28 de Julho de 2007

A minha fábula é a verdade

Por   Paulo Brabo

 

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Minha vida é a história do auto-descobrimento do inconsciente. Tudo no inconsciente busca manifestação exterior, e a personalidade deseja também evoluir do seu estado inconsciente e experimentar a si mesma de forma integral. Não tenho como empregar a linguagem científica para traçar esse processo de crescimento interior, pois não tenho como experimentar a mim mesmo como um problema científico.

O mito expressa a vida de forma mais precisa do que a ciência.

O que somos na nossa visão interior, e aquilo que o homem é sub specie aeternitatis, só pode ser expresso através do mito. O mito é mais individual e expressa a vida de forma mais precisa do que a ciência.

Foi por isso que empreendi, aos oitenta e três anos de idade, contar meu mito pessoal. Posso apenas fazer declarações indiretas, “contar histórias”. A questão não é se essas histórias são ou não “verdadeiras”. A única coisa que importa é se narram a minha fábula, a minha verdade.

Carl G. Jung, Memories, Dreams, Reflections

Leia também:
Mito e metáfora
Joseph Campbell e o monomito



2 Comentários a respeito de "A minha fábula é a verdade"

Lou Mello

O Jung é um dos responsáveis pelas minhas loucuras. Não fique divulgando essas coisas, podemos ser descobertos.



rubens osorio

É isto aí! Descobri a desculpa perfeita para o meu blog O Tempo Passa…. É o Jung!

Obrigado, Brabo.



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