Foucault sugeriu que escolas e empresas desempenham na sociedade precisamente o mesmo papel das prisões. Instituições, garante ele, são ferramentas de controle social. O fato de permanecermos sensatamente presos ao banco da escola e ao cubículo da empresa poupa-nos da oportunidade de arquitetar revoluções ou ameaçar o estado de coisas. Impede-nos de salvar o mundo, mas também de destruir a sociedade.
Talvez haja gente boa na prisão, mas quem arriscaria deixar todos os prisioneiros livres na esperança de que um deles tivesse para cumprir uma grande missão?
Não canso de me perguntar o que estaríamos fazendo se fossemos de fato livres.
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