16 de Setembro de 2007

A teoria literária

Por   Paulo Brabo

 

Estocado em Manuscritos

3

A teoria literária já determinou que o único componente fundamental de uma narrativa é o conflito.

O esqueleto fundamental ao redor do qual cresce a carne de todas as histórias é o mesmo: (1) no primeiro momento, está tudo bem; (2) no segundo, surge um conflito; (3) no terceiro momento, o conflito é resolvido ou não.

Nesse intervalo cabem todas as histórias da Terra, contadas ou não, das tragédias gregas à novela mais recente da televisão.

O conflito é uma tensão que surge na história para apertar a vida do protagonista. Romeu e Julieta se amavam, mas suas famílias se odiavam. Indiana Jones queria paz, mas os nazistas estavam querendo colocar suas mãos na Arca Perdida. Jack e Rose estavam dispostos a investir tudo no seu amor, mas no meio do caminho tinha um iceberg. Frodo era um hobbit pacato, mas em seu caminho havia um Anel.

O conflito não apenas faz a história avançar: ele é a sua razão de ser. O conflito é o sopro de vida da narrativa – para a história, o conflito é uma graça paradoxal.

Sem conflito não haveria história.



Heaven's Radio
 

 
Inquisição


Arquivos
 

Versões digitais dos manuscritos da Biblioteca do Monastério de São Brabo, nas Índias Ocidentais.
Lista de entrega

Clique aqui para receber o conteúdo da Bacia por e-mail