Graças aos livros, o homem é o único animal da terra que é mais perigoso depois de morto.

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18 de Agosto de 2006
Às vezes eles voltamPor Paulo Brabo
Estocado em Pense comigoGraças aos livros, o homem é o único animal da terra que é mais perigoso depois de morto. |
hernan
Ô se é!
Pacificador
“A história é a crônica da palavra. Moisés, no deserto; Demóstenes, nas guerras helênicas; Cristo, nas sinagogas da Galiléia; Huss, no púlpito cristão; Mirabeau, na tribuna republicana; todas essas bocas eloqüentes, todas essas cabeças salientes do passado, não são senão o fiat multiplicado levantado em todas as confusões da humanidade. A história não é simples quadro de acontecimentos; é, mais, é o verbo feito livro”.
Ora pois, a palavra, esse dom divino que fez do homem simples matéria organizada, um ente superior na criação, a palavra foi sempre uma reforma. Falada na tribuna é prodigiosa, é criadora, mas é o monológo; esculpida no jornal [acrescento eu, no livro], é prodigiosa e criadora, mas não é o monólogo, é a discussão”. – Machado de Assis.
Lou
Ser perigoso não é a única virtude do homem depois de morto, via livro. Não inventaram muitas coisas novas depois dos gregos e eles estão ai com suas idéias de liberdade, democracia, livre pensar, auto-conhecimento, Deus em nós, etc… que não são tão ruins assim.
hernan
Se bem que o perigo não está exatamente no morto, mas nos vivos que ousam acreditar em suas idéias. Mas as idéias seriam inofensivas se não fosse pela exposição do morto. Ambos, mortos e vivos, se completam.
Marconi Bartholi
Ou seria assim:
Graças ao próprio homem, o homem é o único animal da terra que é mais perigoso depois de morto.
Ou assim para soar mais canônico:
Graças aos filhos do homem, o homem é o único animal da terra que é mais perigoso depois de morto.
Pois lembremos que parte da filosofia clássica grega e parte dos livros sagrados foram passados no gogó pelas gerações até finalmente ganharem sua forma escrita.