12 de Março de 2007

A imutabilidade de posições

Incorporado por   Paulo Brabo

 

Estocado em Goiabas Roubadas, História

A riqueza de metais encontrada pelos aventureiros da América mudou radicalmente algumas das principais crenças centrais da sociedade européia. Antes da descoberta dessa fortuna, as sociedades do mundo feudal consideravam-se grupos construídos com parâmetros eternos: no dia do nascimento de uma pessoa, inscrevia-se para ela todo o percurso de sua trajetória no mundo social. Se nada de errado ocorresse, ao morrer ela estaria na mesma posição social de seus pais. Mais que uma realidade empírica, a permanência, a imutabilidade de posições, era um ideal: lé com lé, cré com cré. O passar do tempo servia apenas para provar a veracidade da afirmação de que os homens eram muito desiguais entre si, cada geração passando a seus descendentes o mesmo devido lugar social, de acordo com sua herança. Imutável, portanto, era a hierarquia.

Jorge Caldeira, Mulheres no Caminho da Prata (2006)

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Si tota superficies convexa Terraquae habitabilis esset, et complanati montes ac valles, et singulis hominibus concederentur singuli passus quadrati, ut stare ac jacere possent; unum milliare quadratum caperet homines 1000000, tot vero Terraquae superficies caperet homines 148608000000000. Si vero superficies terrae discoopertae aequalis esset superficies maris et aliarum aquarum; caperet terra homines 74364000000000.

Gaspar Schott, no Cursus Mathematicus (1677)
que ofereceu ao Imperador Leopoldo I – página 425

via orso



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