Alguém, por favor, tire o Lula de lá. Minha caixa de entrada já não comporta mais os e-mails piedosos que enviam-me incessantemente meus amigos cristãos, denunciando as impenitências de Sua Excelência, especialmente a sua ligação execrável e declarada com o (zulivre!) COMUNISMO.
Por motivos que terei de abordar em outra ocasião, os cristãos evangélicos fogem do COMUNISMO mais do que o diabo da cruz; dito de outra forma, fogem mais do COMUNISMO do que do diabo, e tendem também a substituir um pelo outro.
O capitalismo de certa forma sempre existiu, sendo devidamente denunciado por todos os profetas, até Jesus (na linguagem dele “vem fácil vai fácil” escreve-se “de graça recebestes, de graça dai”) e depois. O mérito de Marx está em que ele expôs claramente o mecanismo econômico da exploração: demonstrou que no capitalismo todos trabalham um preciso tanto a mais do que deveriam se trabalhassem apenas para merecer o que ganham. Essa “contribuição extra”, essa mais-valia, serve para sustentar o sujeito posicionado acima de cada um na Grande Pirâmide. Uma vez que se reflete sobre essa revelação, passa a parecer injusto que você gaste o seu suor para alimentar a ociosidade e os luxos de quem não se dispõe a ralar como você – ajudando a aumentar, de lambuja, a distância irremediável entre trabalho e capital. O COMUNISMO nada mais é do que a inevitável solução que Marx propôs para corrigir o que ele via como essa injustiça inerente ao capitalismo: o sonho de uma sociedade em que todos trabalhassem apenas o necessário para se garantir que cada um teria o que todos precisam. Nenhuma competição. Nenhuma ganância. Nenhuma exploração. Nenhuma mesquinharia.
Trata-se, como se vê, de projeto extremamente louvável.
Como se sabe, as tentativas de implantá-lo foram catastróficas.
Todas as tentativas de implantar o comunismo foram desastrosas. Pelo mesmo critério, o cristianismo deveria ser grandemente lamentado.
Creio que qualquer um poderia acenar com esse raciocínio para condenar o COMUNISMO, menos os cristãos.
No que me diz respeito poucas idéias humanas são mais inatacavelmente bem-intencionadas e virtuosas do que a doutrina do COMUNISMO; porém, tendo em vista o precedente histórico, tendo em vista todo o mal realizado na tentativa de implantar a idéia, prefiro não permitir que se tente colocá-lo em prática novamente.
Meu problema é que preciso manter a sobriedade e admitir que o mesmo argumento pode ser usado contra o cristianismo. Para mim nada há de mais esplendidamente belo e virtuoso e transformador do que a mensagem do cristianismo, porém alguém pode sempre argumentar que, na prática, a esmagadora maioria dos esforços em implantá-lo produziram terríveis catástrofes sociais, injustiça e exclusão e preconceito e guerra e derramamento de sangue. Pergunte a qualquer cruzado – até Bush serve.
Tendemos a perdoar as nossas mancadas históricas, mas simplesmente não podemos permitir que doutrinas competidoras façam o mesmo: perdoa as nossas dívidas, mas não as dos nossos devedores. Tendemos também a esquecer que o cristianismo é experiência que vem estado em processo de implantação há dois milênios, e o comunismo há pouco mais de cem anos. Há por certo pelo menos um pagão morto em nome do cristianismo para cada inocente torturado em nome do comunismo.
O cristão pode sempre contra-atacar dizendo que nossas dívidas históricas apenas demonstram que muitos dos que afirmaram estar implantando o cristianismo não estavam imbuídos do verdadeiro espírito do cristianismo. Se fosse comunista eu diria imediatamente: está vendo? Os comunistas que você condena não implantaram o verdadeiro comunismo – e assim por diante.
O comunismo nunca foi implantado conforme idealizado originalmente. O mesmo pode provavelmente ser dito do cristianismo.
Se formos manter a sobriedade, teremos que admitir que o COMUNISMO nunca foi implantado como idealizado originalmente. Nosso problema é que o mesmo pode provavelmente ser dito do cristianismo. Trata-se evidentemente de um caso em que o desastre da implantação não vem da imperfeição da doutrina, mas da imperfeição dos implantadores.
Retórica à parte, nem todas as experiências de implantação do comunismo terminaram em catástrofe; em parte porque há diversas estirpes de comunismo (como de cristianismo), algumas muito moderadas e sensatas (ao contrário do cristianismo, cujas boas estirpes são as que não abrem mão da insensatez da sua mensagem).
Das experiências de utopia socialista-cristã a que me é definitivamente mais cara é a da Colônia Palma, no interior de São Paulo, perto de Tupã – onde, inspirados pelo mesmo avivamento espiritual que os trouxe no seu sopro para o Brasil, famílias inteiras de imigrantes da Letônia viveram e trabalharam numa fazenda na qual tinham “tudo em comum” – com exceção de seus cônjuges. No que me diz respeito o demérito da Colônia Palma é ter definhado e desaparecido antes que eu pudesse experimentá-la.
Quando visitei a Colônia Palma pela primeira vez, em algum momento da década de 1970, restavam ali algumas dezenas de membros originais, morando em impecáveis galpões comunais de madeira, diante de uma estrada ladeada por palmeiras imperiais e sob a vigilância das cascatas do rio que passava imediatamente atrás. Apenas não havia jovens, que haviam escapado um a um para estudar na cidade grande e só voltaram muito eventualmente para visitar parentes e amigos.
Garantem-me os dissidentes que, pelo critério das nossas sensibilidades contemporâneas, não era nada fácil submeter-se ao rigoroso comunalismo da Palma. Mas seria injusto dizer que a Colônia terminou em catástrofe; apenas desabou debaixo do peso das suas próprias exigências.
Desabou debaixo do peso das suas próprias exigências: é o destino que muitos prevêm ou diagnosticam para o cristianismo.
Embora muitos pensadores comunistas tenham sido e permaneçam cristãos (e embora poucas coisas me atraiam mais do que a estonteante possibilidade da vida em comum), não tenho qualquer simpatia verdadeira pelo comunismo. Pessoalmente inclino-me na direção dos anarquistas cristãos como Tolkien, Jacques Ellul e o pessoal dos Jesus Radicals, cujas idéias não descansam. Basicamente, o poder corrompe e se há governo sou contra.
Perfeitamente sensato era Jesus, que nutria um saudável desprezo pelas instituições políticas e não gastou uma gota de saliva condenando a estrutura falida, opressora, corrupta e tremendamente injusta do governo romano. O que deveríamos aprender com o exemplo dele é não esperar nada de bom de governo algum; que nenhum governo merece mesmo que se fale mal dele; que se o reino de Deus está próximo, somos nós que devemos dar evidência da proximidade dele.
De forma muito teologicamente correta, o que Jesus fazia é justiça com as próprias mãos.
Todo seguidor dele deveria ir e fazer o mesmo.
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Leia também:
O lado esquerdo de Hitler
As variedades da experiência capitalista
Final feliz



Edu
Ler este texto me fez lembrar uma professora que dava marxismo na faculdade; ela dizia “que a falência do comunismo em se comparando com o triunfo do capitalismo cristão é que Marx idealizou um mundo sem desigualdades aqui na terra, já o cristianismo prometeu na vida após a morte… O primeiro era bem mais fácil de se contestar”.
P.S. Mantenham o Lula na presidência, antes um socialista ponderado que um cristão deslumbrado.
Ivan Volcov, neto de João Volkov
Obrigado, Paulo. Não por sua defesa do comunismo. Sim, por sua acusação contra as “instituições cristãs históricas” e seus membros. Para Deus, ouso dizer, só existem pessoas, uma a uma, não existem instituições, e talvez até mesmo governos.
Quanto ao Lula. Foi bom, como na Segunda Guerra, nos aliarmos aos comunistas para darmos uma lição nos fascistas. Porém, este ano me parece ser mais adequado abrirmos o jogo dispensando nossos aliados de ocasião. Porém, isto é muito importante, sem dar um só voto a qualquer herdeiro ou participante da ditadura militar.
Quanto ao cristianismo institucional, ele sempre foi uma farsa, ainda vai chegar o dia em que daremos um basta a ele. Por hoje deixe estar.
Quanto ao capitalismo, temos outra prioridade para combater no tempo que nos resta. Além do mais, pessoas melhores fariam um capitalismo melhor.
Paulo Brabo
Primeiro: alguém tire, sim, o Lula de lá, porque a prioridade é liberar a minha caixa de entrada.
Depois: quando discuti estas mesmas idéias em outro foro onde era menos conhecido, fui acusado de equiparar o cristianismo e comunismo, como se o último fosse uma versão mais elaborada e desejável do primeiro.
Nada mais longe da verdade. Entre outras coisas, o comunismo é muito pouco ambicioso – para não dizer infinitamente mais arrogante – quando comparado ao cristianismo.
Fui acusado ainda de ladear com os incrédulos que “maximizam os erros do cristianismo e minimizam os erros [das doutrinas adversárias]”.
Er… não creio que se possa dizer que os erros do cristianismo são injustamente maximizados. Levando-se em conta que temos Mestre tão espetacularmente superior, nosso desempenho deveria ser proporcionalmente glorioso – quando comparado ao de perdidos como os comunistas. Impecável pelo menos deveria ser a nossa humildade em admitir as falhas da nossa abordagem.
Não se deixe perder, impenitente leitor, nos meandros da minha retórica. Na minha opinião a doutrina do Reino é impecável. Jesus não precisa de auto-crítica. Nós precisamos.
Edu
Não entendi uma coisa, Ivan, como assim “nos aliarmos aos comunistas”, quem é o sujeito de sua frase? Brasileiros? Capitalistas? Norte americanos? Brancos? Please, me ajude nessa dúvida cruel.
Abraços
Ivan Volcov, neto de João Volkov
Quanto à sua pergunta, Edu, em meu texto tomei a liberdade de colocar ao meu lado todos os eleitores do Lula em 2002. Até você. E já que a sua pergunta não trouxe consigo o elogio por minha habilidade literária, me vejo no direito de esclarecê-lo sem rodeios e também sem muita preocupação com o estilo.
Em nos incluí os brasileiros. Excluindo, é evidente, os brasileiros fascistas. Com eles eu nunca me associaria, nem para combater o Demo. Claro, se o Demo viesse a combater os fascistas o seu reino estaria dividido. Antes que você fique chocado, aqui vale mais a força da expressão. Para entender o que eu disse é preciso não ser literal na leitura. Trata-se de um recurso retórico para dizer a verdade sobre meu ódio contra os fascistas de todos os tempos, e só.
Em nos incluí boa parte dos americanos. Pena não permitirmos que os americanos do norte votem em nossa eleição. Em 2002 eles ficaram de fora. Melhor corrigirmos essa injustiça para as próximas eleições. A ALCA seria um bom começo para um dia chegarmos a isso. Esclarecendo, isso na frase anterior significa uma América sem fronteiras. Algo a que um coração libertário anseia com ardor. Esclarecendo, sem fronteiras para a América e para o mundo.
Incluí boa parte dos brancos, inclusive os de olhos marcadamente azuis como os meus. Sem excluir os levemente morenos, como meus dois filhos miscigenados. Esclarecendo, nem passou pela minha cabeça excluir os racistas: esses eu teria excluído todos, se a questão estivesse em pauta. Já que você é quem a colocou em pauta a questão do racismo, citando apenas os brancos, prefiro que você mesmo esclareça este seu ato falho. Exijo.
Para não sobrar nenhuma dúvida, meu amigo comunista: eu, o libertário, tenho um ditado para ilustrar meu modo de pensar sua bandeira. Só posso falar por mim: um bom anarquista só tem a si para defender seus ideais, salvo alguma adesão voluntária não solicitada. É ele, o ditado: “Tudo vale no amor e na guerra.”
Não precisa, por enquanto, temer. Meu método não é comunista nem cristão-histórico. Não enquanto a democracia estiver sendo aperfeiçoada em nosso contexto. Proponho que a nossa trégua, quanto ao derramamento de sangue, seja mantida. Assim a vida segue bem mais divertida. A minha.
Farah
Católicos, Comunistas, Capitalistas, Anarquistas, Neo-Fascistas!!!
Eu já comecei três vezes a escrever sobre os temas acima e não consigo ir além da afirmativa que qualquer sistema politico-religioso-economico, que tenha de contar com o ser humano para implementá-lo está já com uma inviabilidade fundamental. Eu não quero parecer pessimista (talvez um cínico da escola neopessimista) mas o modelo que está vencendo capitalista-neoliberal, e está vencendo apenas por que ao contrario do que prega concentra mais capital, não resolve nenhuma das questões fundamentais que realmente dizem respeito ao gênero humano (na verdade eu me pergunto sempre, será que existem questões fundamentais para o gênero humano), e eu creio que um percentual ínfimo da humanidade se dá conta disto e eu me rendo. É impossível que seja de outra maneira, e assim facções, partidos, movimentos religiosos ou não religiosos, que com as suas divergências acabam ajudando a compor o fluxo de caixa das economias dos paises desenvolvidos, que por fim resulta na compra e venda de armas, na conquista e manutenção de territórios estratégicos com combustíveis fósseis e toda essa espécie de coisas que garantem poder, acabam por ser irrelevantes para nós participantes individuais desses clubes, claro temos rituais catárticos, nossas dosezinhas de prazer e esperança, e deu é isso ai.
Mas voltando a caixa de emails do Paulo Brabo, eu não quero mais o Lula também.
Edu
Ivan: atendendo a “exigência” –
Historicamente não podemos colocar o “nós”, como os brasileiros. Apesar de nutrir a mesma repulsa ao nazi-fascismo, devemos lembrar que vivíamos em um regime que no mínimo diríamos ser bastante semelhante ao de nossos antagonistas ítalo-germânicos. Isto, evidentemente, quando transpomos o discurso para categorias de Estados Nacionais, pois, se falarmos em simpatizantes a esse movimento chamado de nazi-fascismo, infelizmente, veríamos ser ele bastante aceito até mesmo entre os próprios Aliados.
O governo ditatorial getulista da década de 40 uniu-se não contra a peste do fascismo e sim ao capital norte-americano, fato este comprovado pela série de acordos firmados entre as duas nações que proporcionou, por exemplo, a criaçao do adorável Zé Carioca – uma bela imagem que o grande Irmão do Norte tem por nós, pobre endividados tupiniquins.
Historicismos à parte, IVAN, me senti honrado, enquanto eleitor de Lula, de ser colocado ao seu lado na luta contra a peste fascista.
Não queria suscitar em uma simples pergunta tamanha voracidade, mas, acredito ser isto um ato muito mais político/intelectual do que pessoal.
Também me perdoe por não ter elogiado sua performance textual, que de fato esteve ótima. Este, reconheço, foi meu grande ato falho.
Porém, mesmo sendo um ser social permita-me valorizar a individualidade não compactuando com algumas de suas apologias.
Destaco a participação dos Irmãos do Norte em nossas eleições. Me admira um combatente voraz do fascismo desejar que a populaçao que elegeu o fascista número 1 do século XXI venha votar em nossas humildes tabas.
Também tenho de discordar sobre a ALCA. Não quero neste momento discorrer sobre minha aversão a tal pretensão que não passa de um novo método de submeter povos que foram massacrados por ditaduras ignorantes e que tentam se levantar mas que são solapados pelo insaciável desejo de dominaçao global por um único país.
Imagino a ALCA como uma família que diz que vai adotar uma criança mas na verdade a transforma em empregada da casa, mas, tem quem goste disso.
Em terceiro lugar, atendendo mais precisamente sua exigência, não levantei a questão do racismo, apenas tentei entender qual foi o elemento de coesão de seu discurso. Citei o “branco” não desejando excluir as demais categorias existentes, apenas pelo seu biotipo (que, segundo minhas colegas de trabalho é um “biotipão”).
Espero que tenha sido satisfatória minha explicação, afinal de contas, ser racista em um país como o Brasil é o mesmo que auto-atestar ignorância, acredito até mesmo que falar em nazi-fascismo brasileiro seja um grande antagonismo.
Finalmente, posso não ser muito eloquaz, tal como os mestres que deixam pérolas nesta Bacia, mas, de forma alguma me considero um comunista, nem lembro de ter afirmado isto, se o fosse, não estaria usufruindo de apetrechos capitalistas para viver, conheço alguns sim, que de fato nos surpreendem.
Posso dizer que estou em construção – como diria a página da web de um amigo meu, assim há mais de 5 anos. O meu parco saber é construido e desconstruído na medida que o Titã Cronos caminha.
Não é leviandade, mas, levantar uma bandeira nos tempos de hoje é no mínimo insensatez. Desejo sim, a paz, a liberdade e o amor, mesmo em processo de desprezo de algumas instituições, algumas ainda mantém esses ideais, quero acreditar nisso, preciso acreditar nisso.
Não compactuo de que no amor e na guerra tudo vale, acredito no bom senso, na discussão sadia, no crescimento intelectual, espiritual e moral, embora as limitações humanas me façam tropeçar.
Não precisa se preocupar, não temo nada vindo de um intelectual, temo muito, sim, do que vem da ignorância.
Que possamos celebrar a Paz e quando a guerra chegar, vencerá o melhor. Nós.
Luiz Henrique (rick)
Ola pessoal, resolvi deixar um “post” aqui depois de algum tempo por achar esse tópico de extrema relevância, e por ser eu também adepto desse tipo de reflexão.
Acredito, sobre o texto inicial, que me adequo mais a um grupo de persistentes SOCIALISTAS UTÓPICOS, não por não concordar com Marx, mas porque acredito que se não for formado um HOMEM IDEAL desde a infância, nenhum sitema político-governamental vai funcionar. Digo desde a infância porque segundo as escrituras é a época da formaçao do caráter, “ensina o MENINO no caminho em que deve andar e mesmo velho nao se desviará dele”, o que mais a frente foi confirmado nos estudos de FREUD.
Creio que o COMUNISMO anárquico seja o fim do processo econômico, sendo o capitalismo apenas uma passagem, ou melhor, o que deveria ser, pois os marxistas tentaram se adiantar no processo através da força, o meio menos adequado para uma revoluçao intelectual, que não veio a angariar adeptos fora do eixo socialista, mas um repúdio tao grande que hoje em dia falar em comunismo é como citar o diabo para os trabalhadores não-pensadores, que devido à manutençao do sistema capiatalista neo-liberal os faz cair na mediocridade intelectual.
Acho que os escritos de Marx não são nada mais do que um “anseio pela eternidade” explicado muito bem por Rick Warren em seu livro “vida com propósito”, afinal acredito que o céu seja nesses moldes igualitários, porém nivelado por cima, e ninguem acima de ninguem, exceto o grande Criador, que provavelmente nao vá precisar impor sua posição, porque sua autoridade é maior que qualquer imposição, e já está implicito no viver não haverá oposição.
Mas mais que isso, acredito em um “céu aqui na terra”, um vislumbre da eternidade, creio que devemos lutar até a morte para que esse mundo se pareça cada vez mais com essa terra ideal onde viveremos após a morte… pois afinal, Deus não está nos esperando lá, ele está dentro de cada um de nós, pondo a cada dia esses incômodos, por esse motivo nós que estamos postando aqui temos esses pensamentos.
Cada um na sua área deve lutar até a morte pelo “céu aqui”, talvez ver os céus abertos pelas suas atitudes assim como Estevão que preferiu morrer sem se vender ao sistema.
Nao vamos aceitar trabalhos que vão contra os nossos principios, terceirizações para empresas multinacionais, propagandas fúteis, arte morta, isso gera mais desigualdade intelectual no nosso meio, e nos afasta desse ideal, tão bem traduzido por Carl Marx, que espero, tenha conhecido a Jesus em seus dias para amenizar seu sofrimento por saber a dificuldade de alcançar esse ideal.
Sejamos esses “homens ideais”.
Pra finalizar, Paulo disse em suas cartas que a uns foi dado o dom de pastor, a outros apostolo, a outros evangelista, etc.
Ou seja, Jesus nos deu o exemplo de como não nos afetarmos por problemas alheios, Ele sempre, desde criança tinha a plena convicção da sua missão aqui na terra, se entregar aos donos de mundo (lembrem-se de que Adão entregou o mundo à Satanás qdo caiu) , na época representado pelos Romanos para que pudesse nos trazer de novo a essa perspectiva que temos hoje, essa certeza do que nos espera. Essa era sua função, não havia porque guerrear contra as coisas terrenas, porque a Sua missão era nos tirar essa venda terrena.
Isso não quer dizer que nós temos que ser assim, cada um de nós tem que achar a sua função, e sim, pode ser num âmbito terreno, transparecendo essa certeza de eternidade…
E quando Jesus ressucitou ao mesmo tempo foi criado o seu corpo, a noiva de cristo, a chamada igreja de cristo, não a instituição, mas o ideal, pessoas muitas vivendo por um único ideal, andando para o mesmo lado, sem mácula, sem partilhas, leiam as cartas de Paulo…, mas nos salvou primeiro individualmente, para depois criar o coletivo…
God bless.
Ivan Volcov
Não compartilho mais de nenhum otimismo quanto a este mundo. Melhor admitirmos que o cristianismo sem seu Mestre não produzirá bem algum a ninguém. Melhor admitirmos que toda Igreja institucional não passa de uma farsa e que o anseio por uma Igreja melhor entre nós não passa de uma esperança vazia. Não estamos em um processo de construção para bem algum, apenas definhamos a espera de um milagre.
O milagre virá, mas não por nós.
A pouco tempo acordei para a necessidade de deixar de negar a realidade das coisas em nosso mundo e a realidade das pessoas nele. Não que eu já tenha acordado completamente para a realidade das coisas, mas acordei para a necessidade de curar-me do estado doentio de insistente negação da realidade em que me encontrava.
Para reflexão dos leitores:
“Na guerra eu sei me virar. Quando me vi em um mundo de paz, menti para mim mesmo e fui enganado por todos.” L. Ivan Volcov, em Confissões a uma Discípula de Freud.
Luiz Henrique Mello
Se eu tivesse conversado com Marx antes da publicação de O Capital, o teria desencorajado a publicá-lo. O capitalismo piorou muito depois dele. Com conceitos como a mais-valia os capitalistas deixaram de ser exploradores amadores e tornaram-se profissionais nessa arte. Entendo Jesus, falando por parábulas e enigmas.
Luiz Henrique Mello
Em tempo, parábola continua sendo parábola com o e não com u. O digitador está velhinho. Abs. LHM
Farah
Eu cinco textos acima, deixei muito claro meu desencanto total com o ser humano com implementador de qualquer sistema politico social que objetive o bem estar coletivo, não é por acaso que somos a unica espécie que ri (quando o outro cai), como bem disse o Heinlein não temos um predador para nos ameaçar (ajudar) além de nós mesmos.
Assim em algum momento provavelmente no leste europeu alguem vai apertar o botão errado (ou certo) e soltar um daqueles mísseis obsoletos, que nós achamos que foi desativado e vai iniciar um efeito dominó nuclear, o que além dos seus efeitos imediatos, será somado ao aquecimento global já em vigência, essa sequencia vai provocar o rápido degelo das calotas polares, assim logo após os fogo de artificio os oceanos efetivamente vão subir. E nos altiplanos depois do realinhamento do eixo do planeta, me parece que 144.000 justos em suas ilhas recém formadas terão a chance de fazer uma nova tentativa de paraíso por aqui mesmo.
Ah em tempo acho que essa contagem do inicio da era cristã está com uma defasagem de 33 anos, quer dizer data provavel 2033.
Eu espero que Curitiba seja altiplano o suficiente.
Farah
Fogos de artifício! Fogos de artíficio!
Dennis Torres
Adoro tecer comentários sobre “sexo dos anjos”, mas, sobretudo, opinar em “briga de rolinhas”. Só que, hoje, tenho que coçar o saco, de modo que não me resta tempo.
Fica p’ra outra oportunidade. Agora vou acessar o site da Barbie. Tchau!
Ivan Volcov
Volte para as trevas de onde você veio, fetichista-escroto assumido!
Luiz Henrique Mello
Precisei ler muito para descobrir o feiticeiro genital masculino. Temi por meu amigo Paulo. Ufa! Que alívio. Não foi para ele, mas para o garoto que gosta de brincar com a Barbie. Ah! Aproveitando, o Lula é um cara simpático, deve ser um bom marido e um bom pai. Ele só não sabe presidir uma nação. Não tem tino para estadista. Mas, ele não é o único. No extremo sul do continente tem outro que não tem, também. Na América do Norte, tem mais três e na Europa tem um monte, sem falar na Ásia. Ele não deve querer implantar sistema algum, mesmo porque, não acredito que em seu vasto conhecimento haja um conhecido, mesmo que levemente. O Lula gosta é de uma caipirinha (pinga, limão e açucar), do glorioso Corinthians, churrasquinho de gato, papo de botequim e peito de perú. O resto, é a fria que o covarde do José Dirceu, a galinha da D. Marta e o pulha Genoino meteram ele. Um baita laranjão.
Estanislau Alfredo de Moraes Netto
O maior problema dos socialistas é que uma vez no poder eles “viram” capitalistas.
Por favor, não questione quanto a vasta falta de conhecimento do Lula. Pois, pode ser que ele, após inúmeras reuniões com sua côrte com o fito de entender tal mistério acabe lhe perguntando: quê quê isso companheiro?
Quanto as cachaças do Lula acho melhor você se redimir em… Bem… De repente você tem guarida do New York Times… Aí tudo bem! Caso contrário… serás deportado! Ou já esqueceu (ou não sabe) que não vivemos numa democracia. E que a tal liberdade de expressão, aquela… instituida em 1976 no Governo do Ernesto Geisel, intitulada “Abertura” foi (ou quase…) revocada pelo Lula?
Será que existe contradito paralelo a esse? A Liberdade de Expressão foi dada no Governo Militar, o qual foi duramente atacado por ser ditador. Depois, em plena “Democracia”, um dos maiores atacantes é eleito pelo voto direto do povo, e, esquece de uma Lei implantada há trinta anos! E, além de inflingir a Lei, demonstra-se mais do que ditador (não vou dizer tirano, porque, até onde se sabe, foi o dedo dele que ele cortou).
O Lula bebe… Nós ficamos tonto!
Paulo Brabo
Finalmente, folheando o prefácio do Hieroglyphics, encontrei uma frase para explicar ao namorado da Barbie o modus operandi aqui da Bacia:
“Discutimos aqui coisas que tem o tremendo mérito de interessar apenas a nós mesmos.”
Estanislau Alfredo de Moraes Netto
A que ponto a imaginação excita hein… Depois de sexo dos anjos, sexo das rolinhas… Sexo com a Barbie já é demais… Não vai pro inferno não, principalmente depois de demonstrar tanta coragem e caridade… Pois á final de contas a Barbie já é bem velhinha (mais de 90). De repente pode ser o inverso, pode ter chegada a hora da Varbie fazer a tal caridade… Né, ô, Matusalém desprovido… Ou será que foi pegar a bonequinha prá fazer vodú? Bem… Seja la o que for… Nossos respeitos, apesar da recíproca não ser verdadeira.
hernan
Essa idéia merece ser atormentada mais um pouco.