante os olhos do prato de comida.
– Não – respondi, sorrindo por antecipação.
– É o povo do Futôr.


