Os mais poderosos dentre os homens sempre ajoelharam-se diante de um homem santo, em sua qualidade de enigma de auto-subjugação e privação voluntária completa – mas por que ajoelharam-se dessa forma? Porque intuíram nele – como que por trás da condição questionável de sua aparência frágil e miserável – a força superior que testava a si mesma através de tal subjugação; a força da vontade, na qual reconheceram sua própria força e amor ao poder, e souberam honrá-las: honravam algo em si mesmos quando honravam o santo [. . .] . Numa palavra, os poderosos do mundo aprenderam a ter diante do santo um novo temor, intuíram um novo poder, um estranho e ainda não conquistado inimigo: era a “Vontade de Potência” que os obrigava a ajoelharem-se diante do santo.
Nietzsche, Além do bem e do mal (1886)



hernan
Lucidez.
Lembrei de um livro que comecei a ler, de Dallas Willard, traduzido como “A conspiração divina”. Em certa altura ele descreve, com idignação, o comportamento dos cristãos que, em razão do Sermão do Monte, almejam ser desgraçados a fim de serem bem-aventurados como se a desgraça fosse o preço incômodo porém efêmero da eterna bem aventurança. É como se Jesus estivesse com sagacidade propondo uma barganha: “Vale a pena ser manso para depois herdar a Terra”.
Os cristãos conseguimos entender tudo exatamente ao contrário segundo nossa irremediável cegueira. Todos almejamos ser humilhados exatamente para sermos exaltados!
guido
Hernan
Bom a meu ver mansidão nao tem nada a ver com pobreza e mais ainda com desgraça.
Se pode ser humilde sem ser pobre como se pode ser pobre e ser tambem soberbo.
Mansidão tem nada a ver em como se relacionamo com as adversidades e ou as desgraças.
Mansidão seria aceitar o inevitável sem culpar Deus, os outros e ne a sim mesmo.
Existem regras que fazem parte da perfeicão divina que nos mortais podemos as vezes intuir mas nunca entender completamente. Jesus nos convidou a seguir lo sendo prontos a deichar tudo atrais, dinheiro coisas mas tambem familia ate nos exorta a nao perder tempo em enterrar os mortos e a seguir lo fica então implícito que quem deicha muito atrais sofre mais de quem deicha menos ou nada, e o duro è que nao se fala so em coisas o dinheiro.
Francesco Di Assisi entendeu que se poderia seguir Jesus so nao tendo absolutamente nada alem do estreitamente necessário a sobra vivencia e ficou famoso para conseguir amar de uma forma total.
Amava a Jesus amava a Terra o Sol a Lua os animales todos e na sua êxtase que muito chamam de esquizofrenia se sentia incrivilmente feliz e eu nao acredito que fazia isto por satisfazer o proprio bisonho de onipotencia.
Ele sem ser um filosofo o um grande teólogo individuo que mais legames temos, sejam materialistas ou emotivos, mais difícil diventa seguir a Jesus.
Impossivel? Nao sei! alias espero que nao pq eu nao consigo viver de uma forma como a sua.
Um abraçao
guido
hernan
Guido, eu não disse antes mas sei que há excessões entre os cristãos. São poucas, mas há. Nietzsche e Willard falaram do que viram de forma geral. Eu também falo.
Antonio Polo
É dificil ser manso de coração hein, pra mim é um exercício diário… nem sempre consigo mas tento o máximo possivel, o contrário faz mal para a alma, a envenena, e esse negócio de ser “selvagem” não tem fim, o fim disso é quando se encontra alguem mais “selvagem” disse Jesus … em outras palavras é claro hehehe .. abraços.
rubens osorio
Lembro-me de um conceito de um autor pentecostal americano (!?) que traduzi há pouco. Ele diz que não devemos nos ofender, i. é, não devemos presumir direitos próprios e revoltarmo-nos quando no-lo usurpam. Seria isso o que escreveu Guido: “aceitar o inevitável sem culpar Deus, os outros e nem a si mesmo”?
Eta coisa difícil que é viver!!!
guido
Sobre este assunto gostei muio do que escreve o Ricardo Gondim em http://www.ricardogondim.com.br/Artigos/artigos.info.asp?tp=69&sg=0&id=1483