Um estudo publicado em julho do ano passado pela American Psychological Society sugere que nossos genes dão um jeito para que, sem nos darmos conta disso, acabemos gostando e nos apegando a gente semelhante a nós.
Conduzido por J. Philippe Rushton e Trudy Ann Bons, da Universidade de Ontário, o estudo parece comprovar que somos em geral surrealmente semelhantes a nossos cônjuges e melhores amigos – e ainda mais do que estamos habituados a pensar, já que a semelhança se estende muitas vezes ao nível genético.
Não é difícil concluir que preferimos em geral a companhia de gente como a gente: extrovertidos preferem extroverditos, gente tradicional prefere gente tradicional. Mais notável é descobrir que em alguns casos compartilhamos sem saber quase metade do nosso material genético com nosso cônjuge ou melhor amigo. “De um leque de alternativas possíveis, as pessoas buscam aqueles que são compatíveis com o seu genótipo”, afirmam os autores.
Nossos genes nos fazem gostar de gente como nós.
“Quando você gosta, é amigo, ajuda ou se acasala com gente que é muito semelhante geneticamente a você, nada mais está fazendo do que tentando assegurar que seu próprio segmento do acervo genético seja preservado e preferencialmente transmitido às gerações futuras”. É o gene egoísta de Richard Dawkins, fazendo-se passar por bonzinho.
Como incomodava o subversivo de Nazaré: “Se amardes os que têm o mesmo conteúdo genético de vós, que recompensa tendes? Não fazem os sanguessugas de Brasília também o mesmo?”
Se por um lado fico lisonjeado diante da mera possibilidade de ostentar qualquer semelhança essencial com meus amigos, sou por outro forçado a reconhecer que meu amor reputadamente mais apaixonado e altruísta é delineado, ele mesmo, por narcisismo e auto-obsessão.
Sou mesmo um traste.
Meu consolo é que meus amigos não ficam atrás.

Our Genes Make Us Like People Like Us
Mate Choice and Friendship in Twins – Evidence for Genetic Similarity (publicação acadêmica – PDF)



Amorica
Deve ser por isso que acho meus amigos estranhos, e por isso que me apaixono por pessoas iguais.
Nossa como sou estranha!
Como sou linda!
hahahaha…
Lou Mello
Eu sou um grande ajudador.
hernan
E eu que pensava ser um cara bom…
bete
paulo você tem problemas: sou endividada, confusa, atrapalhada, esquisitona. e acho bom parar por aqui. e a propósito, não recebi pastagem hoje, problemas no servidor ainda?
hernan
Bete, o que é que você está esperando para ir para a Gruta do Lou?
bete
Hernan, saiba que eu compartilho com o Lou o amor pelo (des)expediente bancário, é o melhor momento do dia, quando os bancos esquecem um pouquinho de nós…
rubens osorio
Good news! Sempre pensei que as pessoas com quem convivo fossem muito melhores do que eu… não são!!!! Há muito mais semelhanças (nos genes) do que pensava. Isso é ótimo!!! Viu, voces, leitores da Bacia: voces não são tão melhores como sempre pensei (admirei e invejei)!!! Somos iguais!!! Iiiiipppppiiiiii !!!
Pacificador
Esse deve ter sido o motivo pelo qual Narciso se encantou com sua imagem refletida no lago.
O Nazareno afirmou que o Reino pertence a todos os que conseguirem ver o rosto de Deus nos excluídos – “tive fome e você me alimentou; sem roupa e você me vestiu; preso e você me visitou.
É fácil ver beleza nos que amamos; nobre é identificar a Imago Dei nos desprezados.
Cassio
esse bando de geneticistas só não conseguirá nos desconvencer da única verdade que ele impuseram: mesmo que se possa supor a existência de identificações baseadas em 99,99 de genes comuns, é o cadinho que falta que faz toda a diferença. e será que os pais desses coitados nunca deixaram seus gênios precoces brincarem de quebra-cabeça quando crianças?
Sheila Campos
Balela…
Sou mais eu !
Samuel Dany
Me quedo imaginando a los Narcisos de esta vida, escuchando lo que nuestro maestro dijo:”Amen sus enemigos”, una vez mas la ciencia descubriendo la feura del ser humano, sin Dios claro. Pero si hasta en el alto clero evangelico lo veo todos los dias, Hay Narcisos que sera de ustedes?